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Kipling e as mamães

05 . dezembro . 2014

Desde que descobri minha gravidez (sete meses atrás, OMG!) muitas dúvidas e aflições já passaram por minha cabeça. Uma delas, por incrível e boba que pareça, era como eu lidaria com um bebê “sozinha”. Ser mãe solteira não deve ser fácil mas a verdade é que eu vou ter que encará-la.
Vendo minha realidade por esse lado, vocês já imaginaram uma mãe carregando aquele monte de acessórios sozinha? Carrinho de bebê, bebê conforto, assento para carro… além dos vários itens dentro da bolsa de mamãe (roupinhas, fraldas, chupeta, mamadeira, leite em pó, brinquedinhos, pano de cheirinho, etc. e etc.). Eu fiquei boba quando vi, pela primeira vez, quantas coisas a gente carrega numa bolsa para precaver qualquer imprevisto. Haja espaço, né?
Pensando nisso (no espaço) e na necessidade de uma bolsa que fosse versátil e atendesse todas as minhas exigências, fiquei à procura de uma que pudesse ser 2 em 1: a minha bolsa e a do Lucca (sou do time “quanto menos trabalho, melhor”). Para minha grande surpresa, a minha marca favorita de bolsas (oi Kipling) já pensou em nós, mamães, e criou uma coleção de baby bags! Hoje vou falar um pouquinho com vocês sobre uma delas!

Camama

Quando vi esse modelinho de bolsa para mamães acrescentei rapidamente na minha wishlist de Novembro. Além de ser a minha marca de bolsa favorita, a praticidade e as vantagens que a Kipling sempre insere nas linhas de produtos é visível também aqui.
Apesar de ser uma bolsa de mão, o modelo Camama também pode ser usada na transversal (o que, acredito, é mais confortável para as mamães que carregam o bebê no colo). Uma das características que eu amo na Kipling é os compartimentos internos da bolsa que possibilitam uma organização ágil dos acessórios (do bebê). A bolsa é super espaçosa e a gente tem alguns destaques interessantes para o uso específico da maternidade.

O que chama a atenção para a bolsa é que, acoplado a ela, tem uma outra bolsa térmica para guardarmos a mamadeira, as frutinhas, papinhas e o que for preciso para manter tudo na temperatura certa. Também acoplado na bolsa temos uma mini bolsa que funciona como porta-chupetas. Essas duas bolsas podem ser utilizadas separadamente da bolsa maior, adorei esse detalhe!

Já na parte da frente, temos um bolso com trocador de fraldas incluso para facilitar e manter a higiene do bebê quando estiver em lugares públicos. O trocador é emborrachado e acolchoado, o que ajuda muito na hora de limpá-lo (utilizando apenas um pano úmido ou esponja).

A bolsa é feita de nylon, o que agiliza o uso e limpeza da bolsa. Sem precisar se preocupar em deixá-la de molho na água ou lavá-la o tempo todo, a gente mantém a Camama limpinha sempre passando um pano úmido ou uma esponja de leve.
Além dessas vantagens, a bolsa ainda oferece porta-chaves (muito útil), alça regulável e removível (pode ser acoplada ao carrinho do bebê), bolsos externos e bolsos organizadores e porta fralda.

Você pode encontrar a Camama em outras cores também. A minha é a azul-marinho porque combina mais com o Lucca, né? E a Kim não vê a hora de acompanhar o Lucca para cima e para baixo!

Onde comprar:

INOVATHI

SHOPPING CAMPO GRANDE
Avenida Afonso Pena 4909
Santa Fé
Fone 673326-7839
Piso: 1º Piso

Adorei minha compra e não vejo a hora de desfilar por aí com ela e meu Lucca no colo! Com certeza faremos o maior sucesso – além de facilitar a minha vida, né?
Beijos di moça!

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Austenlândia :: Shannon Hale

03 . dezembro . 2014

Você já pensou se pudesse adentrar no mundo do seu livro/autor preferido? Shannon Hale, autora de Academia de Princesas nos apresenta seu primeiro romance para o público jovem/adulto com a protagonista Jane Hayes, obcecada pelo Sr. Darcy – personagem criado pela aclamada Jane Austen.
Confiram a resenha deste romance super prazeroso e identifique-se com Jane (a Hayes).

Austenlândia (Austenland)
Autora: Shannon Hale
Ano: 2014
Páginas: 240
Editora: Record

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e… a companhia de belos cavalheiros.

Créditos: Skoob

Jane Hayes, aos seus 33 anos, mora em Manhattan, é designer gráfico de uma revista e leva uma vida como todas as mulheres de sua idade a não ser pelo seu segredo. Durante o dia, ela se ocupa e almoça e manda e-mails e trabalha até mais tarde e chega em cima da hora, mas às vezes, quando tem tempo de tirar os sapatos de salto comprados em um bazar e relaxar no sofá de segunda mão, ela diminui a luz, liga a TV e confessa o que está faltando.
Às vezes, ela vê Orgulho e Preconceito.
Você sabe, a versão dupla da BBC em DVD, com Colin Firth no papel do delicioso Sr. Darcy e aquela bela atriz inglesa de seios fartos como a Elizabeth Bennet que sempre imaginamos.
Para muitos de nós, leitores, ser fã de um personagem fictício é comum – a gente até cria situações imaginárias onde estamos casados com eles, com filhos e bem de vida. Mas é sério, uma mulher de 30 e poucos anos não deveria sonhar acordada com um personagem fictício de um mundo de 200 anos de idade a ponto de influenciar sua vida e seus relacionamentos muito reais e muito mais importantes. É claro que não deveria. Até sua tia-avó Carolyn parece deixar isso bem claro na sua primeira visita à Jane.

“Descubra o que é real pra você. Não adianta se apoiar na história de outra pessoa a vida toda.”

Mas infelizmente, depois de alguns meses do encontro das duas, tia Carolyn morre. Jane não conheceu Carolyn o bastante para sofrer com o luto, só para se sentir sensível e perplexa com a ideia da morte dela. Todavia, o que surpreende Hayes é saber que seu nome está no testamento da Carolyn também. O que ela deixaria para uma parente quase estranha? Carolyn tinha uma família numerosa, então a quantia não podia ser grande, mas, por outro lado, os boatos da riqueza de sua tia-avó eram lendários.
O que Jane vai descobrir ao conversar com o advogado da Carolyn é que a cliente foi…eclética… no testamento. Ela fez compras para alguns amigos e parentes e deixou a maior parte do dinheiro para instituições de caridade. Para Hayes, ela planejou férias.

Pembrook Park, Kent, Inglaterra. Entre por nossas portas como um convidado que veio passar três semanas a fim de apreciar as maneiras do campo e a hospitalidade – uma visita para o chá, uma dança ou duas, uma volta no jardim, um encontro inesperado com um certo cavalheiro, tudo culminando em um baile e talvez algo mais…

Aqui, o príncipe regente ainda governa uma Inglaterra tranquila. Se roteiro. Sem final escrito. Férias como ninguém mais pode oferecer.”

Resumindo: são férias de três semanas com tudo incluso na Inglaterra. Você se fantasia e finge ser alguém de 1816. Vem também com uma passagem de avião de primeira classe. As férias não podem ser canceladas e o dinheiro não pode ser devolvido. A pergunta agora é Jane deve ir?.
Voltando no passado de Jane, acompanhamos uma trajetória amorosa engraçada e até sofrida. Por que não se aventurar no faz-de-conta Regencial vivido por sr. Darcy e Elizabeth Bennet? Estava tudo decidido: Jane faria uma última excentricidade antes de desistir completamente dos homens. Ela viveria sua fantasia, se divertiria loucamente e enterraria tudo de vez. Nada mais de Darcy. Nada mais de homens, ponto final. Quando ela chegasse em casa, se tornaria uma mulher perfeitamente normal, feliz por estar solteira feliz consigo mesma.
Até jogaria fora os DVDs.

“- Nunca entendi as mulheres que vêm aqui, e você é uma delas. Não consigo entender.
– Acho que eu não poderia explicar isso pra um homem. Se você fosse mulher, eu só precisaria dizer ‘Colin Firth de camisa molhada’ e você diria ‘Ah’.”

Ao entrar neste mundo tentador onde tudo é possível -dentro das regras da época – nossa srta. Jane Erstwhile (até o nome muda, sabe como é, para entrar no clima) terá a oportunidade de usar espartilhos, calçolas, vestidos de gala e conhecer personagens de mesma valia, como a sua tia Saffronia e seu marido John Templeton, que há muito não viam sua sobrinha. Temos também as senhoritas Elizabeth Charming, de Hertfordshire e Amelia Heartwright. Claro que os cavalheiros não podem ficar de fora, são chaves mestras nesse mundo. Ao conhecer o sr. Nobley, o coronel Andrews e o capitão Tent tudo fica ainda mais divertido.
Mas até onde e quando é possível diferencia o real de um mundo de atuações, brincadeiras e mentiras? A partir daí temos uma Jane Hayes do século XXI dentro de uma Inglaterra de 1816. Ao entrar nesta terra dos contos de fadas nossa protagonista pensará estar em um lugar seguro onde andar, arrumar problemas, entender a situação e sair sem arranhões. Será mesmo que para nossa amada Jane é possível?

“Aqui estava ela em Pembrook Park, um lugar onde mulheres pagam montanhas de dinheiro para andar com homens contratados para idolatrá-las, mas ela encontra o único homem no local que está em posição de rejeitá-la e o leva a fazer isso. Típico de Jane.”

Antes de continuar preciso dizer (com alguma vergonha na cara) que ainda não li Orgulho e Preconceito. Tá bom, podem me julgar mas tenho meus motivos. Se servir de alguma coisa, eu assisti ao filme – versão Matthew MacFadyen e Keira Knightley.
Mas é claro que eu também gostaria de conhecer um tal sr. Darcy.
Quando conhecemos Jane e sua obsessão por sr. Darcy fica impossível você não se identificar com a personagem. Vai me dizer que você nunca se viu sonhando acordada com seu personagem de livro favorito? Ah tá. Quando Hayes tem a oportunidade de vivenciar um mundo parecido com o qual ela sonha, a leitura fica mais envolvente. Torcemos e vibramos para que Jane se encontre de alguma forma nessas férias. Claro que existem vários obstáculos que surgem no decorrer da leitura e isso torna as páginas mais rápidas e pitorescas.
Jane vai ter que entrar no papel de Srta. Earstwhile de qualquer jeito e encarar todos os outros personagens da mesma forma. É de se admirar como as pessoas conseguem encarnar uma fantasia quando precisam.
Shannon Hale nos traz, de forma alegre e divertida, uma personagem fascinante que me conquistou com suas ironias e situações quase bizarras ao lidar com os cavalheiros regenciais.

“O Sr. Darcy não existia, o homem perfeito não existia. Mas talvez houvesse alguém. E ela estaria pronta.”

Independente se você já leu Orgulho e Preconceito ou não, recomendo essa leitura leve e dinâmica, ambientada em uma Inglaterra que só Jane Hayes poderia pintar de forma espirituosa. A narrativa em terceira pessoa nos aproxima da protagonista sob o ponto de vista da autora, o que proporcionou uma leitura bem fluente e sem interrupções toscas.
A série Austenlândia é composta por dois livros, sendo este o primeiro. Vamos esperar o segundo livro (Midnight in Austenland) pela Record!

Quem já leu este romance cordial e deleitoso? O que acharam? Compartilhem suas opiniões através dos comentários!
Beijos di moça!

Shannon Hale

Shannon Hale é uma escritora americana de fantasia jovem adulto (young adult) e ficção adulta; autora de dez romances, incluindo o best-seller “Academia de Princesa” – que ganhou o prêmio Newbery Honor -, os livros da série “Bayern”, dois romances para adultos e dois romances gráficos que ela e o marido são co- escritores.
Começou a escrever aos nove anos de idade e não parou; seus trabalhos mais notáveis foram: “Academia de Princesa”, “Goose Girl” e “Book Of A Thousand Days”.
Hoje, Shannon vive com seu marido e seus dois filhos pequenos em South Jordan, Utah.


Site da autora | Site Grupo Record
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Playlist: as minhas preferidas do mês de Novembro!

02 . dezembro . 2014

Se tem um assunto que sempre me deixa animada e motivada é a música! Adoro compartilhar com vocês as músicas que tenho escutado (sejam lançamento ou não) e até mesmo compartilhar aquela banda super bacana que ainda não foi devidamente prestigiada!
No final de todo mês eu divulgo para vocês as músicas mais escutadas na minha playlist. São músicas que devem ter ficado no modo repeat, rs. Vale lembrar que as músicas não são necessariamente lançamentos, ok? Vem nessa comigo! 😉

Comecei a ouvir repetidamente Sara Beirelles quando conheci o CD The Blessed Unrest e preciso divulgar que é muito bom! A primeira música que me apaixonei e viciei foi “I Choose You” (também recomendo de montão para vocês) e desde então preciso ouvir Sara o tempo todo!
Além do clipe ser lindinho e animar o nosso dia, a letra da música é bem revigorante, não é? Ambas as músicas da Sarinha (hum, que intimidade, rs) já viraram parte da OST da minha vida!

“Maybe there’s a way out
Of the cage where you live
Maybe one of these days
You can let the light in
Show me
How big your brave is.”

Aqui vai uma confissão: as melhores fases da Shakira foram durante seu CD Piez Descalzos até Fijación Oral. Claro, essa é minha opinião. Há quem goste desta versão mais sensualizada da Shakira.
Essa música tem feito parte dos meus dias de Novembro porque, convenhamos, às vezes os conflitos nos desanimam – mesmo com tantas coisas boas vindo por aí.
A música é uma delicinha para ser ouvida de manhã ou no carro enquanto cai a chuva lá fora (eu já fiz o teste!). Tenho outras músicas da cantora na minha playlist mas essa foi a que mais tocou.

“Tú más que nadie mereces ser feliz

Ya vas a ver como van sanando
Poco a poco tus heridas
Ya vas a ver como va
La misma vida a decantar la sal que sobra en el mar.”

Essa é uma das músicas mais lindas que o Justin já cantou (e olha que eu o acompanho desde a época Nsync). Toda vez que ouço essa música eu faço um pequeno clipe meu com o Lucca. É, coisa de louca (ou coisa de mãe, tanto faz) mas eu já consigo idealizar alguns momentos nosso enquanto passo a mão na barriga e falo com ele. É uma sensação maravilhosa. Espero que um dia eu consiga juntar vários vídeos do Lucca em um só com essa música de fundo.
Essa versão de clipe também me deixa emocionada, é muito lindo! A versão original é sobre um homem que pede sua namorada em casamento no metrô ao som dessa música e ninguém viu o casal desde então. A proposta é sair à procura desses dois em vários lugares da cidade.

“Now how about I’d be the last voice
You hear at night?
And every other night for the rest of the nights
That there are
Every morning I just wanna see you staring back at me
‘Cause I know that’s a good place to start.”

Uma das músicas mais bonitas que tenho na playlist, Hallelujah com certeza nos conquista em qualquer voz. O legal é que a música foi gravada em 1984 por Leonard Cohen e já teve diversos covers (a versão do Rufus Wainright também é maravilhosa).
Essa música me deixa tão reflexiva e é uma das opções que seleciono para ouvir no Natal. Acaba se tornando meio nostálgica mas eu gosto mesmo assim.
A versão da Alexandra Burke entrou na minha lista recentemente e já se tornou minha versão preferida da música. Não costumo assistir reality shows mas pesquisei a respeito dela e, pelo o que entendi, ela foi a vencedora do quinto episódio do “The X-Factor” com essa música. No clipe da música, Alexandra apresenta diversos momentos vividos no programa e ficou muito bonito!

“Maybe there’s a God above
But all I’ve ever learned from love
Was how to shoot somebody who’d out drew ya
It’s not a cry that you hear at night
It’s not someone who’s seen the light
It’s a cold and it’s a broken hallelujah.”

Como não se apaixonar por essa música + esse clipe super fofinho com os animaizinhos mais lindos do mundo? Impossível!
O que achei digno de nota é a atenção que a Colbie deixa para o trabalho da ONG ASPCA – que trabalha no resgate de animais de rua e/ou maltratados. Se eu já não tivesse seis lhasas super fofinhos eu, com certeza, adotaria alguns. Mas com a chegada do Lucca fica difícil abrigar mais cãezinhos :x.

“Broke
If your heart’s been broke
And you feel like you’re all alone
If you need something to believe in
If you’re looking for a light to guide you home
Just look inside
Your light is shining brighter than you know.”

Adoro quando vocês compartilham as músicas preferidas de vocês, então aproveitem o espaço dos comentários para indicar as músicas que vocês mais ouviram nesse mês de Novembro!
Espero que tenham gostado da minha seleção!
Beijos di moça!

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A lucidez do amor

01 . dezembro . 2014

Seu amor foi em mim como o efeito de uma bebida alcoólica. No começo, as minhas sensibilidades não foram afetadas, o humor continuava o mesmo, tive aquela falsa sensação de controle, não era tão grandioso a ponto de abalar meu equilíbrio, afetar minhas emoções, seria só mais um momento bom. As doses não pararam. Vibrações mornas subiam com o meu sangue ao circular pelo meu corpo, a percepção ficou um pouco fraca, estava mais suscetível a mudanças, a presença era mais marcante, começava a dominar a maneira como eu acordava, lembrava nos pensamentos na hora de olhar as estrelas. A gravidade? Caminhava como a brisa da manhã, sem pressa, curtindo o movimento de cada folha ao cair rapidamente dos galhos seivosos. Vontade de mais. Brios menos silenciosos, alguém me chamava como quem vai à luta, com toda a alma, pronta para enfrentar o que for, os sentimentos eram fortes demais pra serem ignoradas, por esse motivo valia. Prevalecia o cheiro, o anseio incessante de dançar, se jogar, sem medo de encarar um precipício à frente, ao som da música, alucinante. A visão já era obscura e o tato era muito sensível ao toque, pulsos intensificados pela substância tóxica que caminhava entre minhas curvas, entre as fendas do balanço constante do ar. Frenético. Outra vez uma parcela adicionada. Notar o que estava o meu redor já era difícil, só via um vulto alto, amarelado, que me atraia de forma tentadora. Quem podia negar? Já não era capaz de julgar por grande parte dos meus atos, eram dirigidos por esse motivo incessante que não me deixava em paz. Podia sair, abastecer sua alma de mais munições, mas logo retornava pronto para mais um gole. Tragos grandiosos novamente. Já não me fazia tão bem, a overdose de elementos estranhos nas fendas do meu corpo já exacerbavam a oportunidade que eu possuía de escapar. Deveria diminuir. Mas eu desejava? Já estava tão em mim que não conseguia mais retirar. Ou até conseguiria, porém, se tornava vício, queria aquela consequência de novo, aquilo que eu só sentia quando estava aqui. As pernas fraquejavam, os sons se confundiam ao longe, só ouvia uma voz, que bela melodia, meus ouvidos não se cansavam, queriam mais, não era novidade. O cheiro de arlequim roçando em minhas pernas, me envolvendo como olhos de furacões de percepções, não havia mais volta, a saída estava extinta há muito, somente você a minha volta, somente. Amor, olhares, contatos, delírios, arrepios, choques, gritos, felicidade, paixão, carinho, choque, ecstasy. Olhei para as frestas, corpos pulsavam, a energia frenética das carnes, esquecendo os seus espíritos, o que lhes interessava era o agora. Considerava o presente importante, embora só seria completo com aquele sentimento. Nada poderia ocupar seu espaço, é como se fosse um quebra-cabeça, cada peça é única e faz toda a diferença para a construção de seu conjunto. Isso era você pra mim. A vida pode continuar sem ouvir seu riso ao me ver e sem sentir seu calor ao te abraçar saudosamente. Mas, mais triste seria, as cores estariam batidas e as pinturas nos quadros estariam escoando ao ralo de becos sem saída. Indo a paredes pretas, grudados, a amargura do mundo, os choros dos amantes, as fotografias coladas e desgastadas com a tinta, encontram o chão com fendas profundas. Onde, se você realmente precisar, irá achar uma parte do meu amor, pois ela já é sua, só está à espera da sua procura. E isso só irá acontecer, quando realmente perceber, que eu sou o único alucinógeno para a sua lucidez.

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