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The 100 – Os Escolhidos :: Kass Morgan

31 . dezembro . 2014

Eu não poderia passar a última quarta-feira de 2014 sem uma resenha para marcar esse fim, não é mesmo? E para concluir o ano tive a oportunidade de me aventurar em The 100 – Os escolhidos de Kass Morgan, livro que me surpreendeu e compartilho logo abaixo. Vem comigo!

The 100 – Os Escolhidos (The 100 – Book 1)
Autora: Kass Morgan
Ano: 2014
Páginas: 288
Editora: Galera Record

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles… ou uma missão suicida.

Créditos: Skoob

Há três séculos atrás uma guerra nucelar e biológica ameaçou destruir a Terra, tornando o espaço a única opção para aqueles suficientemente afortunados para sobreviver os primeiros estágios do Cataclismo. Vivendo em uma enorme nave espacial, a Colônia, uma missão perigosa e importante está prestes a ser desenvolvida. O centro de detenções está sendo esvaziado hoje. Uma centena de criminosos sortudos vai ter a chance de fazer história. 100 deles vão para a Terra. Se tiverem sucesso, suas infrações serão perdoadas e serão capazes de começar novas vidas na Terra.

Clarke Griffin tinha sido Confinada por traição, mas a verdade era muito pior do que qualquer um poderia imaginar. Mesmo se, por algum milagre, ela fosse perdoada em seu rejulgamento, não haveria um verdadeiro indulto. De acordo com a lei da Colônia, adultos eram executados imediatamente após a condenação e menores eram confinados até completarem 18 anos, quando recebiam uma última chance de se defenderem. Clarke estava prestes a completar 18 anos e é uma das escolhidas a fazer uma visita à Terra.

Assim que Wells, filho do Chanceler Jaha, tinha descoberto que Clarke estaria entre os cem enviados à Terra, ele tivera que fazer algo para se juntar a eles. E, como o filho do Chanceler, apenas a mais pública das infrações o levaria ao confinamento. Para o Chanceler, nada poderia justificar atear fogo na Árvore do Éden, a muda que tinha sido trazida a Phoenix logo antes do Êxodo. No entanto, para Wells, aquilo não tinha sido uma escolha

Para Bellamy deixar que sua irmãzinha Octavia partisse nessa expedição sozinha era o mesmo que abandonar suas promessas e permitir que O fosse à execução. Agora ela estava recebendo uma segunda chance na vida e ele fazia questão de que ela aproveitasse. Ele iria à Terra com sua irmã e fará qualquer coisa para ser membro dessa expedição, nem que para isso precise ameaçar o Chanceler.

Glass Sorenson, ao contrário de seus colegas de Confinamento, precisa aproveitar o rebuliço causado por Bellamy e escapar dessa expedição para encontrar seu grande amor, Luke, e explicar de uma vez por todas o motivo de seu Confinamento.

Assim que os cem condenados são enviados à Terra muitas aventuras e desventuras estarão esperando por eles. Destinados à provar de que o ambiente é receptivo para começarem a recolonização, Clarke, Wells e Bellamy enfrentarão o desconhecido planeta Terra e terão que sobreviver com o que lhes foram proposto. Apesar da liberdade, será seguro estar entre 100 condenados à execução? Os cem podiam ser os primeiros humanos a chegar no planeta em três séculos, mas eles não estavam sozinhos. Alguns nunca tinham ido embora.
Não muito diferente, Glass terá que enfrentar seu passado, seu presente e até mesmo seu futuro na Colônia e os motivos que levaram o Conselho a despachar os condenados à Terra.

Preciso dizer que eu gostei muito da proposta de Kass Morgan em Os Escolhidos, primeiro livro da série. Para quem não curte enredos que se desenrolam no espaço (essa sou eu), fiquei maravilhada com o desenvolvimento e estrutura do mesmo. Narrado em terceira pessoa, cada capítulo é focado em um personagem principal (Clarke, Wells, Bellamy e Glass) de forma que, em um determinado momento, as histórias se cruzam espontaneamente. Outra característica que Kass usou foi voltar no tempo e discorrer sobre o passado de cada personagem, nos deixando a par dos acontecimentos anteriores ao presente. Esse recurso presente-passado foi muito bem sinalizado e nos permite conhecer a vida dos personagens antes de serem confinados para execução.

Nos primeiros capítulos do livro acreditei que todos os outros seriam focados na sobrevivência dos personagens na Terra mas, graças à Glass que fica na Colônia, a mistura de Terra e espaço tornou a leitura mais fluente.
Os meus capítulos preferidos, com certeza, foram os da Glass (apesar de, no começo, ela aparentar ser frágil demais) e de Bellamy (que achei ser mulher mas é um homem), mais audacioso e irônico.

Enquanto a leitura se desdobrava eu ficava mais alerta e impressionada com as conexões feitas por Kass, nos dando um gostinho de “quero o próximo livro para hoje!”. O final foi bem intencionado, nos deixando curiosos para a continuação das histórias, tanto na Terra quanto no próprio espaço.

Fico muito satisfeita com minha última leitura e resenha de 2014 e tenho o prazer de lhes recomendar a leitura para todos que gostam de uma história bem desenvolvida com personagens e cenários envolventes com gostinho de “preciso do próximo livro!”

Alguém aí já leu Os Escolhidos? Vale lembrar que há uma série homônima baseada no livro e fiquei super interessada em assistir. Pelo trailer é perceptível mudanças nas informações mas dá para encontrar semelhanças.

Espero que tenham gostado e deixem nos comentários o que vocês acharam do livro ou da série, ou se vocês ficaram interessados nos mesmos!
Beijos di moça!

Stephanie Perkins

Kass Morgan é uma escritota de fição Young Adult e autora da série The 100, livro que inspirou a série homônima. Morgan nasceu em Nova York e mora no Brooklyn. Estudou literatura no Brown e Oxford e uma fã de fição científica e romances vitorianos.


Twitter da autora | Site da Galera Record
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O Presente do Meu Grande Amor

24 . dezembro . 2014

Não tem momento mais oportuno para lançar uma resenha com doze contos de Natal do que na véspera da data festiva (ou na própria data, como queiram).
O lançamento da Intrínseca me pegou de surpresa já que não estou acostumada a ler contos e não sou fã do Natal mas foi uma surpresa surpreendente (existe isso?). Em doze contos, organizados pela Stephanie Perkins, podemos rir, chorar, sonhar e cair na real.
Confiram um pouquinho sobre esse conjunto de contos natalinos!

O Presente do Meu Grande Amor (My True Love Gave to Me: Twelve Holiday Stories)
Organizado por: Stephanie Perkins
Ano: 2014
Páginas: 350
Editora: Intrínseca

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve, presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite, vai se apaixonar pelo livro. Nestas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa se você comemora o Natal, o Ano Novo, o Chanucá ou o solstício de inverno. Casais de formam, famílias se reencontram, seres mágicos surgem e desejos impossíveis se realizam. O pessimismo não tem lugar neste livro, afinal o Natal é época de esperança.

Créditos: Skoob

O conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos, de fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo.
Diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. Mais curto que a novela ou o romance, o conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax. Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto. O conto é conciso.

Fonte: Wikipédia

“- Nem todo mundo sabe como conseguir aquilo que deseja.”

Meias-noites (Rainbow Rowell)

Mags e Noel se conhecem desde os 15 anos, na festa de ano novo no porão da casa de Alicia. Noel é um garoto magricela, pálido e alérgico a nozes e se tornou a pessoa favorita de Mags. Mas em 2014 alguma coisa mudou, um sentimento novo rompeu. Nos três anos de amizade entre eles, Mags havia passado muito tempo fingindo que não precisava de nada mais além do que Noel já lhe oferecia. Ela dizia a si mesma que havia uma diferença entre querer uma coisa e precisar… Será que realmente basta?
Conto narrado em terceira pessoa, Rainbow Rowell nos direciona para o amadurecimento da amizade entre os personagens. A história é fofa-romântica mas não me senti tão atraída pelos personagens como imaginei que aconteceria.

A dama e a raposa (Kelly Link)

Miranda é uma garota de 11 anos que passa os Natais na casa dos Honeywell. Afilhada de Elspeth – que é mãe de Daniel – a garota já se acostumou com a sala sempre repleta de adultos conversando sobre todos os assuntos nas noites de Natal. No final da festa, Miranda nota um homem no jardim parado na frente da janela, olhando para dentro da casa. Seria o Papai Noel? Daniel, do seu jeito excepcional, afirma que não sem mesmo conferir. Com o passar dos anos, Miranda se atenta sempre à janela à espera do homem misterioso. Quando finalmente o conhece, compreende que existe muito mais que regras para que ele possa aparecer apenas no Natal e quando neva. Antes garota e agora mulher, Miranda está decidida a desvendar e conhecer esse homem que tanto mexeu com seu mundo.
Narrativa em terceira pessoa, Kelly nos apresenta um mundo dividido entre realidade e magia. Confesso que não entendi muito bem sobre a magia que rodeava o tal homem mas é um conto com cenas levemente sedutoras.

Anjos na neve (Matt de La Peña)

Shy Espinoza mora em Nova York para usufruir da bolsa integral da Universidade de Nova York. Aparentemente parece que ele se deu bem na grande cidade mas a verdade é que Shy não vê a hora de morar perto de casa novamente. Nas vésperas de Natal, Shy está no apartamento novinho em folha de seu chefe, Mike, e sua esposa, Janice, para cuidar da gatinha Olive enquanto viajam. Acontece que Mike havia se esquecido de passar no caixa eletrônico antes de sair e perguntou se poderia lhe pagar quando eles voltassem da Flórida. Sem problemas, mentiu. Agora, sozinho no apartamento e na própria Nova York – a neve de 30cm proibindo a saída dos moradores às ruas – a fome e a solidão parecem arrasadoras.
É quando a vizinha do andar de cima (Haley) bate à porta com problemas no encanamento do chuveiro. Sem saber ao certo se vale a pena ou não se passar por entendedor de encanamentos, Shy resolve ir até o apartamento da vizinha. E a partir daí nasce um relacionamento de revelações e suas vidas fora de Nova York.
O conto é narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Shy, e adorei a linguagem utilizada por Matt. Os personagens são bem desenvolvidos e me comovi com a sinceridade da Haley. Não me lembro de ter lido alguma obra de Matt mas, agora, fiquei bem interessada em conhecer outros títulos do autor.

“Mas será que ela não merece alguma coisa a essa altura? Um pouco de sorte?”

Encontre-me na estrela do Norte (Jenny Han)

Natalie – ou Natty, como os duendes do Polo Norte a chamam – é uma humana que foi encontrada pelo Papai Noel há quinze natais atrás, na Coreia do Sul. Agora, vivendo ao redor de duendes, Natty precisa encontrar um parceiro na noite de Primeiro de Dezembro, para o Baile da Neve. Nesse tempo, Natty pensa se é oportuno convidar o primeiro humano que conheceu, Lars, já que Flynn – seu amigo duende lindo – já tem companhia.
Neste conto, narrado em primeira pessoa, podemos entrar em mundo totalmente mágico onde duendes e o próprio Noel são seres tangíveis e bem cativantes. Gostei deste conto por ter me tirado do mundo real e me feito imaginar como seria viver no Polo Norte com outros seres lendários.

É um milagre de Yule, Charlie Brown (Stephanie Perkins)

Marigold adorava o terreno cheio de árvores de Natal. Para começar, era mais iluminado (e talvez até mais quente) do que o apartamento onde morava, em Ashville. A visita da garota naquele terreno não era para comprar uma árvore de Natal porque suas economias estavam contadas; nem para apreciar o Garoto das Árvores de Natal (bem, um pouquinho). Estava ali porque precisava de uma coisa dele. Algo de que ela precisava e só ele podia oferecer. Ela precisava da voz dele.
Porém, para conquistar esse desejo, Marygold está preparada para puxar assunto com esse Garoto e, quem sabe, ele possa dar a ela o que tanto precisa. Mas nesse período de conversa, eles terão um encontro transformador.
Gostei do conto apresentado por Stephanie, narrado em terceira pessoa. Os personagens são mais crescidos (19 anos) e desenrolam conversas bem espontâneas. North Drummond é um personagem encantador.

Papai Noel por um dia (David Levitham)

É difícil não se sentir um pouquinho gordo quando seu namorado pede que você seja o Papai Noel. Para nosso personagem (que não nos revela seu nome), ter que se passar por Papai Noel na noite de Natal para satisfazer o desejo do namorado, Connor, é um terror. Talvez a prova viva de que exista amor. É o primeiro Natal como um casal, apesar de não o passarem exatamente juntos. Porque ele terá que se vestir de Papai Noel e encantar a noite de Riley e, quem sabe, Lana – irmãs de Connor.
Neste conto é impossível não rir das situações e pensamentos do personagem principal, já que ele se mete em muitas situações engraçads graças à irmã pentelha de Connor, Lena. David Levitham nos apresenta de forma divertida as enrascadas do personagem-sem-nome. Não tinha lido nada de David ainda mas achei bem fácil e fluente a narrativa do mesmo.

“- Não é engraçado com em um dia você espera ansioso por uma coisa, como a neve, e, no dia seguinte, torce para que ela vá embora?”

Krampuslauf (Holly Black)

Acredito que este é o conto mais porra-louca e mais macabro de todos do livro. Narrado em primeira pessoa, Hanna é uma garota que não admite que o Krampuslauf seja do jeito que é: um evento beneficente que oferece chocolate quente de graça. Transformaram a coisa toda em algo completamente contra o verdadeiro espírito de Krampusnacht, que deveria servir para deixar as pessoas apavoradas, para correr com tochas e chicotes e gritar na cara de crianças em prantos para que elas fossem boazinhas.
Krampus é uma criatura horrenda da mitologia nórdica que acompanha São Nicolau durante a época do Natal, segundo lendas de várias regiões do mundo.
Hanna tem duas grandes amigas, Wren e Penny (de Penélope) que sai com um carinha chamado Roth. Roth é um cara riquinho que merece ser punido por apresentar a todos publicamente sua namoradinha Silke. Penny, que se lamenta pela situação vivida, terá a vingança manipulada pelas amigas. Uma suposta festa de ano novo no trailer da avó-morta de Hanna será planejada para que Roth seja desmascarado e Silke conheça a verdadeira face do maledeto. A grande surpresa é um garoto fantasiado de Krampus que mudará todo o rumo da história.
Neste conto (em primeira pessoa) também temos um toque de magia, revelado quase no final, que me pegou de surpresa. Aqui já não me senti tão à vontade, talvez por tantas referências macabras da personagem. Mas quem curte personagens doidos prontos para curtir a vida, está aqui uma boa dica.

Que diabo você fez, Sophie Roth? (Gayle Forman)

Sophie nos apresenta pelo menos doze momentos “Que diabo você fez, Sophie Roth?” desde que entrou para a faculdade e está prestes a viver mais um. As provas finais haviam terminado dois dias antes mas como os voos de volta a Nova York custariam metade do preço na semana seguinte, ela precisaria ficar por lá matando o tempo. E então conhece Russel e, para sua surpresa, passa um tempo incrível com o único garoto que a entende.
Esse conto é bem leve e gostoso de ler mas não chegou a me conquistar por completo. Ainda assim foi gostoso passar um tempo com eles.

Baldes de cerveja e menino Jesus (Myra McEntire)

Pela primeira vez na vida, Vaughn está encrencado de verdade. Depois de colocar fogo no celeiro ao lado de uma igreja metodista, o pastor da mesma lhe oferece uma escolha: se ele concordasse em abrir mão do seu feriado de Natal para ajudar a igreja a remontar a peça teatral, o incidente seria eliminado dos seus registros. Durante essas quarenta horas de trabalho comunitário, Vaughn irá além de uma simples encenação ao se apaixonar pela filha do pastor.
O conto é apresentado em primeira pessoa e foi bem rápido e agradável mas não me dominou como eu imaginei que aconteceria pelo título (parece divertido, né?).

“O objetivo de uma árvore de Natal é parecer com todas as outras árvores de Natal, mas ainda ter um pouco de você nela.”

Bem-vindo a Christmas, Califórnia (Kirsten White)

Este, sem sombra de dúvida, foi meu conto preferido. Muito bem escrito, com personagens cativantes e cheio de magia em um mundo catastrófico.
Maria mora em uma região censitária. Em Christmas (na Califórnia) não há o que se esperar e nem o que dar em troca, por isso ela não vê a hora de sair dali. Sua mãe e seu padastro trabalham na mina enquanto ela oferece sua mão-de-obra no Christmas Cafe. O salário é destinado para as despesas, os clientes são entediantes e nem ao menos oferecem uma gorjeta.
Mas quando Ben ocupa o cargo de cozinheiro da cafeteria, a magia invade o ambiente e transforma qualquer coração em sonho e esperança.
O conto é simplesmente lindo, cheio de significados e carregado de família. Adoro quando a família é foco principal. As situações tristes e perturbadoras de alguns personagens me deixaram com o coração na mão mas a transformação que Ben consegue causar no cenário é bem emocionante. Foi neste conto que finalmente me joguei em lágrimas.

Estrela de Belém (Aly Carter)

No aeroporto de Chicago, O’Hare, cinco dias antes do Natal, Hulda está implorando para a balconista deixá-la embarcar no voo para Nova York. O problema é que sua passagem não é para lá mas, se precisasse mesmo, poderia comprar outra passagem para o voo da manhã.
Analisando a situação de longe, Liddy resolve trocar de passagem com Hulda, uma total estranha com destino para qualquer lugar. Ao fazer a troca, Liddy desembarca em Oklahoma, em lugar algum, do jeito que pretendia. Mas ao conhecer a família de Ethan, o namorado de Hulda, todo o mundo criado por Liddy desaba para criar outro cheio de amor e afeto.
Adorei esse conto também, já que envolve família e é carregado de sentimentalismo. Ethan é um adolescente adorável e bem-humorado. Gostei também da revelação de identidade da Liddy.

A garota que despertou o Sonhador (Laini Taylor)

Este foi um dos contos mais confusos e ao mesmo tempo com a fantasia mais atraente, finalizando os contos do livro. Na Ilha das Penas, é tradição os homens deixarem presentinhos para suas amadas em cada um dos vinte e quatro dias do Advento. Mas para Neve não há muita comoção ou esperança, já que não se enxerga como alguém atraente para um pretendente. Levadas para lá doze anos antes, Neve é órfã da peste que assolou a Colônia Fracassada, comprada para trabalhar duro na fábrica. Uma vida precária que exige apresenta uma saída: casar-se com alguém de bem.
Infelizmente existe um pretendente: o reverendo Spears, um homem insuportável com seus sermões horrendos. Sem saber o que fazer, Neve conjura Wisha para lhe proteger das garras do reverendo.
É muito interesante a magia que surge ao redor do Sonhador e de tudo o que acontece quando este acorda a pedido de Neve. O amor que nasce entre um deus e uma humana é possível e cheio de força. O único conto que foge do conceito de Natal que compartilhamos.

“Mas as pessoas não precisam lembrar como era ser feliz e seguro no passado. Elas precisam ter esperança de que podem chegar lá outra vez, no futuro.”

Uma análise geral dos contos me permite dizer que o livro é bem receptivo e atende bem às características de conto (descritas acima). Leitura recomendada nos dias que antecedem o Natal, os contos adquirem mais força e significado quando lidos no clima natalino. Não importa sua religião ou crença porque os contos apresentam diversos conceitos de Natal: judaico, pagão, cristão. Eu, que não sou fã de Natal, fiquei encantada, emocionada e sonhadora ao ler cada conto e o mundo ao qual eles me levaram. Queria ser inserida em cada um deles e vivenciar o Natal apresentado por cada autor.
Todos os contos envolvem afeto e carisma nos relacionamentos, sejam os amorosos, familiares ou próprios. O amor é tema sólido e nos possibilita sonhar com a magia e as mudanças que só o Natal pode ceder.

Gostei muito da experiência que tive durante os doze contos natalinos e recomendo a todos que precisam e desejam fugir um pouco da realidade de doze formas diferentes e fascinantes.
Quem já leu, compartilhe aqui nos comentários qual conto te conquistou plenamente?
Beijos di moça!

Stephanie Perkins

Stephanie Perkins sempre trabalhou com livros – primeiro como vendedora, depois como bibliotecária e agora como romancista. Adora café moca, contos de fadas, música alta, caminhadas na vizinhança, chá de jasmim e tirar sonecas à tarde. E beijar. Stephanie e seu marido moram nas montanhas do norte da Califórnia.


Site da autora Site da Intrínseca
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Almanova (#1) :: Jodi Meadows

17 . dezembro . 2014

Quando recebi o catálogo da editora Valentina fiquei impressionada com tantos títulos bacanas e com a variedade de gêneros que quase não soube escolher o primeiro livro para resenhar no Di Moça.
Depois de ler várias resenhas e recomendações, optei por Almanova, primeiro livro da trilogia Incarnate de Judi Meadows. Trago para vocês um pouquinho sobre a distopia e o que achei da leitura, confiram abaixo!

Almanova #1 (Incarnate #1)
Autora: Jodi Meadows
Ano: 2014
Páginas: 286
Editora: Valentina

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Almanova Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhões de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu… e ninguém sabe por quê. SEM-ALMA A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre… HEART Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto — de Ana os deixarão viver essa paixão em paz? Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos?

Créditos: Skoob

A cada geração, as almas renascem em corpos novos e desconhecidos. Como um ciclo de reciclagem. Em Range as pessoas contavam histórias sobre o que haviam feito nas três vidas passadas. Nas dez vidas passadas. Nas vinte vidas passadas. Batalhas contra dragões e a invenção da primeira pistola a laser, por exemplo.
Ana não renasceu.
Aos cinco anos ela percebeu como isso a tornava diferente. Todos os outros se recordavam de uma centena de vidas antes desta. Ela, ao contrário, é uma sem-alma, como sua mãe Li costumava lembrá-la a todo instante. Esta não deveria ser a sua vida mas de alguém que todos conheciam havia cinco mil anos.

“- Você sempre terá a opção de decidir por si mesma quem você é e o que se tornará.”

Ana deveria ter ido embora antes do seu quindec (décimo quinto aniversário) que, para as pessoas normais, assinalava a maturidade física. Agora, aos 18 anos, ela decide partir em busca de uma resposta. Sem dúvida, ela não era um erro, um grande oops. Perguntas como de onde veio e por que nasceu tomando o lugar de outra pessoa precisam ser respondidas.
Para obter as respostas que procura, Ana fará uma viagem até Heart, pedirá ao Conselho para passar um tempo na grande biblioteca. Deveria haver uma razão para que, após cinco mil anos de reencarnação das mesmas almas, ela tivesse nascido.

“O passado é doloroso demais quando você se lembra de como as vidas terminam.”

Todavia, durante sua jornada, Ana conhece Sam (Dossam), um garoto de 18 anos mas com a alma reencarnada há várias gerações. Tal relacionamento, que surgiu em situações de risco durante a viagem, irá ajudá-la a compreender melhor o mundo das almas reencarnadas. Além de ser um guia para chegar até a cidade, Sam irá desvendar mitos e conceitos sobre a vida que Ana não possui. Muitas aventuras os esperam até a chegada em Heart e, juntos, estarão propícios a criar um laço de afeto que Ana desconhecia.

“- Acho que você vai descobrir que as coisas simples costumam ser as mais desafiadoras. Tudo aparece nelas. Tudo tem importância.”

Em Heart, Ana tem a oportunidade de conhecer o Conselho e constata que ser uma almanova (ou sem-alma) pode ser audacioso em uma sociedade com milhões de almas reencarnadas. Quero dizer, cada uma delas faz a sua parte para garantir o aperfeiçoamento da sociedade. Cada uma tem dons ou habilidades necessários, como facilidade com os números ou com as palavras, imaginação para inventar coisas, capacidade para liderar ou simplesmente o desejo de cuidar do gado e plantar para que ninguém passasse fome. Ana não conquistara nada e estava na hora de aprender as habilidades que os outros já dominavam havia milhares de anos.
Quem estaria disposto a assumir essa função?

“- Não vou perder meu tempo ficando zangada com coisas que não posso controlar. Se tenho apenas uma vida, tenho que aproveitar ao máximo.”

O Conselho decide, por fim, que Sam ficará como professor de Ana. Relatórios com o progresso dela serão recebidos e analisados pelo Conselho todos os meses. E, desde que ela obedeça a um toque de recolher e se sujeite a aulas e testes, ela poderá ficar e pesquisar o que for preciso para descobrir seu objetivo no mundo.
Era (quase) tudo o que Ana almejava com essa viagem, mas de certa forma era tudo assustador agora que estava ali. As pessoas de Heart conheciam uns aos outros, e podiam mais ou menos predizer o que todos fariam em determinadas situações. Mas ela era algo novo. Desconhecido. Ficara escondida durante dezoito anos, e eles não tinham tido tempo de pensar nela, mas agora voltara cheia de ideias e opiniões próprias. O que faria?
Com um determinado tempo em suas mãos, Ana terá que desenvolver habilidades, conceitos e tentar se encaixar em um mundo que nunca pertenceu. Tal realidade tão desconhecida irá lhe proporcionar aventuras com seres exóticos como sílfides, dragões, centauros, grifos e Janan (um grande ser que criou todos eles e lhes deu a alma e vida eterna). Será que Ana terá sucesso em sua expedição?

“- Se eu soubesse que não havia muito tempo de sobra, faria as coisas com mais rapidez. Ver mais lugares, terminar todos os meus projetos. Não ia perder tempo sonhando acordado ou começando coisas novas.”

De início achei que estava embarcando em uma aventura chata e maçante. Apesar de eu ter lido a sinopse antes de começar a leitura, os primeiros capítulos de Almanova me deixaram entediada e um pouco muito confusa, afinal de contas, distopias tendem a ter muitas revelações logo no começo sem grandes explicações – sendo estas disponíveis ao longo dos capítulos.
Mas logo após as cinquenta primeiras páginas me encontrei em um mundo muito curioso em que uma personagem se destaca de todas as outras pessoas por ser exatamente como nós. Digo, ela é uma almanova, uma pessoa que nunca reencarnou e que nasceu por algum motivo desconhecido. Tal situação a leva a sair de casa em busca de respostas, afinal de contas, não deve ser o cenário mais agradável ser diferente (de forma curiosa) dos outros personagens.

Ao mesmo tempo que achei interessante a mistura de seres mitológicos (centauros, dragões, sílfides) em uma época bem tecnológica (com veículos aéros e armas a laser) fiquei um pouco confusa para me identificar em que período exatamente estaríamos ambientados. Talvez por eu pensar demais ou ser muito detalhista, isso me deixava incomodada mas nada que atrapalhasse o fluir da leitura.

Ana é uma personagem totalmente perdida quanto às suas atitudes e pensamentos. Claro, vivendo com Li por dezoito anos, sempre rebaixando a menina em posição de sem-alma, é compreensível o fato de ela ser muito negativa, dramática e lamentar suas experiências nos primeiros capítulos. Somente quando ela conhece Sam e este passa a mostrar um outro perfil de uma almanova que ela começa a moldar sua identidade.

A narrativa em primeira pessoa funcionou muito bem nesta distopia. Os relatos de Ana nos mantém privados de conhecer o cenário completo, só permitindo que tudo fosse revelado ao decorrer de suas próprias experiências. Às vezes, quando um livro nos joga toda a verdade de uma vez só, fica mais cansativo e enfadonho virar as páginas.

Ainda que eu não acredite em reencarnação e vidas passadas, achei interessante a ideia de Jodi Meadows em transformar tal conceito em algo comum e aceitável. A gente consegue se inserir nas mesmas experiências e descobertas de Ana (uma almanova) e pensar como seria viver em uma situação como a dela.

Como primeiro livro da trilogia Incarnate percebi que a autora nos oferece muitas explicações e poucas aventuras intensas (dessas que seguram o nosso fôlego e só nos permite respirar melhor quando os personagens terminam aquele momento crucial). Acredito, porém, que o segundo volume da série nos oferecerá muitas batalhas e acontecimentos triviais que deixarão a leitura mais vibrante. Por isso quero muito que a Valentina lance o Almanegra!

Quem já leu o primeiro livro desta trilogia? Que tal compartilhar com a gente sua opinião? Ela é super bem vinda e com certeza motivará outros leitores a tirarem suas próprias opiniões!
Agradeço a editora por me proporcionar um bom momento com Ana e os personagens principais, bem como a oportunidade de explorar um outro mundo!
Beijos di moça!

Jodi Meadows

Jodi Meadows se mostra uma alquimista quando mescla fantasia e paixão eterna com muito suspense nessa fantástica história sobre a eternidade. Vive e trabalha na Virginia, EUA, com o marido, um gato e uma quantidade alarmante de ferrets. Viciada confessa em livros, sempre quis ser escritora, pelo menos desde que desistiu de ser astronauta. Visite www.jodimeadows.com e conheça mais sobre o fantástico sucesso dessa jovem e promissora autora.


Site da autora | Site Valentina
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O Homem Perfeito :: Vanessa Bosso

10 . dezembro . 2014

Ao voltar para o mundo da leitura, seis meses depois de umas boas férias, queria algo que não me assustasse com tantas informações ou que me desanimasse por ter ficado tanto tempo afastada dos livros. Nessas horas sempre recorro a um bom chick-lit porque são histórias mais leves porém cheias de humor (e era exatamente de boas risadas que eu precisava). Para este retorno escolhi O Homem Perfeito da escritora Vanessa Bosso, lançado pela Novas Páginas!
Confiram abaixo um pouquinho mais sobre o livro e minhas conclusões!

O Homem Perfeito
Autora: Vanessa Bosso
Ano: 2014
Páginas: 224
Editora: Novas Páginas

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Melina teve alguns relacionamentos ruins, outros péssimos… Mesmo assim, ela não desiste: um dia ainda vai encontrar alguém que a complete e que entenda algumas manias fofas que ela tem como comprar mais sapatos do que pode guardar ou tomar uma multa ou outra por excesso de velocidade. Ela faz a sua parte escrevendo um pedido ao universo, no qual descreve esse ser incrível nos mínimos detalhes. Agora é só esperar, certo? Melina não imagina, porém, que esse presente dos céus já existe, mas foi parar nos braços de uma mulher in-su-por-tá-vel. O que fazer quando o destino insiste em brincar com a sua paciência?

Créditos: Skoob

“Farei deste o primeiro dia do resto da minha vida.”

Melina é uma jovem mulher que acaba de levar um baque na vida amorosa. Afinal de contas, pegar o seu namorado – que por sinal também é seu chefe – nos amassos com a secretária boazuda dos peitos comprados não é fácil. Ainda mais para Melina que insiste em acreditar que sua vida amorosa é um caso perdido e que o Universo não faz questão de considerar sua situação para lá de trágica. Nessas horas, quando você perde o namorado, o emprego, as economias e chão onde pisava (menos os duzentos e oitenta e dois pares de sapato) a única saída é voltar para o aconchego e conselhos da família em Paraty (RJ) para tentar encontrar um novo rumo.
Ao invés de encarar esse momento como umas férias, Melina acaba optando por voltar a morar com o seu pai e ajudar seus avós a tocarem a pousada. Aliás, a Pousada das Margaridas é um lugar bucólico e acolhedor. Não deve ser tão ruim voltar e reviver grande parte do seu passado, é?

“Eu só queria um homem para chamar de meu, alguém que não me traísse e fosse um companheiro para todo o sempre. É pedir demais?”

A verdade é que o passado de Melina não foi tão próspero e feliz. Primeiro porque, aos 12 anos, sua mãe a abandonou para buscar a iluminação com um grupo de hippies que ficaram na pousada de passagem; a menstruação tinha dado as caras e, depois de um tempo, perdeu o seu primeiro e grande amor Bernardo De Lucca (Lucca, Lucca, Lucca! *-*) por uma estupidez chamada traição. Que garota realmente gostaria de reviver tudo isso? Melina foi embora e viveu sua vida em outra cidade, não foi nem capaz de deixar uma carta de despedida. Saiu de Paraty naquela certeza absoluta de que ele (Bernardo) a amaria por todas as horas, todos os dias, até o fim de sua vida.
Mas ao chegar em Paraty, Melina vai dar de cara com grandes mudanças. Será que estará pronta para enfrentar mais alguns baques e conspirações do Universo?

“É difícil e até embaraçoso chegar à conclusão de que nada valeu a pena.”

A verdade é que Bernardo, o primeiro “tudo” de Melina está noivo de sua arqui-inimiga Samantha Bragança. E não é só esse detalhe não: tanto o ex-namorado quando a inimigazinha de quinta categoria estão trabalhando no mesmo hospital ao qual Mel desenvolverá seu trabalho como publicitária. É mole ou quer mais? Parece que os sentimentos que estavam mortinhos dentro do coração da Mel estão reascendendo toda vez que encontra Bernardo (e olha que são muitas vezes, eita cidade pequena), mas o que se pode fazer quando a culpa é toda sua?
Agora é a hora de Mel descobrir a fundo os seus sentimentos, o seu caminho e até sua identidade. Com a ajuda dos amigos, dos avós e do próprio Bernardo, Mel terá que – finalmente – encarar seu passado e a si mesma para viver em paz com seu futuro.

“- O que é seu está guardado e virá no tempo certo, independentemente da velocidade com que você corra. A ansiedade é uma distração inútil, digo isso com propriedade. Desacelere. Acredite em um poder superior. Não estamos sozinhos, alguém olha por nós.”

Em 41 capítulos bem curtinhos, a autora Vanessa Bosso nos apresenta um chick-lit agradável, alegre, cheio de dramas de uma mulher que não tem sorte nos relacionamentos e facinho de nos cativar em cada acontecimento (hilário, irônico, sério, romântico) vivido pelos personagens. Sabe aquele velho ditado que “ex-namorado é igual carro antigo, ninguém quer voltar a ter o mesmo?” Em O Homem Perfeito provamos que nem todos os ex relacionamentos são feitos para ficarem no passado e muitas águas podem rolar durante as páginas.
A narrativa em primeira pessoa é sempre bem vinda, na minha opinião, quando se trata de chick-lit e tive bons momentos com Mel e seus dramas elevados ao quadrado.

Devo confessar que senti falta da participação mais ativa da personagem Samantha, a noiva de Bernardo e arqui-inimiga de Mel. Acredito que a personagem deveria marcar presença (ou território, como preferir) e causar mais confusões que só são permitidos e aceitos em um livro deste gênero. Sempre caio na gargalhada quando me deparo com situações de puro bafafá entre mulheres (claro que na vida real eu prefiro ser reservada, viu!)

Se você está procurando uma leitura agradável, rápida e leve, recomendo O Homem Perfeito, livro de Vanessa Bosso lançado pelo selo Novas Páginas da editora Novo Conceito! Esse é o primeiro livro da Vanessa que tenho a oportunidade de ler e espero ler os outros livros – de gêneros diferentes.

Quem já leu, por favor, compartilhe conosco sua opinião pelos comentários e divulgue o talento da nossa literatura nacional!
Beijos di moça!

Vanessa Bosso

Autora é redatora publicitária há mais de 10 anos. Descobriu sua verdadeira vocação há pouco menos de 2 anos quando escreveu seu primeiro romance: 2012 uma aventura no fim do mundo. Depois desse mais três foram escritos: O Elemental, O Imortal e Senhor do Amanhã.


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