categoria3 category image

Chegou meu pacotinho mais precioso!

13 . janeiro . 2015

A surpresa foi mais ou menos assim…

Lucca estava previsto para chegar no dia 14/01. Junto com meu obstetra, já tínhamos deixado tudo agendado na maternidade e o parto já tinha sido escolhido: cesária (obs: não quero entrar nessa questão de normal x cesárea). Isso significava que eu tinha um tempinho para montar o quarto do Lucca, organizar a bolsa da maternidade e até me “embelezar” para o grande dia.

Na segunda-feira (05/01), Jonathan e eu começamos a organizar o quartinho do Lucca. Tinta pra lá, papel de parede para cá, mudar guarda-roupa de lugar e, no fim do dia, estávamos super cansados. Mas a espera por um anjinho sempre valerá a pena qualquer cansaço, guarde bem minhas palavras! ;)
Enquanto arrumávamos o quarto comecei a sentir cólicas muito fortes. Sabe quando você está de TPM, sentindo aquela cólica monstruosa e muita dor nas costas? Acho que seria mais conveniente eu pedir pra você triplicar a dor e assim ter uma ideia do que estou falando.
Para não perder o momento único que estava vivendo (e me refiro a bons e terríveis também) achei melhor não ir ao pronto atendimento. Tomei um remédio em casa e esperei a maldita dor passar (a velha e linda esperança de que a dor iria passar).

Já de madrugada comecei novamente a sentir as dores: agora mais terríveis que nunca. Uma das desvantagens da gravidez é você não poder se entupir de medicamentos porque tudo deve ser minimamente indicado pelo seu obstetra. Então fiquei na cama gemendo e sofrendo. No dia seguinte (06/01) logo pela manhã eu tinha o meu último ultrassom antes do grande dia. Estava tão empolgada para ver o meu bebê pela última vez dentro da minha barriga. Mas as cólicas não tinham passado, argh. Em desespero às seis horas da manhã, tomei um banho e notei uma pequena mancha de sangue na calcinha. Quase em desespero, fui direto para o pronto atendimento da maternidade Cândido Mariano.

Ao chegar na CM solicitei um médico plantonista para que me examinasse, checasse se meu bebê estava bem e me prescrevesse qualquer medicamento para aliviar as cólicas até dia 14/01. Liguei para o papai do Lucca (Jonathan) e ele foi prontamente à maternidade para, juntos, sabermos o que estava acontecendo. Eis que deu sete horas, e nada de médico. Oito horas, e nada. A maternidade estava cheia neste dia e fiquei com medo de esquecerem de mim ali, com cólicas insuportáveis. De repente, do outro lado da sala de espera, ouço uma senhora gentil se levantar e se prontificar:

– Cadê o médico plantonista daqui? A moça do meu lado saiu dos 5 em 5 para 3 em 3. Vamos agilizar né?

Eu fiquei sem entender, de verdade. Como assim de 5 em 5? 3 em 3? Foi quando, repentinamente galera, uma luz acendeu no meu cérebro e a ficha caiu: “Putz grila, só falta ser as benditas contrações que todo mundo fala.”
Para tirar minhas dúvidas comecei a contar as minhas “cólicas” e, benza Deus, já estava com dores de 5 em 5 minutos!

Aqui fica a legenda da foto agora

Gente, e essa ilustração perfeita que a Carla (Faltou Açucar) fez para o Lucca? Muito amor!

Como se em um passe de mágica a enfermeira me chamou e fui correndo (do jeito que grávida consegue correr, claro) para a sala de atendimento. Contei o que estava acontecendo, a data prevista do parto e a doutora me joga a notícia de que eu estava em trabalho de parto! \o. #medo
Fui examinada, o bebê já estava encaixado e, opa, eu estava com um dedo de dilatação. UM MERO DEDO DE DILATAÇÃO e estava com aquela dor toda! Meu Deus, eu não ia suportar até o fim do dia e esperar dez dedos de dilatação. Confesso que achei que teria uma crise de pânico ali mesmo. Minhas mãos suaram frias e quentes ao mesmo tempo e o coração acelerou tanto que achei que iria desmaiar.
Quando o Jonathan mencionou para a doutora do meu quadro de crise de pânico, tudo mudou para a glória de Jesus Cristo. Surgiu a possibilidade do parto ser cesárea!

Então ficou assim: eu esperaria a médica fazer mais um parto (porque no dia 06/01 nasceram todas as crianças de Campo Grande) e se eu ainda estivesse no mesmo ritmo, faríamos a cesárea. Enquanto esperava na sala de repouso, com aquela roupinha linda de hospital, tive vários momentos de quase-crise. Eu não aguentaria tanto tempo com dores e sabendo que a intensidade aumentaria ao longo do dia. Pedi tanto à Deus para me oferecer o melhor parto que eu quase chorei de medo e fui para casa. Mas às onze horas o enfermeiro me chamou e estava tudo preparado para o parto, cesária!

Galera, eu comecei a tremer as bases! Sorte que eu estava em uma cadeira de rodas para ser levada à sala de cirurgia, caso contrário teria desmaiado. Comecei a ficar mais assustada porque a sala de cirurgia tem aquele cheiro típico de produtos de hospital. As luzes são fortes, os instrumentos de manuseio me deram medo e pensei “não vou conseguir, meu Deus! Quero voltar pra casa!”
Para minha alegria tudo deu mais que certo, gente! Tudo correu tranquilamente bem, eu fiquei bem (o que me deixou mais surpresa). O Jonathan conseguiu filmar o parto sem desmaiar (eba!) e – aqui vai uma confissão – eu só me senti mãe no momento em que colocaram o Lucca do meu ladinho. Nessa hora eu desmontei em lágrimas e me senti a mulher mais especial do mundo.

Sabe o que foi mais engraçado? É que parto cesárea não é esse bicho de sete cabeças que pintaram para mim em 37 semanas de gravidez! Claro, a gente tem que pensar em possíveis riscos mas é uma cirurgia como quase todas as outras, exige cuidados e atenções. Acredito que o pior foi passar um dia inteiro deitada na cama sem poder levantar a cabeça. Credo, um saco!

Hoje venho aqui dizer-lhes que já estou em casa, me recuperando muito bem (apesar de ser bem espoleta e não dar muita atenção ao repouso) e amando cada dia mais o meu filho Lucca!
Também venho lhes dizer que é o primeiro dia que acesso a internet pelo computador porque o Lucca exige minha atenção 24 horas por dia. E eu jamais imaginei que essa sensação de alerta aconteceria comigo. Pois gente, é impossível você grudar os olhos por mais cansada que esteja. Nasce um senso de alerta a todo momento que seu filho respira.
Mais pra frente vou compartilhando temas específicos sobre maternidade com vocês.

Quero agradecer com muita alegria no coração a todos que nos parabenizaram com tanto afeto pela chegada do Lucca! Vocês não sabem como é incrível a sensação de ter meu pacotinho finalmente do meu lado!
E, claro, aos poucos volto a postar no Di Moça. Espero que vocês tenham paciência com meu tempo e organização mas é até o Lucca adquirir uma certa “independência”. Bom, agora se me derem licença, vou ficar um pouco com o Lucca porque ele está me chamando!
Um beijo no coração de todos vocês!

Jeh Asato
Jeh Asato

@blogdimoca no Instagram!

Di Moça :: Colecionando sonhos e palavras! - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2015 - Ilustração por Juliana Rabelo