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Reiniciados #1 :: Teri Terry

08 . maio . 2013

Antes de começar o post eu preciso pedir mil desculpas a todos vocês pela demora em postar resenha aqui no Di Moça. Ainda estou no processo de adaptação com posts diários e eu fico maluquinha com tantas informações. Criei um calendário-base para os temas nos dias da semana e, ainda assim, muitas coisas precisam ser ajustadas.
Mas uma coisa está decidida: as resenhas virão toda quarta-feira, sem desculpas esfarrapadas! #pulemdealegria
Como eu não sei se vocês conseguirão acompanhar esse ritmo do blog (por favor, consigam, consigam, consigam) – e eu também, com tantos posts em uma semana só – vamos começar de leve, aos poucos. Uma resenha toda quarta-feira está ótimo, não é? Se a minha leitura avançar mais rápido, a gente aumenta a quantidade de resenhas na semana, que tal? Combinado?
A resenha de hoje é do primeiro livro de uma trilogia distópica, com uma abordagem muito interessante e que (ainda) tem tudo para ser um sucesso.

Reiniciados – Livro 01 (Slated – Book 01)
Autora: Teri Terry
Páginas: 430
Editora: Farol Literário

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:
As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?

Crédito: Skoob

“- Mas ser transformada numa Reiniciada faz isso com você. Deixa a pessoa vazia de experiências.”

Kyla é uma Reiniciada de 16 anos que está pronta para sair do hospital para ser “adotada” por um casal. E é para este objetivo que os Reiniciados vivem no Hospital New London: para todos, agora, serem uma família feliz, e então irem embora para viverem felizes para sempre. Mas para chegar aos felizes para sempre, um Reiniciado tem que ficar vazio de experiências e memórias.
Na escola, todos eles aprendem sobre si mesmos: eram todos criminosos, sentenciados – apagaram suas memórias e personalidades -, e assim poderiam recomeçar. Com o Nivo no lugar para garantir que tudo desse certo, até ser removido no ano em que completassem vinte e um anos como Reiniciado. Era uma segunda chance, pela qual deveriam ser gratos (ela os manteve fora da prisão, ou da cadeira elétrica).

Começando sua vida do zero, Kyla vai para sua nova casa com a família Davis e sua outra irmã Reiniciada Amy para, assim, descobrir o novo mundo fora dos padrões do hospital: jardins, flores, céu, cheiro de verde, como lavar a louça, facas, pratos, etc. Tudo é extraordinariamente novo.
Mas será que é possível apagar a memória de alguém completamente? Digo, mesmo no ano de 2054 e toda a tecnologia científica, apagar por completo as memórias de uma pessoa seria um risco. Com o passar dos dias, Kyla percebe que mesmo suas memórias no vazio, partde dela se lembra. Através do corpo, dos músculos. Porque, caso contrário, como ela desenharia tão bem com a mão esquerda ao invés da direita? Ela sabia o que fazer no instante em que viu o lápis. Então não é a mesma coisa que começar do zero, não mesmo.

A vida de Kyla começa a mudar mais um pouco quando ela ingressa na escola. Claro que não é tão fácil assim, “vai Kyla, pode ir à escola sozinha e à vontade, o mundo é seu!”, a garota tem monitoramento, reuniões na Unidade de Alunos com Necessidades de Educação Especiais (aparentemente é isso que ela é, até que provem o contrário.). Pior que os encontros com a dra. Lysander (uma mulher astuta que deu início ao estudo e processo de Reiniciados), são os Lordeiros (Agentes da Lei e da Ordem): eles buscam por gangues e terroristas. Dá pra perceber que a vida de um Reiniciado não é mansa como prometida. Os Reiniciados são obrigados a usar um Nivo no braço (objeto não detalhado e bem explicado no livro) com o propósito principal de impedir a violência, qualquer perigo para eles mesmos ou para os outros. Isso quer dizer que, qualquer traço de violência detectado pelo Nivo deve apagar a pessoa e até levá-la a morte.
O problema começa quando Kyla descobre que seus níveis caem quando está aflita, mas a raiva os faz subir. Uma personagem um tanto exótica para nós e para os próprios personagens do livro.

“Desagregar: se tornar outra pessoa, deixar seus sentimentos para trás.
Estou me tornando uma especialista nesse aí.
Não estamos todos?”

Com a ajuda de Ben Nix, seu parceiro nas aulas de Biologia, Kyla descobrirá um mundo diferente do que estava nos contratos do hospital. Uma vida perigosa, em que alunos somem ou desaparecem de repente (sejam eles Reiniciados ou não); qualquer desvio das leis e regras impostas pela sociedade e já era. Mas o que acontece com essas pessoas? Elas simplesmente são devolvidas sem explicação? Vapt, vupt? É aí que Kyla e Ben cutucam fogueira com vara curta.
Pessoas somem, terroristas atacam o governo, verdades são reveladas e outras omitidas (o que me deixou com os nervos à flor da pele, confesso) e pensamos junto com Kyla a respeito de nossa própria identidade.

“- Mas como posso saber quem eu sou agora se não sei quem eu fui?”

Durante o primeiro livro da trilogia “Slated”, Teri nos insere em um mundo totalmente a partir do zero. Teremos que conhecer Londres, as pessoas, o governo, a sociedade e o ano de 2054 aos olhos de Kyla – que, obviamente, não tem noção do que está acontecendo no mundo além das paredes do Hospital. (Que grande ajuda, Kyla, valeu.)
Minhas primeiras impressões do livro foram de que a autora tinha um tema super envolvente nas mãos. No primeiro livro ele não ficou totalmente esclarecido – como acontece nos primeiros livros de distopia. Geralmente temos o primeiro livro como introdução e, no segundo, temos a ação e boa parte do desenrolar da trama.

Um aspecto interessante é que a narrativa é feita em primeira pessoa mas sempre no presente, como um diário de bordo o tempo todo no presente. A personagem narra os acontecimentos enquanto acontecem. Eu vou para o Hospital; minha mãe me chama na cozinha; entro na sala, etc. São poucos trechos em que a personagem nos fala no passado.

Admito que eu esperava mais do primeiro livro (mesmo sendo o primeiro livro, entendem?). É muito difícil eu dar 5 estrelas para primeiro volume de trilogias ou séries – tem as exceções, claro -, mas desse eu esperei um pouquinho mais. Não consegui pegar a essência da Kyla (talvez porque nem ela mesma sabia fazer isso?), os personagens iam e viam sem explicações e eu ficava “mas que diacho foi isso?”. O romance, na distopia, é fraco mas acredito que no terceiro será melhor, quem sabe?
No geral, é bom e eu recomendo para quem gosta de distopias. O tema é super diferente dos que já li – um tema cheio com alto grau de assuntos para trabalhar – mas espero que a Teri melhore as explicações e o desenvolvimento da história no decorrer dos outros livros.

“- Se o passado é intolerável, por que ir atrás dele?”

A autora Teri Terry compartilhou, através de uma entrevista, todo o processo de criação da trilogia. Quem quiser conferir, entre no blog Farol Literário!

Espero que tenham entendido as minhas impressões sobre o livro galera. E, se você já leu e quiser compartilhar sua opinião conosco, fique à vontade aqui nos comentários!
Se você não leu, quais são suas expectativas?

Um beijo di moça e até o próximo post!

Teri Terry

Teresa Terry Teri Terry viveu na França, Canadá, Austrália e Inglaterra. Teri deixou recentemente seu trabalho com as bibliotecas de Buck, na Inglaterra, para escrever em tempo integral e concluir seu mestrado sobre a representação do terrorismo na literatura distópica.


Site da autora | Blog da Farol


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• Temos 14 comentários nesta postagem" •

Quequel, disse: - 08-05-2013 (11:54)

Oie !!
Ah toda quarta feira tá ótima, e combinado se a leitura avançar, mais resenha na semana. rs
Confesso q estou um pouco cansada de trilogia e series fantasiosas, mas achei essa historia um pouco diferente, quem sabe não leio né?
Bjinssssssss

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Oi Quel!!
Pois é, quarta-feira não é nem começo de semana mas nem final, né? Bem no meio e espero trazer as resenhas em dia (sou lerda pra ler, confesso)!

A autora tem um tema muito bacana em mãos Quel, e talvez ela vá nos surpreender nos próximos livros. Algumas pontas ficaram soltas neste primeiro volume.

Beijinhos!




@ferdallan, disse: - 08-05-2013 (13:15)

Ammeei o blog e a resenha ?.?

Instagram: ferdallan
http://www.leferblog.com

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Eba!! Obrigada Fer, seja bem vinda!!

Beijinhos! ;*




Sandro Honorato, disse: - 08-05-2013 (16:32)

Olá :)
Como vai?
Anotado então,quarta é dia de resenha :)

Gostei da resenhas mas não sei,não sou fã de trilogias kkkkkkkk

Beijos e cuide-se Jeh

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Super anotado né? Hihihih, toda quarta-feira (assim espero) você poderá conferir uma resenha nova aqui!

Olha, eu curti muito as distopias que li até agora e quero ler a continuação de todas, até de Reiniciados porque a autora tem um assunto MUITO BACANA nas mãos e só precisa saber desenvolvê-lo!

Beijos!




Camila Planzo, disse: - 08-05-2013 (18:53)

Oi Jeh =D primeiro queria dizer que pra mimas resenhas nas quartas está muito bom, o blog ta com tudo heim? tem novidades todos os dias =D to adorando tudo viu! Quando minhas aulas voltarem agora provavelmente nao poderei passar todos os dias mas vc me vera lotando os posts de comentarios no fds com certeza !! Esse livro parece ser diferente de tudo que ja li, não faço a minima ideia se eu iria gostar =S vc ja leu outra distopia? gostou?

beijos flor

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Oi Mila!
Pois é, o Di Moça está com essa proposta de ter posts diários e estou tentando me adaptar (espero conseguir)! Mas resenha tem que ter aqui né, senão perde metade da minha identidade, rs. Ainda sou lerda pra ler, fico cansada muito rápido mas espero trazer mais na semana!

Eu já li algumas distopias e ADORO! Os autores têm cada ideia mirabolante que fica impossível não embarcar na ideia deles. Eu espero que a autora Teri traga nos próximos livros mais acontecimentos marcantes! #torcendo

Beijos!




Barbara Sá, disse: - 08-05-2013 (20:57)

Oi Jeh :)

Curti esse livro porque é uma distopia diferente das que estamos vendo ultimamente, não?
Esse negócio de perda de memória me lembrou um pouco The Host, mas só nessa parte mesmo, haha.
Fiquei curiosa pela leitura.

Beijos,
http://www.segredosentreamigas.com/

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Oi Barbara!
É uma distopia bem diferente mesmo, gostei da ideia da autora e torço para que ela desenvolva melhor o tema nos outros livros. Achei o primeiro muito vago, muitas pontas soltas, mas a ideia de “zerar” a memória de uma pessoa condenada é bem bacana!
Ainda não li The Host, acredite se quiser… :$

Beijos!




Amy, disse: - 08-05-2013 (22:48)

Adoro um zumbi, vc sabe né?
Esse livro me chamou bastante atenção.
Vou incluí-lo nas minhas próximas compras.
*-*
mandou benzão Jeh.
beijos

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Huahuahuah sei muito bem! Nossa, acho que nunca peguei um super livro zumbi para saber se sou fã ou não, credo!!
Mas os Reiniciados não são zumbis, são pessoas normais apenas com as memórias apagadas… Bem distópico né?

Beijos!




Jacqueline, disse: - 14-05-2013 (18:23)

Oie Jessy

Eu sou fã de distopias, e essa é uma das que me chamou muito atenção, especialmente pelo enredo tão inovador.
Uma pena não ter te conquistado muito, e sabe que eu acho que a minha opinião será a mesma? Porque nesses livros eu sempre procuro pelo romance, e se ele for fraco, geralmente nunca consigo classificar com 5 estrelinhas rs
bjos

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Pois é Jacque, a trama dessa distopia é muito boa mas achei que a autora poderia ter desenvolvido melhor. Talvez ela tenha alguma carta na manga e seja totalmente inovadora nos próximos livros, vamos ver…
Agora que você falou das cinco estrelinhas, eu reparei que dificilmente classifico o primeiro livro de distopias com 5 estrelinhas, que coisa não? o.O

Beijos!




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