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Zoella conta sobre ansiedade e crises de pânico

15 . junho . 2014

Se você não tem ideia de quem seja Zoella, não tem problema, logo aqui embaixo tem um pequeno quadro sobre o que você precisa saber sobre ela. Mas o que você talvez não saiba e que eu não sabia (e me deixou totalmente aliviada, confusa e confiante) é que Zoella, um dos ícones vlogueiros de moda e beleza, sofre de ansiedade e crises de pânico.

Zoe Elizabeth Sugg nasceu em Março de 1990 e é um dos ícones mais acessados e conhecidos na área de moda e beleza na rede social Youtube. Mais conhecida como Zoella, a garota tem todo o talento tal qual seu irmão Joe Sugg (mais conhecido na rede social como ThatcherJoe) e chegou a atingir cinco milhões de inscritos na sua rede social. Zoella já foi indicada para diversos prêmios de moda & beleza, ganhando o Cosmopolitan Blog Award, em 2011, na categoria “Best Established Beauty Blog”.

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Para quem ainda não conhecia o Di Moça (também), um dos principais objetivos de eu ter criado um blog foi a terapia que encontrei através da escrita e da leitura para lidar com minhas crises de pânico e depressão. Se essa é sua primeira visita ao Di Moça, bem, primeiramente seja bem vindo(a) e, depois, você pode acessar esse vídeo e saber um pouquinho mais sobre a gente!

Resumindo, quando você não representa muita coisa no mundo ou quando você não é famosa o suficiente para ser reconhecida, sofrer de um distúrbio (seja ele qual for) ou alguma crise psicológica te torna ainda menor do que você aparentemente é. Quando fui diagnosticada com crise de pânico, aos 21 anos, achei que seria isolada do mundo por ser mentalmente instável em momentos específicos da minha vida. Com o tempo e a ociosidade eu comecei a arte de futricar a vida de outros seres humanos (tão simples quanto eu) que sofriam desses ataques inoportunos e – desculpem o palavreado – cretinos. Claro que os primeiros links e mensagens que eu encontrei foram de pessoas famosas, essas que a gente imagina ter a vida mais que perfeita. Quando eu iria supor que pessoas – digamos, bem vividas – sofreriam da mesma merda que eu?

Com o tempo (me refiro, com o passar dos anos) as crises de pânico, ansiedade e depressão começaram a ter um pouco mais de destaque na mídia. E sabe o que eu fiz? Fiquei com um puta baita sorriso no rosto. Pois é, egoísmo de um lado, do outro, as a verdade é que não há coisa melhor saber que existem pessoas que sabem o que você está passando porque sofrem do mesmo mal. Porque, até então, quando você simplesmente menciona o fato de ter ou ser alguém diferente do habitual, você não recebe nem o respeito, imagine o mérito.

Hoje, quando acessei minha lista de inscrições no Youtube e encontrei o vídeo da Zoella com o título Anxiety Q&A, quase caí da cadeira! Porque, como eu disse antes, a gente jamais espera uma pessoa (aparentemente) bem vivida sofrendo de um mesmo distúrbio que o seu! É por isso que eu fico aliviada e contente em compartilhar o vídeo que a Zoella fez com tanto carinho tirando dúvidas dos leitores sobre síndrome do pânico e ansiedade! Afinal de contas, são quase cinco milhões de inscritos em seu canal no Youtube, ou seja, são quase cinco milhões de fichas caindo e entendendo que síndrome do pânico não é frescura alguma!

No vídeo, Zoella afirma se lembrar das suas primeiras crises em torno dos 14 anos em uma festa na casa de alguns amigos. Um dos problemas, para Zoella, é se lembrar das crises e dos ataques que teve durante os anos mas se lembra de algumas crises bem fortes quando, por exemplo, esteve em Los Angeles, quando viajou de avião pela primeira vez e dentro de uma estação de trem. A sua última crise foi em Nova York, quando foi gravar um vídeo para o “Vlog Month” na casa de um casal conhecido.
Zoella nos oferece algumas dicas de como lidar com as crises de pânico e as achei super válidas. Claro, vale lembrar que cada pessoa enfrenta consequências e reações diferentes, afinal de contas, cada pessoa desenvolveu a crise por motivos (também) diferentes. Mas o que vale a pena lembrar é que você (ou quem você conhece e sofre de crises de pânico) não está sozinho! É impossível querer seguir adiante por si só. Acredite, não é! Seguem algumas dicas da Zoella que eu achei muito significativas:

♥ Confie em alguém para conversar sobre o assunto. Pode ser o seu melhor amigo, seu professor ou até um profissional qualificado no assunto, o importante é expor o que você está sentindo/passou durante a crise;

♥ Se você é o ouvinte, não se considere azarado; se uma pessoa que sofre de crises de pânico confiou a tarefa em ti então sinta-se importante. Se puder, reserve os minutos para ouvir e acalentar a pessoa da melhor forma possível. Olhe para o relógio ou se preocupe com outras atividades nos próximos minutos após ter ajudado alguém. Sua atenção é muito importante para nós;

♥ É importante detectar o que faz ou o que facilita as suas crises de pânico surgirem com mais frequência; algumas pessoas detectam durante um momento em que se encontram enclausurados, como em viagens de ônibus, avião ou trem. Outros se sentem ameaçados no meio de muitas pessoas. Quando esses momentos são detectados também são evitados com frequência, mesmo não oferecendo “risco” algum. Enfim, é importante você encontrar seu momento “dinamite” e procurar alternativas que te ajudem a passar por essa tempestade;

♥ Nem sempre é fácil sair de um local propenso a lhe causar crises para um ambiente mais favorável. Seria bom se pudéssemos estalar os dedos e ir para o nosso paraíso particular. Mas, para Zoella, salvar uma playlist de sons relaxantes ou sons que lembrem a natureza, praia, pássaros ajuda muito a fugir do ambiente estressante. Durante um passeio de trem, por exemplo, a garota se sente à vontade para colocar os fones de ouvido, dar um play na sua lista de músicas relaxantes e se imaginar naquele cenário confortável (comigo já não funciona);

♥ A respiração tem tudo a ver na hora de lidar com uma crise de pânico ou ataque de ansiedade. Existem diversos exercícios, terapias, meditação,(yoga) que ajudam na hora de inspirar e expirar durante as crises! Esse exercício da respiração no saco de papel eu ainda não tentei mas irei, afinal de contas sempre vi nos filmes e acho chique!

Infelizmente, uma das características de quem sofre crises de pânico é se importar (além do que deveria) com a opinião dos outros. Ou seja, às vezes não é fácil desagradar alguém com um “não”. Acredito que este seja uma das piores consequências das crises de pânico. Além disso, é bem possível que eu tenha recusado mais oportunidades ao invés de tê-las aceitado e essa é uma outra característica que me impede de seguir adiante no mesmo ritmo que outras pessoas.
Em todo o caso, não sei como você chegou aqui ou se você já conversou comigo sobre crises de pânico, o que eu quero e preciso dizer é muito obrigada. Obrigada por ter confiado a mim um pedacinho dos seus medos e anseios; obrigada por ter me conhecido e me aceitado com crises e ansiedades, afinal de contas, são meus pedacinhos errados que me aproximaram você. Obrigada pela paciência, pela atenção, pela curiosidade e por – a partir de agora – entender que nossas diferenças acabam nos tornando únicos.
Beijos di moça!



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• Temos 18 comentários nesta postagem" •

Daniela Farias, disse: - 15-06-2014 (19:11)

Oi Jeh!
Primeiro quero pedir desculpas pelo tempo que fiquei sem visitar seu blog e quando volto me deparo com esse post maravilhoso.
Tem passado exatamente essas coisas de crise de pânico e ansiedade que tem me empacado a vida em relação a procurar um trabalho. Antes de entrevistas pareço que vou morrer ou sei lá, sair correndo. hahaha
Mas enfim, queria poder te dar um abraço! Obrigada por ser uma das primeiras blogueiras que eu conheço porque a gente não se sente mais sozinha. Confesso que sinto um pouco de vergonha em relação ao julgamento dos outros por causa dessa doença, fico me reprimindo mais ainda. Mas ver você escrevendo, falando sobre isso tão abertamente me dá forças para lutar contra isso. Muito obrigada mesmo.
Deve existir muita gente por aí querendo te agradecer, obrigada mesmo por ser a nossa porta-voz!
Beijo grande! <3


Beatriz Cavalcante, disse: - 15-06-2014 (20:27)

Oi Jeh!

Eu já vi você comentando sobre coisas do tipo no blog. Acho que numa tag você falou que tinha e tals. Mas acho que essa é a primeira vez que eu vejo você falando mais sobre o assunto.

Eu nunca fui diagnosticada com esse tipo de doença mas acho que tenho uma tendencia a esse tipo de doença. Gosto de me isolar um pouco, fico muito tempo pensando sobre as coisas, fica triste facilmente e por bastante tempo. Também tenho uma super insegurança e um medo muito grande de fracassar em alguma coisa. Tenho uma auto-estima la embaixo. E sou péssima em amizades e relacionamentos… Não sei se isso é doença ou pode ser considerado com o que você sente, mas são coisas que me incomodam. Acho que tenho uma ideia de como você se sente.

Enfim, obrigada você por compartilhar coisas lindas e fofas com a gente. hehe <3


Camila Lacerda, disse: - 15-06-2014 (22:15)

Jeh, acho muito bacana voce falar disso aqui no blog pois pode ter leitores com esse problema..
Não vou ver o vídeo a net não colabora sabe? Mas sabe que pode contar comigo *-*
Não sei qual a sensação mas já me senti sufocada em meio a multidão mas não entrei em pânicos rs bom acredito….
Te cuida… te gosto muito

http://www.chadecalmila.com


Camila, disse: - 16-06-2014 (09:50)

Não conhecia a Zoella, mas acho tão importante quando essas “personalidades” abrem o jogo e falam de uma maneira honesta sobre os próprios problemas e dificuldades… Ajuda muito, né? A gente não se sente tão sozinha no mundo quando vê que outras pessoas também passam pelos mesmos problemas que a gente…


Manuella, disse: - 16-06-2014 (14:31)

Ao ler seu texto acabei de ficar com um sorrisinho no rosto, egoísta ou talvez não né, afinal sofro do mesmo mal, tive a primeira e espero que única crise de pânico recentemente, faz uns 6 meses. Mas sofro de ansiedade acho que desde sempre rs mas agora estou aprendendo a controlar com o tratamento psicológico, no começo é difícil mas é sempre bom vermos que não somos os únicos mesmo. Engraçado sempre venho aqui mas acabo não comentando e olha somos parecidas rs. Adoro seu blog, como falei sempre dou uma fuçadinha aqui e te sigo pelo skoob. Parabéns pelo blog e pela superação !


Tais, disse: - 16-06-2014 (19:02)

Oi Jeh,

Tudo bem?
Adorei o post, realmente infelizmente muitas pessoas ainda pensam que síndrome do pânico é frescura quando na verdade não é.
Não sei se já cheguei a te dizer isso alguma vez aqui no blog mais apesar de não sofrer de crises de síndrome do pânico tenho muitas barreiras para lidar no dia a dia desde a infância como a imensa dificuldade de fazer amigos, não conseguir segurar o choro quando escuto uma critica e até mesmo olhar ao meu redor, olhar nos olhos das pessoas é um problema para mim.
A dois meses atrás fui rebaixada no meu emprego por conta disso e sofri muito pois amava o que eu fazia e a mudança não foi nada boa, porém graças a Deus consegui erguer a cabeça e seguir em frete e agora faz uma semana que estou em um novo emprego.
Acompanho você já a um bom tempo e sempre vejo a sua luta e fico feliz com suas conquistas, conte sempre comigo.
Já conhecia a Zoella e também achei muito bom o fato dela ter feito esse vídeo, acredito que a maioria das pessoas pensam que a vida das blogueiras de moda é perfeita e que elas não passam por nenhum problema né?

Bjs
Tais
http://www.leitorafashion.com.br


Flávia, disse: - 17-06-2014 (07:06)

Eu não sei se sofro de crise de pânico, mas crise de ansiedade definitivamente sim, e acho que vem aumentando a medida que os anos passam, mas até acho algo legal viu, na hora é até doloroso, pois tenho que me forçar a fazer coisas, é uma luta comigo mesma para ir em frente e não dar ouvidos p a vozinha que me manda deitar na cama e ficar lá o dia inteiro, mas depois que consigo fazer o que me dava ansiedade é tão bom, sinto como se realmente tivesse vencido uma batalha e procuro guardar esse sentimento para servir de “combustível” para as outras vezes que me sentir ansiosa, tipo, “lembra daquela vez que vc se sentiu assim?” Mas, sim é algo bem dificil, principalmente se vc tem que passar por isso sozinha =]


Julia, disse: - 17-06-2014 (07:25)

Há pouco tempo comecei a fazer terapia para controlar os efeitos da ansiedade. Sempre fui ansiosa e isso me prejudica até fisicamente, uma vez que desde pequena roia as unhas – o que afetou meus dentes promovendo um desgaste – e me faz comer compulsivamente a ponto de eu perder o controle sobre o meu peso. É muito difícil lidar com isso, mas é preciso se conhecer primeiro para saber por onde começar a mudança. Ótimo post.
Beijo.


Viviane Silva, disse: - 17-06-2014 (08:36)

Oi Jeh, achei super interessante esse post, uma amiga sofre de crise de pânico, e pelo sintomas que ela me descreveu, acho que não sofro desse mal, eu sofro mesmo é de crise de tpm, já confirmada pela médica e tals, tanto que só mestruo 4 vezes por ano, verdade! Tomo remédio direto durante 3 meses e faço a pausa, confesso que as vezes eu emendo mais de 3 meses. Fico deprimida, e agressiva demais, com filho pequeno e espoleta é um perigo danado rsrs.
Beijos


Angélica Anicésio, disse: - 17-06-2014 (10:07)

Oie, Jeh.
Nossa, muito legal você falar do assunto aqui no blog e melhor ainda porque você encontrou uma pessoa que também passa pela mesma dificuldade. Penso que isso só ajuda, porque vocês podem ver os pontos em comum e ver como a pessoa está superando, no caso da Zoella, por exemplo, com as dicas que ela deixou, com certeza vai te ajudar.
E você sabe que pode sempre contar comigo, ta?! <3
Beijos


Le Pimenta, disse: - 17-06-2014 (11:22)

Olá Jeh
Uai, sucesso não significa que a vida é mais fácil né? Faz 3 anos que eu tenho crises de ansiedade, algumas mais longas, outras nem tanto, mas o que mas me frustra é o medo, eu tenho medo de ir ate na esquina sozinha e eu sempre estudei no centro da minha cidade, então isso tem me atrapalhado muito, Adorei as dicas que a Zoeela deu, por que elas valem muito a pena tentar principalmente a parte da respiração.

Eu fiz um post no meu blog sobre esse problema a um tempo atras, eu expliquei como as minha crises surgiu e como eu venho fazendo o tratamento sem medicamentos, também vi seu vídeo e amei, por que você fala de uma maneira tão simples e natural que deixa a todos mais tranquilo.


Jessica Rocha, disse: - 17-06-2014 (11:55)

Olá, essa é minha segunda vez aqui e já posso dizer que adoro seu blog. Me identifiquei muito com esse post. Passei por uma situação muito ruim no final do ano passado que levou a ter várias crises. Já tem alguns meses que não tenho, mas minha ansiedade é extrema e sempre que tenho um problema não consigo dormir direito ou me concentrar em qualquer outra coisa. Tive muito apoio da minha parceira que foi o que me ajudou. Beijos!


Direto do meu feed #9 - Fui Viajar, disse: - 22-06-2014 (20:32)

[…] Zoella conta sobre ansiedade e crise de pânico [Di Moça] […]


hellen, disse: - 23-06-2014 (15:55)

Eu demorei para aparecer por aqui mas apareci \ooo/
Jeh, já te disse que estou fazendo um trabalho sobre a síndrome né? então, tenho me dedicado muito para que este trabalho seja premiado e que as pessoas vejam que a síndrome não é frescura (porcaria) nenhuma. Eu e meu grupo fizemos até uma pesquisa com os alunos lá da escola e a maioria não sabe como ajudar alguém na hora da crise ou nem sabe o que é a síndrome. Aquele seu vídeo sobre porque o blog é uma terapia para você, me ajudou muito! tirei informações preciosas de lá hahaha! As pessoas precisam saber que a síndrome do pânico é sério e não é besteira, vou tentar passar isto para os alunos lá da escola e para o público!

beijos jeh! <3


Lena, disse: - 23-06-2014 (16:20)

Eu não lembro exatamente como é uma crise pois já não tenho tem um tempinho… o que eu tenho mesmo é depressão então é essa tendência à tristeza e a achar que está tudo perdido. Hoje em dia é uma questão mais racional do que emocional, às vezes não consigo sair do mesmo lugar (fico girando em círculos em uma mesma situação e não há Cristo que faça passar…).

Eu super desejo que passe, que seja apenas um momento para todas as pessoas que passam e passaram por isso, que não se transforme em medo de viver.

É muito bom mesmo, como você mesma falou, que uma pessoa com tantos seguidores aborde esse assunto para que outras pessoas percam esse estigma de que é frescura e também para alertar àqueles que estão sentindo sem saber do que se trata realmente. Quando eu comecei pensei que iria morrer, mas era apenas uma fase muito difícil e que nunca tinham me contato como iria ser.

Beijos Jeh <3


Carol Diniz, disse: - 06-07-2014 (17:18)

Olá, eu conheci seu blog por acaso, navegando na internet. E acabei vendo seu vídeo de sobre sua síndrome do pânico.

Eu tenho, fui diagnosticada há alguns meses. É bom saber que tem como voltar a viver como você diz, as vezes realmente nos sentimos um ET mesmo, mas o jeito é respirar fundo e seguir em frente. Minha mãe teve há 15 anos atrás. E hj está praticamente 100% estou com um projeto para o blog faz um tempo, mas me senti estimulada depois desse vídeo.

Parabéns pelo seu trabalho.

Beijos

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Oi Carol, tudo bem?
Poxa, eu não sei se fico aliviada por você compartilhar sua experiência aqui e encontrar certo apoio e incentivo através do post ou se fico preocupada, afinal de contas é uma situação terrível! Em todo o caso torço para que você desenvolva esse projeto no seu blog, tenho certeza que será uma forma de você aliviar e compartilhar suas experiências nesse sentido!
Um beijo!
<3




Bruna Aguiar, disse: - 06-03-2015 (12:26)

Oi Jeh, tudo bem?

Faz alguns dias que estou ensaiando te escrever, mas precisava estar bem – ou o que se pode chamar de bem no meu atual estado – pra fazer isso. Sua história (o post, o vídeo) caíram como mensagem divina no meu colo na semana passada. Eu fui diagnosticada com depressão e síndrome do pânico faz quase 6 anos. Na época, tinha crises de pânico terríveis, me contorcia toda, meu rosto chegava a se desfigurar. Custou até eu descobrir o que realmente era, não imaginava que “só” ansiedade pudesse causar tudo aquilo. Eu tinha uma crise atrás da outra, além de outros sintomas físicos tipo náusea, dor de cabeça, diarreia, bolinhas no rosto… aí acabei num clínico, que me indicou um psiquiatra e de lá, fiquei três meses de licença do trabalho até “começar” a melhorar. Foi muito difícil, porque, como você disse, a maioria das pessoas não conseguem entender o que é. Acham que é manha, que é bobagem, frescura ou sei lá o quê. Até nossos “amigos” pensam isso, né. Então, prefiro não falar pra ninguém mesmo. Quem não passa ou tem alguém por perto que sofra disso não tem a menor ideia do quão sério pode ser. Mas, enfim, fiquei dois anos em tratamento, vários tipos de remédio, terapia, pilates e apoio dos meus pais. Quase ninguém sabia e eu não tinha namorado, então ficava o dia inteiro em casa, sozinha, tentando me manter acordada, mas sempre meio dopada. Sofri muito, muito mesmo. O que me ajudou na época foi fazer um blog, falava sobre moda, beleza, essas coisas de mulher. Também me serviu de terapia. E que terapia!! Aí melhorei, tive alta da medicação e fiquei dois anos bem. No finalzinho desses dois anos, comecei a namorar. O mundo deu umas voltas, eu tava estudando pra concurso, casei e fomos morar em outra cidade. Aí comecei a ter dúvidas se devia mesmo fazer o concurso, pois se passasse ia ter que morar longe do meu marido e eu não queria isso de jeito nenhum. Foi a maior decisão da minha vida. Depois de muito drama, resolvemos que eu desistiria de continuar estudando pro concurso. Aí, nisso, meu problema veio tudo de novo, fiquei super ruim, muito, muito pânico, várias crises, quase morri. Fui lá pro fundo do poço outra vez. Passava o dia na cama me retorcendo, sem ar, desesperada. Voltei com tudo, psiquiatra, psicólogo, etc. Fiquei um ano melhor e no ano passado nos mudamos pra outra cidade, que é onde estamos morando hoje. Aí mesmo tomando medicamento, voltei a ficar ruim outra vez. Eu fico o dia inteiro sozinha com meu cachorrinho e meu passarinho e acho que isso começou a me deixar ansiosa, sem saber o que fazer, tudo de novo. Não estou trabalhando, porque tô esperando ser chamada em um concurso que poderei acompanhar meu marido. Voltei a ter crises direto, desespero total. É horrível a pessoa não ter controle do próprio corpo. Meus pais precisaram passar um tempo aqui comigo, já que meu marido não podia abandonar o trabalho todo dia pra me ajudar, né. Resolvi procurar um psiquiatra aqui na cidade que estou, pra ver se mudar o tratamento ajudaria. Faz três semanas que iniciei um novo tratamento, ainda tenho muitas crises, mas tô me adaptando ao medicamento, não tá sendo nada, nada fácil. Enfim, escrevi essa bíblia toda porque me tocou muito vc ter contado a sua história, assumir tudo o que aconteceu sem medo do que os outros vão pensar e falar. Acho que acontece com muita gente, mas acaba se tornando um tabu, de tanto preconceito que a pessoa sofre de quem não entende. Já sei que muita gente da minha cidade, por exemplo, diz que eu casei e virei “madame”. Não tem a menor ideia do que eu passo. Então, eu tento ficar no meu cantinho, esperando passar. Voltei a ter blog, o que me faz bem, me serve de terapia, faço amigos, me distraio e não preciso sair de casa pra isso. Pois, nesses dias, até ir à academia ou aula de inglês tá impossível. Mas, sei que vai passar, com força de vontade, paciência e dando tempo ao tempo. Um dia, quem sabe, eu também conte isso pras pessoas. Acho que seria libertador. Enfim, ver você contar sua sua história fez eu me sentir menos sozinha, menos “isso só acontece comigo”. Nessa última semana li esse post umas três vezes e assisti ao vídeo duas vezes. Não sou louca, nem stalker, tá! hahaha Era o desespero de ver que é normal mesmo a pessoa sofrer desses problemas. Era isso! Torço que tenhas um futuro lindo pela frente ;)

Um beijão!!


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