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Almanova (#1) :: Jodi Meadows

17 . dezembro . 2014

Quando recebi o catálogo da editora Valentina fiquei impressionada com tantos títulos bacanas e com a variedade de gêneros que quase não soube escolher o primeiro livro para resenhar no Di Moça.
Depois de ler várias resenhas e recomendações, optei por Almanova, primeiro livro da trilogia Incarnate de Judi Meadows. Trago para vocês um pouquinho sobre a distopia e o que achei da leitura, confiram abaixo!

Almanova #1 (Incarnate #1)
Autora: Jodi Meadows
Ano: 2014
Páginas: 286
Editora: Valentina

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Almanova Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhões de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu… e ninguém sabe por quê. SEM-ALMA A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre… HEART Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto — de Ana os deixarão viver essa paixão em paz? Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos?

Créditos: Skoob

A cada geração, as almas renascem em corpos novos e desconhecidos. Como um ciclo de reciclagem. Em Range as pessoas contavam histórias sobre o que haviam feito nas três vidas passadas. Nas dez vidas passadas. Nas vinte vidas passadas. Batalhas contra dragões e a invenção da primeira pistola a laser, por exemplo.
Ana não renasceu.
Aos cinco anos ela percebeu como isso a tornava diferente. Todos os outros se recordavam de uma centena de vidas antes desta. Ela, ao contrário, é uma sem-alma, como sua mãe Li costumava lembrá-la a todo instante. Esta não deveria ser a sua vida mas de alguém que todos conheciam havia cinco mil anos.

“- Você sempre terá a opção de decidir por si mesma quem você é e o que se tornará.”

Ana deveria ter ido embora antes do seu quindec (décimo quinto aniversário) que, para as pessoas normais, assinalava a maturidade física. Agora, aos 18 anos, ela decide partir em busca de uma resposta. Sem dúvida, ela não era um erro, um grande oops. Perguntas como de onde veio e por que nasceu tomando o lugar de outra pessoa precisam ser respondidas.
Para obter as respostas que procura, Ana fará uma viagem até Heart, pedirá ao Conselho para passar um tempo na grande biblioteca. Deveria haver uma razão para que, após cinco mil anos de reencarnação das mesmas almas, ela tivesse nascido.

“O passado é doloroso demais quando você se lembra de como as vidas terminam.”

Todavia, durante sua jornada, Ana conhece Sam (Dossam), um garoto de 18 anos mas com a alma reencarnada há várias gerações. Tal relacionamento, que surgiu em situações de risco durante a viagem, irá ajudá-la a compreender melhor o mundo das almas reencarnadas. Além de ser um guia para chegar até a cidade, Sam irá desvendar mitos e conceitos sobre a vida que Ana não possui. Muitas aventuras os esperam até a chegada em Heart e, juntos, estarão propícios a criar um laço de afeto que Ana desconhecia.

“- Acho que você vai descobrir que as coisas simples costumam ser as mais desafiadoras. Tudo aparece nelas. Tudo tem importância.”

Em Heart, Ana tem a oportunidade de conhecer o Conselho e constata que ser uma almanova (ou sem-alma) pode ser audacioso em uma sociedade com milhões de almas reencarnadas. Quero dizer, cada uma delas faz a sua parte para garantir o aperfeiçoamento da sociedade. Cada uma tem dons ou habilidades necessários, como facilidade com os números ou com as palavras, imaginação para inventar coisas, capacidade para liderar ou simplesmente o desejo de cuidar do gado e plantar para que ninguém passasse fome. Ana não conquistara nada e estava na hora de aprender as habilidades que os outros já dominavam havia milhares de anos.
Quem estaria disposto a assumir essa função?

“- Não vou perder meu tempo ficando zangada com coisas que não posso controlar. Se tenho apenas uma vida, tenho que aproveitar ao máximo.”

O Conselho decide, por fim, que Sam ficará como professor de Ana. Relatórios com o progresso dela serão recebidos e analisados pelo Conselho todos os meses. E, desde que ela obedeça a um toque de recolher e se sujeite a aulas e testes, ela poderá ficar e pesquisar o que for preciso para descobrir seu objetivo no mundo.
Era (quase) tudo o que Ana almejava com essa viagem, mas de certa forma era tudo assustador agora que estava ali. As pessoas de Heart conheciam uns aos outros, e podiam mais ou menos predizer o que todos fariam em determinadas situações. Mas ela era algo novo. Desconhecido. Ficara escondida durante dezoito anos, e eles não tinham tido tempo de pensar nela, mas agora voltara cheia de ideias e opiniões próprias. O que faria?
Com um determinado tempo em suas mãos, Ana terá que desenvolver habilidades, conceitos e tentar se encaixar em um mundo que nunca pertenceu. Tal realidade tão desconhecida irá lhe proporcionar aventuras com seres exóticos como sílfides, dragões, centauros, grifos e Janan (um grande ser que criou todos eles e lhes deu a alma e vida eterna). Será que Ana terá sucesso em sua expedição?

“- Se eu soubesse que não havia muito tempo de sobra, faria as coisas com mais rapidez. Ver mais lugares, terminar todos os meus projetos. Não ia perder tempo sonhando acordado ou começando coisas novas.”

De início achei que estava embarcando em uma aventura chata e maçante. Apesar de eu ter lido a sinopse antes de começar a leitura, os primeiros capítulos de Almanova me deixaram entediada e um pouco muito confusa, afinal de contas, distopias tendem a ter muitas revelações logo no começo sem grandes explicações – sendo estas disponíveis ao longo dos capítulos.
Mas logo após as cinquenta primeiras páginas me encontrei em um mundo muito curioso em que uma personagem se destaca de todas as outras pessoas por ser exatamente como nós. Digo, ela é uma almanova, uma pessoa que nunca reencarnou e que nasceu por algum motivo desconhecido. Tal situação a leva a sair de casa em busca de respostas, afinal de contas, não deve ser o cenário mais agradável ser diferente (de forma curiosa) dos outros personagens.

Ao mesmo tempo que achei interessante a mistura de seres mitológicos (centauros, dragões, sílfides) em uma época bem tecnológica (com veículos aéros e armas a laser) fiquei um pouco confusa para me identificar em que período exatamente estaríamos ambientados. Talvez por eu pensar demais ou ser muito detalhista, isso me deixava incomodada mas nada que atrapalhasse o fluir da leitura.

Ana é uma personagem totalmente perdida quanto às suas atitudes e pensamentos. Claro, vivendo com Li por dezoito anos, sempre rebaixando a menina em posição de sem-alma, é compreensível o fato de ela ser muito negativa, dramática e lamentar suas experiências nos primeiros capítulos. Somente quando ela conhece Sam e este passa a mostrar um outro perfil de uma almanova que ela começa a moldar sua identidade.

A narrativa em primeira pessoa funcionou muito bem nesta distopia. Os relatos de Ana nos mantém privados de conhecer o cenário completo, só permitindo que tudo fosse revelado ao decorrer de suas próprias experiências. Às vezes, quando um livro nos joga toda a verdade de uma vez só, fica mais cansativo e enfadonho virar as páginas.

Ainda que eu não acredite em reencarnação e vidas passadas, achei interessante a ideia de Jodi Meadows em transformar tal conceito em algo comum e aceitável. A gente consegue se inserir nas mesmas experiências e descobertas de Ana (uma almanova) e pensar como seria viver em uma situação como a dela.

Como primeiro livro da trilogia Incarnate percebi que a autora nos oferece muitas explicações e poucas aventuras intensas (dessas que seguram o nosso fôlego e só nos permite respirar melhor quando os personagens terminam aquele momento crucial). Acredito, porém, que o segundo volume da série nos oferecerá muitas batalhas e acontecimentos triviais que deixarão a leitura mais vibrante. Por isso quero muito que a Valentina lance o Almanegra!

Quem já leu o primeiro livro desta trilogia? Que tal compartilhar com a gente sua opinião? Ela é super bem vinda e com certeza motivará outros leitores a tirarem suas próprias opiniões!
Agradeço a editora por me proporcionar um bom momento com Ana e os personagens principais, bem como a oportunidade de explorar um outro mundo!
Beijos di moça!

Jodi Meadows

Jodi Meadows se mostra uma alquimista quando mescla fantasia e paixão eterna com muito suspense nessa fantástica história sobre a eternidade. Vive e trabalha na Virginia, EUA, com o marido, um gato e uma quantidade alarmante de ferrets. Viciada confessa em livros, sempre quis ser escritora, pelo menos desde que desistiu de ser astronauta. Visite www.jodimeadows.com e conheça mais sobre o fantástico sucesso dessa jovem e promissora autora.


Site da autora | Site Valentina
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O Homem Perfeito :: Vanessa Bosso

10 . dezembro . 2014

Ao voltar para o mundo da leitura, seis meses depois de umas boas férias, queria algo que não me assustasse com tantas informações ou que me desanimasse por ter ficado tanto tempo afastada dos livros. Nessas horas sempre recorro a um bom chick-lit porque são histórias mais leves porém cheias de humor (e era exatamente de boas risadas que eu precisava). Para este retorno escolhi O Homem Perfeito da escritora Vanessa Bosso, lançado pela Novas Páginas!
Confiram abaixo um pouquinho mais sobre o livro e minhas conclusões!

O Homem Perfeito
Autora: Vanessa Bosso
Ano: 2014
Páginas: 224
Editora: Novas Páginas

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Melina teve alguns relacionamentos ruins, outros péssimos… Mesmo assim, ela não desiste: um dia ainda vai encontrar alguém que a complete e que entenda algumas manias fofas que ela tem como comprar mais sapatos do que pode guardar ou tomar uma multa ou outra por excesso de velocidade. Ela faz a sua parte escrevendo um pedido ao universo, no qual descreve esse ser incrível nos mínimos detalhes. Agora é só esperar, certo? Melina não imagina, porém, que esse presente dos céus já existe, mas foi parar nos braços de uma mulher in-su-por-tá-vel. O que fazer quando o destino insiste em brincar com a sua paciência?

Créditos: Skoob

“Farei deste o primeiro dia do resto da minha vida.”

Melina é uma jovem mulher que acaba de levar um baque na vida amorosa. Afinal de contas, pegar o seu namorado – que por sinal também é seu chefe – nos amassos com a secretária boazuda dos peitos comprados não é fácil. Ainda mais para Melina que insiste em acreditar que sua vida amorosa é um caso perdido e que o Universo não faz questão de considerar sua situação para lá de trágica. Nessas horas, quando você perde o namorado, o emprego, as economias e chão onde pisava (menos os duzentos e oitenta e dois pares de sapato) a única saída é voltar para o aconchego e conselhos da família em Paraty (RJ) para tentar encontrar um novo rumo.
Ao invés de encarar esse momento como umas férias, Melina acaba optando por voltar a morar com o seu pai e ajudar seus avós a tocarem a pousada. Aliás, a Pousada das Margaridas é um lugar bucólico e acolhedor. Não deve ser tão ruim voltar e reviver grande parte do seu passado, é?

“Eu só queria um homem para chamar de meu, alguém que não me traísse e fosse um companheiro para todo o sempre. É pedir demais?”

A verdade é que o passado de Melina não foi tão próspero e feliz. Primeiro porque, aos 12 anos, sua mãe a abandonou para buscar a iluminação com um grupo de hippies que ficaram na pousada de passagem; a menstruação tinha dado as caras e, depois de um tempo, perdeu o seu primeiro e grande amor Bernardo De Lucca (Lucca, Lucca, Lucca! *-*) por uma estupidez chamada traição. Que garota realmente gostaria de reviver tudo isso? Melina foi embora e viveu sua vida em outra cidade, não foi nem capaz de deixar uma carta de despedida. Saiu de Paraty naquela certeza absoluta de que ele (Bernardo) a amaria por todas as horas, todos os dias, até o fim de sua vida.
Mas ao chegar em Paraty, Melina vai dar de cara com grandes mudanças. Será que estará pronta para enfrentar mais alguns baques e conspirações do Universo?

“É difícil e até embaraçoso chegar à conclusão de que nada valeu a pena.”

A verdade é que Bernardo, o primeiro “tudo” de Melina está noivo de sua arqui-inimiga Samantha Bragança. E não é só esse detalhe não: tanto o ex-namorado quando a inimigazinha de quinta categoria estão trabalhando no mesmo hospital ao qual Mel desenvolverá seu trabalho como publicitária. É mole ou quer mais? Parece que os sentimentos que estavam mortinhos dentro do coração da Mel estão reascendendo toda vez que encontra Bernardo (e olha que são muitas vezes, eita cidade pequena), mas o que se pode fazer quando a culpa é toda sua?
Agora é a hora de Mel descobrir a fundo os seus sentimentos, o seu caminho e até sua identidade. Com a ajuda dos amigos, dos avós e do próprio Bernardo, Mel terá que – finalmente – encarar seu passado e a si mesma para viver em paz com seu futuro.

“- O que é seu está guardado e virá no tempo certo, independentemente da velocidade com que você corra. A ansiedade é uma distração inútil, digo isso com propriedade. Desacelere. Acredite em um poder superior. Não estamos sozinhos, alguém olha por nós.”

Em 41 capítulos bem curtinhos, a autora Vanessa Bosso nos apresenta um chick-lit agradável, alegre, cheio de dramas de uma mulher que não tem sorte nos relacionamentos e facinho de nos cativar em cada acontecimento (hilário, irônico, sério, romântico) vivido pelos personagens. Sabe aquele velho ditado que “ex-namorado é igual carro antigo, ninguém quer voltar a ter o mesmo?” Em O Homem Perfeito provamos que nem todos os ex relacionamentos são feitos para ficarem no passado e muitas águas podem rolar durante as páginas.
A narrativa em primeira pessoa é sempre bem vinda, na minha opinião, quando se trata de chick-lit e tive bons momentos com Mel e seus dramas elevados ao quadrado.

Devo confessar que senti falta da participação mais ativa da personagem Samantha, a noiva de Bernardo e arqui-inimiga de Mel. Acredito que a personagem deveria marcar presença (ou território, como preferir) e causar mais confusões que só são permitidos e aceitos em um livro deste gênero. Sempre caio na gargalhada quando me deparo com situações de puro bafafá entre mulheres (claro que na vida real eu prefiro ser reservada, viu!)

Se você está procurando uma leitura agradável, rápida e leve, recomendo O Homem Perfeito, livro de Vanessa Bosso lançado pelo selo Novas Páginas da editora Novo Conceito! Esse é o primeiro livro da Vanessa que tenho a oportunidade de ler e espero ler os outros livros – de gêneros diferentes.

Quem já leu, por favor, compartilhe conosco sua opinião pelos comentários e divulgue o talento da nossa literatura nacional!
Beijos di moça!

Vanessa Bosso

Autora é redatora publicitária há mais de 10 anos. Descobriu sua verdadeira vocação há pouco menos de 2 anos quando escreveu seu primeiro romance: 2012 uma aventura no fim do mundo. Depois desse mais três foram escritos: O Elemental, O Imortal e Senhor do Amanhã.


Facebook da autora | Site Novas Páginas
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Louca para casar :: Madeleine Wickham

31 . julho . 2013

E os anjos cantam “aleluia” porque finalmente a resenha de Louca para casar está no ar! (Ipi, ipi, urra)!
A editora Record enviou um exemplar para o Di Moça resenhar e já faz um tempinho. Espero que minhas impressões ainda signifiquem alguma coisa para vocês, leitores. #dramaqueen
Espero que gostem.

Louca para casar (The Wedding Girl)
Autora: Madeleine Wickham
Páginas: 348
Editora: Galera

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:

Milly está a quatro dias de um casamento digno de contos de fada com Simon, um jovem rico por quem é perdidamente apaixonada. É a cerimônia mais aguardada do ano pela alta sociedade, mas um detalhe pode pôr tudo a perder. Dez anos antes, Milly se casou com um amigo americano gay para que ele vivesse na Inglaterra com o parceiro, mas logo ambos perderam o contato e nunca se divorciaram. Tudo permaneceria em segredo se não fosse a chegada de Alexander, o fotógrafo, que por acaso também presenciou a primeira união. Agora ela terá que correr contra o tempo para encontrar o “marido” e obter o divórcio antes que todos descubram que a noiva, na verdade, já é casada.

Créditos: Skoob

“Queria não ser nada, apenas uma pessoa em um trem, sem precisar tomar decisões, sem nada para fazer a não ser escutar o barulho das rodas sobre os trilhos e observar os rostos despreocupados de outros passageiros lendo livros e revistas. Queria adiar a vida o máximo possível.”

A sinopse ali em cima já resume muita coisa mas preciso contar sob o meu ponto de vista, né? *-* Pois bem. A autora (Madeleine Wickham) nos apresenta uma personagem com 28 anos, em Oxford. Na verdade ela chegara a Oxford há apenas três semanas. Eram férias e, enquanto seus amigos planejavam viagens à Ibiza, Espanha e Amsterdã, Milly tinha sido enviada a um curso de secretariado em Oxford. A verdadeira intenção de Milly era um bronzeado e um namorado. Afora isso, não queria saber de mais nada.
Durante sua viagem, ela conhece um casal gay, Allan e Rupert de forma bem inusitada. Ouviram jazz em um velho gramofone, beberam julepo de menta, e ela aprendera a enrolar cigarros de maconha. Em uma semana, eles se tornaram um trio inseparável. Dadas as circunstâncias, a personagem aceita a proposta de se casar com Allan para ajudá-los a permanecer em Oxford. Ninguém saberia desse fato, era uma coisa tão banal. Não era? Não é?

“Como podemos viver em paz se negamos aquele a quem realmente amamos?”

Dez anos depois, Melissa Grace Havill, ou Milly, está prestes a casar com Simon Pinnacle, filho do grande Harry Pinnacle. Em Bath, os preparativos já estão em andamento, Milly está super empolgada, bem como Simon. A casa dos Havill, na Bertram Street, era uma das pensões mais populares de Bath. Tinha tudo para ser o casamento do ano, cheio de luxo, como a senhora Olivia Havill tinha em mente. Era o momento da sessão de fotos com um fotógrafo que Milly conhecia, de algum lugar… Mas de onde? Ai não, ela reconhecia aquele rosto! Era o rapaz que ela vira em Oxford depois do casamento com Allan, aquele que apanhara seu véu durante uma pequena confusão em frente ao cartório.. Ele estava mais velho, com o rosto mais sério, e tinha uma barba rala. Alexander Gilbert também se recorda de Milly e, pior de tudo, do casamento com o cara de dez anos atrás. E agora?? Enquanto o fotógrafo faz brincadeiras com o acontecido, Milly tem que se virar para ir atrás de Allan e cancelar o bendito casamento (que não valia de nada, ela só queria ajudar os caras, poxa!).

“- Tudo se resumiu a três minutos em um cartório. Uma simples assinatura, há dez anos, perdida em algum documento que ninguém nunca mais verá.”

Milly precisa da ajuda de sua irmã, Isobel, mas a moça também tem seus próprios assuntos para resolver e, bem, tempo ao tempo. Enquanto isso, Milly voltará a Oxford para solicitar o divórcio. Só que nem tudo é do jeito que a gente bem quer e muitas vezes guardar um segredo pode “amaldiçoar” sua vida para sempre.

Ok, exagerei um pouco no contexto mas, basicamente, é isso o que vocês precisam saber. Madeleine Wickham, muito mais conhecida por nós como Sophie Kinsella é a autora desde romance-meio-drama. Quando peguei os livros na mão, li a sinopse, me encantei com a capa e li “Louca para casar”, imaginava que se tratava de algum romance meio chick-lit. Poxa, é a própria Sophie escrevendo, mas com outro nome. Alguma coisa engraçada e muito divertida tinha que sair de dentro do livro, né? Mas eu não encontrei isso. A autora conseguiu separar bem os dois nomes, com gêneros bem diferentes.
Narrado em terceira pessoa, Madeleine mantém o foco em discutir sobre temas como a homossexualidade, o relacionamento familiar, o passado mal resolvido, o aborto, a religião, o ódio e o amor. Mas tudo isso de forma séria, bem construída e sem um pingo de comédia. Claro, uma vez ou outra você dá um sorriso mas nada de gargalhadas. A autora evita usar gírias ou palavras “maneiras”. Um ponto positivo é que a Madeleine não foca apenas em Milly. Ora temos um capítulo na perspectiva de Isobel, de Olivia, de Simon e até de Rupert. Depois que li o livro concluí que o título não condiz com a história. Louca para casar me faz pensar que uma personagem, no caso Milly, queria desesperadamente se casar e por isso vai atrás do casal gay para romper o casamento. Mas não é só isso que o livro aborda. #esclarecendofatos

“- Acho que eu só quero que você precise de mim.”

De um modo geral, o livro é bom. Mas não tão bom quanto os livros da Sophie Kinsella, entendem? Gostei da tentativa da autora em partir para um romance com temas mais profundos mas ainda prefiro a escrita e a narrativa da Sophie, flui mais. Este foi o primeiro livro escrito pela autora como Madeleine Wickham e, talvez, eu leia os outros títulos dela (por exemplo, Quem vai dormir com quem?). Por enquanto vou ficar com a Sophie na minha estante.

Quem já leu? Conte aqui nos comentários o que você achou! Será muito bom ler opiniões semelhantes ou totalmente divergentes!

E hoje o Di Moça estreia a coluna Resenha Premiada! (Batam palmas). A resenha premiada tem como objetivo falar sobre o livro, como temos feito até agora, e no final sortear um exemplar do mesmo! Uau, gostaram? Não serão todos os livros resenhados para sorteio, por isso fiquem ligados se o post virá com a tag resenha premiada.

Para participar é super fácil!

Comente nesta resenha;
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Siga e preencha as informações no Rafflecopter abaixo:


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Atenção!

Promoção válida apenas em território nacional.
Confira se você seguiu todas as regras no post.
Início dia 31/07 e término dia 15/08.
O sorteado terá 2 dias para responder o e-mail enviado pelo blog Di Moça.
Assim que recebido os dados de envio, o Di Moça terá até 30 dias para enviar o prêmio.
Em caso de dúvidas, entre em contato

Um beijo di moça e dedos cruzados!

Resultado

Parabéns Jois Duarte! Você ganhou um exemplar do livro Louca para casar! Verifique sua caixa de e-mail e responda com seus dados de envio para o Di Moça! *-*
Obrigada a todos!

Madeleine Wickham

Madeleine Wickham nasceu em Londres e é uma escritora britânica. Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora. Também é conhecida (e mais conhecida) como Sophie Kinsella e já lançou vários livros com este nome, como a famosa série “Os delírios de consumo de Becky Bloom”.


Site da autora| Site da Galera Record
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Reiniciados #1 :: Teri Terry

08 . maio . 2013

Antes de começar o post eu preciso pedir mil desculpas a todos vocês pela demora em postar resenha aqui no Di Moça. Ainda estou no processo de adaptação com posts diários e eu fico maluquinha com tantas informações. Criei um calendário-base para os temas nos dias da semana e, ainda assim, muitas coisas precisam ser ajustadas.
Mas uma coisa está decidida: as resenhas virão toda quarta-feira, sem desculpas esfarrapadas! #pulemdealegria
Como eu não sei se vocês conseguirão acompanhar esse ritmo do blog (por favor, consigam, consigam, consigam) – e eu também, com tantos posts em uma semana só – vamos começar de leve, aos poucos. Uma resenha toda quarta-feira está ótimo, não é? Se a minha leitura avançar mais rápido, a gente aumenta a quantidade de resenhas na semana, que tal? Combinado?
A resenha de hoje é do primeiro livro de uma trilogia distópica, com uma abordagem muito interessante e que (ainda) tem tudo para ser um sucesso.

Reiniciados – Livro 01 (Slated – Book 01)
Autora: Teri Terry
Páginas: 430
Editora: Farol Literário

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:
As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?

Crédito: Skoob

“- Mas ser transformada numa Reiniciada faz isso com você. Deixa a pessoa vazia de experiências.”

Kyla é uma Reiniciada de 16 anos que está pronta para sair do hospital para ser “adotada” por um casal. E é para este objetivo que os Reiniciados vivem no Hospital New London: para todos, agora, serem uma família feliz, e então irem embora para viverem felizes para sempre. Mas para chegar aos felizes para sempre, um Reiniciado tem que ficar vazio de experiências e memórias.
Na escola, todos eles aprendem sobre si mesmos: eram todos criminosos, sentenciados – apagaram suas memórias e personalidades -, e assim poderiam recomeçar. Com o Nivo no lugar para garantir que tudo desse certo, até ser removido no ano em que completassem vinte e um anos como Reiniciado. Era uma segunda chance, pela qual deveriam ser gratos (ela os manteve fora da prisão, ou da cadeira elétrica).

Começando sua vida do zero, Kyla vai para sua nova casa com a família Davis e sua outra irmã Reiniciada Amy para, assim, descobrir o novo mundo fora dos padrões do hospital: jardins, flores, céu, cheiro de verde, como lavar a louça, facas, pratos, etc. Tudo é extraordinariamente novo.
Mas será que é possível apagar a memória de alguém completamente? Digo, mesmo no ano de 2054 e toda a tecnologia científica, apagar por completo as memórias de uma pessoa seria um risco. Com o passar dos dias, Kyla percebe que mesmo suas memórias no vazio, partde dela se lembra. Através do corpo, dos músculos. Porque, caso contrário, como ela desenharia tão bem com a mão esquerda ao invés da direita? Ela sabia o que fazer no instante em que viu o lápis. Então não é a mesma coisa que começar do zero, não mesmo.

A vida de Kyla começa a mudar mais um pouco quando ela ingressa na escola. Claro que não é tão fácil assim, “vai Kyla, pode ir à escola sozinha e à vontade, o mundo é seu!”, a garota tem monitoramento, reuniões na Unidade de Alunos com Necessidades de Educação Especiais (aparentemente é isso que ela é, até que provem o contrário.). Pior que os encontros com a dra. Lysander (uma mulher astuta que deu início ao estudo e processo de Reiniciados), são os Lordeiros (Agentes da Lei e da Ordem): eles buscam por gangues e terroristas. Dá pra perceber que a vida de um Reiniciado não é mansa como prometida. Os Reiniciados são obrigados a usar um Nivo no braço (objeto não detalhado e bem explicado no livro) com o propósito principal de impedir a violência, qualquer perigo para eles mesmos ou para os outros. Isso quer dizer que, qualquer traço de violência detectado pelo Nivo deve apagar a pessoa e até levá-la a morte.
O problema começa quando Kyla descobre que seus níveis caem quando está aflita, mas a raiva os faz subir. Uma personagem um tanto exótica para nós e para os próprios personagens do livro.

“Desagregar: se tornar outra pessoa, deixar seus sentimentos para trás.
Estou me tornando uma especialista nesse aí.
Não estamos todos?”

Com a ajuda de Ben Nix, seu parceiro nas aulas de Biologia, Kyla descobrirá um mundo diferente do que estava nos contratos do hospital. Uma vida perigosa, em que alunos somem ou desaparecem de repente (sejam eles Reiniciados ou não); qualquer desvio das leis e regras impostas pela sociedade e já era. Mas o que acontece com essas pessoas? Elas simplesmente são devolvidas sem explicação? Vapt, vupt? É aí que Kyla e Ben cutucam fogueira com vara curta.
Pessoas somem, terroristas atacam o governo, verdades são reveladas e outras omitidas (o que me deixou com os nervos à flor da pele, confesso) e pensamos junto com Kyla a respeito de nossa própria identidade.

“- Mas como posso saber quem eu sou agora se não sei quem eu fui?”

Durante o primeiro livro da trilogia “Slated”, Teri nos insere em um mundo totalmente a partir do zero. Teremos que conhecer Londres, as pessoas, o governo, a sociedade e o ano de 2054 aos olhos de Kyla – que, obviamente, não tem noção do que está acontecendo no mundo além das paredes do Hospital. (Que grande ajuda, Kyla, valeu.)
Minhas primeiras impressões do livro foram de que a autora tinha um tema super envolvente nas mãos. No primeiro livro ele não ficou totalmente esclarecido – como acontece nos primeiros livros de distopia. Geralmente temos o primeiro livro como introdução e, no segundo, temos a ação e boa parte do desenrolar da trama.

Um aspecto interessante é que a narrativa é feita em primeira pessoa mas sempre no presente, como um diário de bordo o tempo todo no presente. A personagem narra os acontecimentos enquanto acontecem. Eu vou para o Hospital; minha mãe me chama na cozinha; entro na sala, etc. São poucos trechos em que a personagem nos fala no passado.

Admito que eu esperava mais do primeiro livro (mesmo sendo o primeiro livro, entendem?). É muito difícil eu dar 5 estrelas para primeiro volume de trilogias ou séries – tem as exceções, claro -, mas desse eu esperei um pouquinho mais. Não consegui pegar a essência da Kyla (talvez porque nem ela mesma sabia fazer isso?), os personagens iam e viam sem explicações e eu ficava “mas que diacho foi isso?”. O romance, na distopia, é fraco mas acredito que no terceiro será melhor, quem sabe?
No geral, é bom e eu recomendo para quem gosta de distopias. O tema é super diferente dos que já li – um tema cheio com alto grau de assuntos para trabalhar – mas espero que a Teri melhore as explicações e o desenvolvimento da história no decorrer dos outros livros.

“- Se o passado é intolerável, por que ir atrás dele?”

A autora Teri Terry compartilhou, através de uma entrevista, todo o processo de criação da trilogia. Quem quiser conferir, entre no blog Farol Literário!

Espero que tenham entendido as minhas impressões sobre o livro galera. E, se você já leu e quiser compartilhar sua opinião conosco, fique à vontade aqui nos comentários!
Se você não leu, quais são suas expectativas?

Um beijo di moça e até o próximo post!

Teri Terry

Teresa Terry Teri Terry viveu na França, Canadá, Austrália e Inglaterra. Teri deixou recentemente seu trabalho com as bibliotecas de Buck, na Inglaterra, para escrever em tempo integral e concluir seu mestrado sobre a representação do terrorismo na literatura distópica.


Site da autora | Blog da Farol

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