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O Homem Perfeito :: Vanessa Bosso

10 . dezembro . 2014

Ao voltar para o mundo da leitura, seis meses depois de umas boas férias, queria algo que não me assustasse com tantas informações ou que me desanimasse por ter ficado tanto tempo afastada dos livros. Nessas horas sempre recorro a um bom chick-lit porque são histórias mais leves porém cheias de humor (e era exatamente de boas risadas que eu precisava). Para este retorno escolhi O Homem Perfeito da escritora Vanessa Bosso, lançado pela Novas Páginas!
Confiram abaixo um pouquinho mais sobre o livro e minhas conclusões!

O Homem Perfeito
Autora: Vanessa Bosso
Ano: 2014
Páginas: 224
Editora: Novas Páginas

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Melina teve alguns relacionamentos ruins, outros péssimos… Mesmo assim, ela não desiste: um dia ainda vai encontrar alguém que a complete e que entenda algumas manias fofas que ela tem como comprar mais sapatos do que pode guardar ou tomar uma multa ou outra por excesso de velocidade. Ela faz a sua parte escrevendo um pedido ao universo, no qual descreve esse ser incrível nos mínimos detalhes. Agora é só esperar, certo? Melina não imagina, porém, que esse presente dos céus já existe, mas foi parar nos braços de uma mulher in-su-por-tá-vel. O que fazer quando o destino insiste em brincar com a sua paciência?

Créditos: Skoob

“Farei deste o primeiro dia do resto da minha vida.”

Melina é uma jovem mulher que acaba de levar um baque na vida amorosa. Afinal de contas, pegar o seu namorado – que por sinal também é seu chefe – nos amassos com a secretária boazuda dos peitos comprados não é fácil. Ainda mais para Melina que insiste em acreditar que sua vida amorosa é um caso perdido e que o Universo não faz questão de considerar sua situação para lá de trágica. Nessas horas, quando você perde o namorado, o emprego, as economias e chão onde pisava (menos os duzentos e oitenta e dois pares de sapato) a única saída é voltar para o aconchego e conselhos da família em Paraty (RJ) para tentar encontrar um novo rumo.
Ao invés de encarar esse momento como umas férias, Melina acaba optando por voltar a morar com o seu pai e ajudar seus avós a tocarem a pousada. Aliás, a Pousada das Margaridas é um lugar bucólico e acolhedor. Não deve ser tão ruim voltar e reviver grande parte do seu passado, é?

“Eu só queria um homem para chamar de meu, alguém que não me traísse e fosse um companheiro para todo o sempre. É pedir demais?”

A verdade é que o passado de Melina não foi tão próspero e feliz. Primeiro porque, aos 12 anos, sua mãe a abandonou para buscar a iluminação com um grupo de hippies que ficaram na pousada de passagem; a menstruação tinha dado as caras e, depois de um tempo, perdeu o seu primeiro e grande amor Bernardo De Lucca (Lucca, Lucca, Lucca! *-*) por uma estupidez chamada traição. Que garota realmente gostaria de reviver tudo isso? Melina foi embora e viveu sua vida em outra cidade, não foi nem capaz de deixar uma carta de despedida. Saiu de Paraty naquela certeza absoluta de que ele (Bernardo) a amaria por todas as horas, todos os dias, até o fim de sua vida.
Mas ao chegar em Paraty, Melina vai dar de cara com grandes mudanças. Será que estará pronta para enfrentar mais alguns baques e conspirações do Universo?

“É difícil e até embaraçoso chegar à conclusão de que nada valeu a pena.”

A verdade é que Bernardo, o primeiro “tudo” de Melina está noivo de sua arqui-inimiga Samantha Bragança. E não é só esse detalhe não: tanto o ex-namorado quando a inimigazinha de quinta categoria estão trabalhando no mesmo hospital ao qual Mel desenvolverá seu trabalho como publicitária. É mole ou quer mais? Parece que os sentimentos que estavam mortinhos dentro do coração da Mel estão reascendendo toda vez que encontra Bernardo (e olha que são muitas vezes, eita cidade pequena), mas o que se pode fazer quando a culpa é toda sua?
Agora é a hora de Mel descobrir a fundo os seus sentimentos, o seu caminho e até sua identidade. Com a ajuda dos amigos, dos avós e do próprio Bernardo, Mel terá que – finalmente – encarar seu passado e a si mesma para viver em paz com seu futuro.

“- O que é seu está guardado e virá no tempo certo, independentemente da velocidade com que você corra. A ansiedade é uma distração inútil, digo isso com propriedade. Desacelere. Acredite em um poder superior. Não estamos sozinhos, alguém olha por nós.”

Em 41 capítulos bem curtinhos, a autora Vanessa Bosso nos apresenta um chick-lit agradável, alegre, cheio de dramas de uma mulher que não tem sorte nos relacionamentos e facinho de nos cativar em cada acontecimento (hilário, irônico, sério, romântico) vivido pelos personagens. Sabe aquele velho ditado que “ex-namorado é igual carro antigo, ninguém quer voltar a ter o mesmo?” Em O Homem Perfeito provamos que nem todos os ex relacionamentos são feitos para ficarem no passado e muitas águas podem rolar durante as páginas.
A narrativa em primeira pessoa é sempre bem vinda, na minha opinião, quando se trata de chick-lit e tive bons momentos com Mel e seus dramas elevados ao quadrado.

Devo confessar que senti falta da participação mais ativa da personagem Samantha, a noiva de Bernardo e arqui-inimiga de Mel. Acredito que a personagem deveria marcar presença (ou território, como preferir) e causar mais confusões que só são permitidos e aceitos em um livro deste gênero. Sempre caio na gargalhada quando me deparo com situações de puro bafafá entre mulheres (claro que na vida real eu prefiro ser reservada, viu!)

Se você está procurando uma leitura agradável, rápida e leve, recomendo O Homem Perfeito, livro de Vanessa Bosso lançado pelo selo Novas Páginas da editora Novo Conceito! Esse é o primeiro livro da Vanessa que tenho a oportunidade de ler e espero ler os outros livros – de gêneros diferentes.

Quem já leu, por favor, compartilhe conosco sua opinião pelos comentários e divulgue o talento da nossa literatura nacional!
Beijos di moça!

Vanessa Bosso

Autora é redatora publicitária há mais de 10 anos. Descobriu sua verdadeira vocação há pouco menos de 2 anos quando escreveu seu primeiro romance: 2012 uma aventura no fim do mundo. Depois desse mais três foram escritos: O Elemental, O Imortal e Senhor do Amanhã.


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Amigas (im)perfeitas :: Leila Rego

22 . janeiro . 2014

Leila Rego se tornou uma das minhas escritoras preferidas desde a leitura de Pobre Não Tem Sorte. Quando a autora surgiu com uma história totalmente diferente, eu precisava me aventurar nessa nova história! É impossível não me sentir atraída pela leve ousadia de cada personagem. Confiram a resenha de “Amigas (im)perfeitas: Juntas no amor, na dor e no rock’n’roll”, a primeira resenha de 2014 no Di Moça!

Amigas (im)perfeitas: Juntas no amor, na dor e no rock’n’roll
Autora: Leila Rego
Ano: 2013
Páginas: 392
Editora: Gutenberg

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:

Nina, Pâmela e Manuela, amigas desde os tempos de colégio, tem agora uma nova realidade pela frente: largar a adolescência para trás e crescer em meio às angustias dessa nova fase. O término da faculdade e o inicio de uma carreira fazem parte das decisões maduras que a vida está cobrando dessas três amigas inseparáveis. Mas o que elas não imaginavam é que viveriam ainda muitos tropeços e desencontros amorosos, repletos de emoções conturbadas – e boas gargalhadas. Embaladas pelo bom rock ‘n roll da Legião Urbana, as amigas viverão aventuras e descobertas ainda mais surpreendentes que as da adolescência, entre elas, fazer com que Nina, que sempre se apaixona pelo homem errado, encare uma Operação Faxina Interna para tentar superar as feridas de seu coração.

Créditos: Skoob

“Sou uma mulher que ama demais. Me sinto dependente dele e não estou conseguindo me libertar dessa espiral que me suga sempre para baixo.”

Nina tem vinte e oito anos, mora em Campinas e é formada em fisiterapia e se recusa a fazer trinta anos com o seu atual estado civil. Pois veja bem, Nina é daquelas garotas que não tem muita sorte no amor. Não é como Pâm, que casou com Domênico, que usa roupas de marcas caras e tem o carro do ano. Compra sem pedir desconto e nem parcelamento, vive viajando com o marido para os lugares mais exóticos do mundo. Sem contar que ela é uma loira muito bonita, magra e elegante. Ela é dessas garotas que queria um Domênico pra si, um cara fofo, romântico, fiel e gentil, mas que é difícil conseguir. Durante todos esses anos, ela só teve relacionamentos tortos e desastrados. Nenhum que possa ser classificado como “normal”. Em todos ela foi enrolada, traída e abandonada. Sua melhor amiga, Manu que o diga. Ela tem vinte e nove anos e é a mais desconfiada das três. Ela só acredita em fatos comprovados. Dificilmente alguém a engana ou passa uma mentira sem que ela perceba. Mas ela tem uma coisa que irrita muito: se acha a “sabe-tudo” quando o assunto é homem.

Quando as três garotas se separaram para fazerem faculdades, Pâm criou a Noite do Batom, todas as quintas-feiras desde… desde que entraram na faculdade. Tudo para colocar o papo em dia e falar mal dos homens. E são nesses encontros que vamos rir à beça das mancadas de Nina, das tiradas de Manu e da vida perfeita de Pâm.

“Eu vou me entregar e dar meu máximo pra conseguir perdoar, curar feridas e ficar livre de tantos sentimentos ruins que carrego.”

Entre tantas e boas, surgem alguns personagens imprescindíveis na história: Nathan e Alexander. Agora todos os personagens estão ligados pelo passado, pela busca de novos sonhos e uma nova realidade. Surge então o OFI – Operação Faxina Interior – afim de realizarem a tal faxina na alma e no espírito. A ideia tinha que ter vindo da Manu, claro, e no começo todos eles estavam super empolgados, encarando tudo como uma mera brincadeira. Mas não é que a coisa foi pegando consistência e virou em um plano super bacana que consiste em saírem de Campinas e irem a São Paulo, ao Bali, uma balada ótima que tem por lá; passeio de balão em Piracicaba; Curitiba, com direito a passeio de trem até Paranaguá e explorar o litoral catarinense. Os quatro embarcaram em uma viagem repentina, sem planos. Apenas com um objetivo – realizar uma faxina interna – e, de repente, encontraram algo importante que tinha escapado de suas vidas abruptamente.

“… Podem até maltratar meu coração, que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar.”

É impossível você não se encantar com o Nathan, amigo de Manu. Mas veja se você também não se encantaria: o cara é artista plástico e fazia alguns trabalhos como fotógrafo (ai que amor). Além disso, tem uma paixão secreta por cinema . É espontâneo, inteligente, com um jeitinho relaxado e desencanado de ser. Eu me encantei com o Nathan do começo ao fim mas esperava algo mais para ele.
Alexander é o tipo de cara que surgiu misteriosamente na vida das meninas e tinha um ar meio cigano na minha forma de imaginá-lo. Um homem de presença, sabe? Mas não deixa de ter sua simpatia, sua humildade e até desconfio se existem homens assim por aí… (existe, Leila?)

Durante a leitura a gente vai descobrir tanto sobre nós mesmos. Ou redescobrir, talvez. Uma ideia que ficou muito clara para mim é que a vida é de fato muito simples, quando temos confiança de que tudo vai dar certo. E com o tempo a gente descobre junto com cada personagem sentimentos que às vezes nos incomodam também. “Comecei a imaginar como a vida é misteriosa. Cada suspiro, cada passo e cada segundo de tempo podem mudar completamente nosso futuro, sem que nós nunca saibamos quais seriam as outras direções que poderíamos ter seguido.”

“- Sabe, desta vez eu não vou me jogar, como sempre fiz. Quero estar certa do que vou fazer. Quero escolher o melhor para mim… Quero me amar mais antes de amar demais alguém.
– Mas se tiver que errar, erre novos erros.”

Como disse no comecinho do post, quando se trata de Leila Rego eu não hesito em abrir o livro e esperar o melhor dela! Uma das melhores escritoras de chick-lit no Brasil, a autora me faz guardar os melhores trechos, as melhores anotações no caderninho de cabeceira. Sabe aquela ousadia leve, aquela malícia com pudor? Os personagens, de uma forma ou de outra, nos agradam, nos cativam. Um aspecto super bacana que identifiquei no livro é que a época em que a história ocorre é a mesma em que as máquinas digitais eram a última novidade tecnológica do momento. Ou seja, estamos na década de 90! A narrativa sob o ponto de vista de Nina é super divertida e fluiu super bem. E, para os fãs de Legião Urbana, vocês irão se identificar com cada trecho do livro!
Obrigada, Leila, por mencionar Mato Grosso do Sul durante a história! Amei!

Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração. E quem irá dizer que existe razão?

Quem já leu “Amigas (im)perfeitas: Juntas no amor, na dor e no rock’n’roll”?? Compartilhe conosco sua opinião! Eu não vejo a hora de ler o novo lançamento da autora, “A segunda vez que te amei”, também publicado pela Site da Gutenberg!
Beijos di moça!

Leila Rego

Leila Maria Vicente Dias Rego nasceu em junho de 1974, em Cafelândia, Paraná. Aos quatro anos mudou-se com a família para Alta Floresta, Mato Grosso, onde não havia sequer energia elétrica. Sem televisão, “no meio do nada”, sua infância foi regada de histórias, livros e brincadeiras com os dois irmãos mais velhos.
Os primeiros anos de estudo foram numa escola rural da região, na qual a inesquecível professora Gorette dava aula, numa mesma sala, para alunos de séries diferentes. O desejo de viajar e conhecer outras culturas foi determinante para que, anos mais tarde, optasse pela faculdade de Turismo – cursada em Foz do Iguaçu, Paraná. Entretanto, sua mudança para São Paulo, em 2000, abriu oportunidades em empresas privadas, onde trabalhou por diversos anos na área de Recursos Humanos.


Site da autora | Site da Gutenberg
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Sábado À Noite :: Babi Dewet

08 . outubro . 2012

Nem acredito que finalmente tive a oportunidade de ler o livro da querida escritora-blogueira Babi Dewet. Na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro (2011), conheci esta menina-mulher cheia de energia e carisma mas faltou conhecer o seu livro – que na época, era independente. Todos sabiam desde o princípio que Sábado À Noite surgiu de uma fanfic (do mesmo nome) pela autora e a curiosidade só aumentava. Este ano, já de cara nova e com editora (Évora/Generale), Babi chegou até a minha casa! E a surpresa foi bem agradável!

Sábado À Noite!
Autora: Babi Dewet
Páginas: 334
Editora: Generale

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:

Essa é a nova edição de SAN, que foi lançado de forma independente em 2010, e hoje chega às livrarias pelo Selo Generale (Editora Évora). É o primeiro livro de uma trilogia repleta de amor, música e amizade. Amanda é popular na escola e os amigos do seu amigo de infância são considerados os ‘marotos’ do pedaço por desrespeitarem as regras. Tudo ao seu redor acaba desmoronando quando um amor mal resolvido volta à tona e a sua amizade é posta em prova. Se não bastasse, seu diretor resolve dar bailes aos sábados e uma misteriosa banda mascarada foi convocada pra tocar. Mas suas letras dizem tanto sobre ela… Afinal, quem são esses mascarados de Sábado à Noite?

Crédito: Skoob

Antes de darmos início à jornada, é importante que vocês entendam o que é uma fanfic, afinal de contas foi daí que surgiu o livro da Babi! ;)

Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, “ficção criada por fãs”, mas que também pode ser chamada do Fic. Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial dos animes, séries, mangás,livros, filmes ou história em quadrinhos a que faz referência,ou uma história inventada por eles.

Créditos: Wikipédia

Em Alta Granada conheceremos um grupo de adolescentes bem distintos: as meninas populares e os marotos. Na escola, as meninas atraem olhares de todos, são exemplos para outras alunas e arrasam no visual. Os marotos são os maliciosos, os espertalhões e brincalhões do colégio, ou seja, ninguém os leva a sério. E a autora nos apresenta a esses personagens mais ou menos assim:

Amanda é melhor amiga de Bruno, apesar de cada um fazer parte de um grupo diferente e não andarem juntos no colégio – por questão de ética social. Bruno faz parte do grupo dos marotos com Daniel Marques, Caio Andrade e Rafael Martins. Em contrapartida, Amanda arrasa com as amigas populares, Carolina Moraes, Anna Beatriz, Guiga e Maya McFusty. Cada um destes personagens tem características particulares e complementadoras, formando dois grupo bem chamativos.

Certo dia, o diretor da escola lança a ideia dos Bales de Sábado À Noite no ginásio do colégio, no qual todo o sábado os alunos poderiam se reunir com música e comes e bebes. Frederico Bourne – mais conhecido como Fred – é o amigo dos garotos do terceiro ano e dá aquele empurrão para os marotos participarem dos bailes, afinal de contas nem o diretor confia nestes meninos para qualquer atividade sem uma bagunça. Como participar do baile sem serem notados? É aí que surge a banda Scotty – a banda dos meninos mascarados.

O primeiro baile foi aquele alvoroço! Quatro garotos no palco, com máscaras e seus instrumentos, tocando músicas que falavam ao coração das meninas. Um cover dos Beatles, algumas músicas originais. Quem eram? Será que vieram de outra escola? O baile se torna assunto durante a semana toda!

Os dias vão e as cenas se desenrolam tranquilamente dentro do cenário da vida dos adolescentes, quando a professora de Educação Artística propõe um trabalho para alunos do segundo ano. As duas turmas se unirão em duplas e cada uma terá que compôr uma música. A professora faz o sorteio e as duplas são escolhidas. Claro, nada é perfeito e as meninas populares irão se misturar com os marotos detestáveis.
Mas não paremos por aí. Quando imaginamos que a história se desenvolverá nessa mansidão, aparecem os mauricinhos do terceiro ano (Albert, João Pedro, Michel e Roberto), os jogadores de basquete da escola. E também os meninos charmosos que não tinham sido notados antes (Nick, Aaron, Kevin, Brian e Ant).

E por trás deste “estereótipo” e preconceito social dos dois grupos, existe um passado que os une. Um amor não revelado; um sentimento escondido; uma briga não esclarecida; a renúncia pela amizade. Agora esses garotos precisam aprender que na adolescência nem tudo continua sob máscaras, ainda mais se tratando de amor e amizade.

“Sentimentos eram coisas tão incoerentes quando queriam ser.”

Babi Dewet criou um palco bem propício para relembrarmos a nossa adolescência, pensarmos sobre amor e a amizade, afinal de contas, quem nunca fez uma tempestade no copo d’água quando se trata de relacionamentos? E quem nunca carregou consigo amigos e/ou amores por tanto tempo dentro do coração? Amizades que nasceram na escola, o primeiro amor e o primeiro beijo? Muitos momentos importantes e significativos em nossa vida aconteceram nesse período! *-*

“- (…) Pare de achar o mundo complicado e encare de vez tudo isso.”

Preciso confessar que tive dificuldades em associar os personagens durante a leitura. Não consegui vislumbrar alguns personagens e outras vezes eles se embaralhavam na minha memória (pera aí, esse não era o fulano?). Às vezes a Babi se referia ao personagem pelo nome, outras pelo sobrenome e nessas horas eu tinha que recorrer ao meu caderninho de anotações para saber quem era quem.
Babi também aplica termos e expressões no inglês, como nop, yeap, outch, boytoy, etc. Vale lembrar que SAN é uma fanfic baseada na banda preferida da Babi, McFly. E está aí algumas coincidências, como o apelido de Daniel ser Danny (integrante da banda McFly Danny Jones).
Também associamos alguns nomes de personagens com boybands. Impossível não se lembrar da banda Backstreet Boys quando a autora apresenta os personagens Nick e Kevin.
Gostei do final do livro, a Babi finalizou com um misto de expectativa e nostalgia, cooperando para que desejemos a continuação do livro!

São 45 capítulos de diversão, drama, romance, festa, mistério, “marotices” e intrigas! Piadas bem construídas e personagens descobrindo a si mesmos através das divergências, diferenças e até semelhanças!

“Eu não sei como te dizer isso, mas todo sábado à noite é meu motivo para te ver. (…) Espero que possamos nos perdoar com o tempo. Tenho que ir. Se cuida e… olhe à sua volta. Olhe pra nós dois. Podemos ser muito mais do que as pessoas acham que somos, não é? Eu amo quem você é.”

SAN Booktrailer

Será que podemos contar com a continuação de SAN?? Torço para que sim! Babi Dewet sabe manejar as palavras no papel! Leia e se encontre nos bailes de Sábado À Noite!
Um beijo e até o próximo post!

Babi Dewet

Babi Dewet tem 26 anos, mora no Rio de Janeiro, é autora do livro Sábado à Noite, blogueira, formada em Cinema, professora, Galaxy Defender, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.


Site da autora | Site da Generale
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Freud Me Tira Dessa! :: Laura Conrado

19 . setembro . 2012

Esta resenha é dedicada exclusivamente ao booktour que a Rapha, do Equalize da Leitura organizou! Quero agradecer desde já pelo convite e gostei muito de fazer parte de um BT – é o primeiro que o Meine Liege participa! Desculpe também pela demora na leitura e qualquer transtorno! Confira minha opinião de leitora não profissional sobre Freud Me Tira Dessa!, da autora Laura Conrado! ;)

Freud Me Tira Dessa!
Autora: Laura Conrado
Páginas: 239
Editora: Novo Século

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:

Freud, me tira dessa! narra a história de Catarina, uma jovem que passa a morar sozinha em função do novo emprego. Dona de uma vida amorosa catastrófica e disposta a rever suas escolhas, Cat busca ajuda na psicoterapia. Como se não bastasse o dolorido processo de conhecer a si mesma e de adentrar na relação com seus familiares, Catarina se apaixona pelo terapeuta. No auge de sua angústia, a personagem recorre ao pai da Psicanálise para sair dessa. Por meio das confusões de Cat, é possível não simplesmente rir, mas também se identificar com a profunda trajetória de autoconhecimento e aceitação da própria história.

Crédito: Skoob

Catarina Lanza é uma mineira de 22 anos – quase 23 -, formada em administração e funcionária de uma multinacional em Belo Horizonte. Mas que se encontra no limite do “chute-na-bunda”. É impressionante como os relacionamentos de Cat (assim reconhecida durante as páginas) não dão certo. Nem ela sabe por quê. A garota acaba de levar um fora de seu colega de trabalho, Rubens, porque estava gostando de outra mulher. Como se não bastasse, a substituta é uma “sem-sal-e-sem-pimenta” que também trabalha na empresa. Ninguém merece, não é? Catarina se enxerga como uma “agente catalisadora” de retomadas. Como se ficar com ela fosse o necessário para o carinha ver que amava mesmo a outra. Um verdadeiro looping.

“Dois anos e meio de namoro, cinco semanas de término. O cara tem dois caminhos: ou vira pegador, ou volta para a ex.”

Tá bom, por enquanto não dá para ficar pior. Catarina precisa aproveitar o feriado com a família, em Divninópolis – onde Catarina cresceu com sua irmã caçula Amanda e seu irmão mais velho, Lucas. Esquecer por um final de semana que acabou de levar aquele fora por uma baranguinha sem graça e dar a volta por cima.
Todavia, ao chegar em sua casa, Cat descobre que sua irmã está namorando o ex amor de sua vida, Artur. É para chutar o pau da barraca mesmo! Catarina já está “por aqui” com toda essa situação, um complô do Universo contra sua pessoa! Mas quando uma conversa com sua prima envolve terapia e os benefícios da mesma, Catarina decide tomar uma decisão.

Doutor Luiz é um analista que freudiano, com seus 36 anos, magro, de olhos verdes. Expôr sua vida para uma pessoa leiga, é uma coisa. Expôr para uma pessoa que você paga por uma opinião, é outra. É ali, no divã, que Catarina vai “soltar os cachorros”: seus sentimentos em relação à sua família; o novo caso da Amanda com Artur; o pé na bunda do Rubens e a namoradinha sem sal; o amigo estrangeiro Phil e a possível relação entre os dois e etc. Tudo o que Catarina puder coletar no dia-a-dia, ela despejará no divã. Choradeira pra lá e pra cá, lembranças tristes, sentimentos de vítima e conspiração, Catarina é uma menina-mulher perdida no seu próprio ser.
Sem mais nem menos, Cat se vê apaixonada pelo próprio analista. Dr. Luiz é um homem bonito – com olhos verdes penetrantes – já conhece os defeitos e talvez, qualidades, e quem sabe um relacionamento novo brote dali? Agora sim Catarina tem motivos de arregaçar as mangas e ir em frente.

“Dentro de mim cabiam todos os desejos.”

Catarina vai se envolver completamente nas tarefas da empresa, com a oportunidade de uma promoção de cargo. Entrará na academia para perder as pelancas e conhecer pessoas novas. Mas tudo isso vai encaixar pormenores que Cat jamais imaginou suportar: a Carmen, coordenadora da equipe; o personal trainer Fernando (Pirilampo) e sua vibe super positiva. Tudo isso para encarar de frente os ventos contrários em sua vida.

“Eu, que tinha entrado para a terapia para me livrar dos problemas, acabei arrumando mais um.”

Um nó após o outro, que precisam ser desatados pela própria Cat. Como enfrentar tudo isso? Freud precisa ajudar nossa personagem a dar a volta por cima sem deixar a coroa cair. Até lá, Catarina descobrirá sua própria identidade, renunciará pessoas, situações e momentos para viver seus próprios.

Laura Conrado apresenta a história de uma menina que pode ser encontrada em muitas outras, não é preciso ir muito longe. Eu mesma me identifiquei em vários aspectos com ela. Um deles, claro, é da necessidade da terapia (será que, no meu caso, Freud me tira dessa?). Outro, pela necessidade de descobrir sua própria identidade, sair da condição de menina para entrar na sua real posição, de mulher. Esses aspectos foram bem desenvolvidos pela autora, considerei válido tornar a personagem principal em uma garota medrosa, infantil, carente, invejosa, birrenta e até arisca.

“E depois de muito tempo eu sentia que chorava por uma situação de vida, e não de morte. Eu chorava por uma dor de cura, não de doença.”

Senti falta de experimentar mais a relação entre analista e paciente. Apesar de muitos leitores preferirem uma leitura mais light, sem conhecimento técnico e/ou específico, senti a necessidade de explorar mais as teorias freudianas nas situações que Cat compartilhava com o dr. Luiz. A minha curiosidade para ler este livro foi por mais diálogos e respostas no divã do que na vida corriqueira da personagem principal.
Apesar de ter me deparado com vários sentimentos semelhantes ao de Cat, não consegui me simpatizar com ela e nem com os outros personagens. Não consegui me deter neles, apenas nas situações em que eles vivenciaram.
Um ponto que eu acho incômodo durante a leitura de qualquer livro é a extensão de um capítulo para outro. Prefiro muitos capítulos com poucas paginas a poucos capítulos com muitas páginas. Essa divisão funciona melhor para mim, tanto na hora de me organizar na leitura, quanto na percepção dos acontecimentos.
Freud Me Tira Dessa! é um livro agradável e que pode te surpreender na busca de sua própria identidade!

“- Sair da rotina faz você ver as coisas de outro ângulo, de outro jeito. Sair do ninho é difícil, mas voar vale a pena demais!”

Laura Conrado trouxe a notícia para seus leitores de que uma nova história está a caminho! Freud, me tira dessa! vai virar série! Pois é, as aventuras de Cat foram além do esperado e a autora decidiu prolongar as idas ao terapeuta! Confira mais informações no site da autora!

Um beijo com muito carinho e até o próximo post!

Laura Conrado

Laura Conrado é ganhadora do Prêmio Jovem Brasileiro como destaque na Literatura em 2012. É autora da serei Freud, Me Tira Dessa!, considerado o melhor chick lit nacional de 2012 pela votação popular do Destaques Literários. A maneira divertida com a qual consegue abordar temas profundos tem rendido a ela leitores em todo país. Presença constante em eventos literários e escolas, seu trabalho já foi noticiado em importantes meio de comunicação.

Nasceu em 26 de agosto de 1984, em Belo Horizonte, Minas Gerais. É jornalista, pós-graduada em Educação, Criatividade e Tecnologia. Também possui publicações destinadas ao público infantil.


Site da autora | Site da Novo Século

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