categoria15 category image

Uma chance para o Natal

25 . dezembro . 2014

Eu não tinha certeza se seria uma boa ideia fazer um post no dia do Natal, apesar de parecer inapropriado e falta de atenção com vocês se eu não fizesse. Vejam bem, não é que eu seja uma Christmas hater ou rebelde-sem-causa mas tenho alguns motivos para ver o Natal sob uma ótica mais deprimente.

Não que os desastres tenham acontecido apenas nesta data. Que nada, problemas e tristezas surgem nos dias úteis, 24 horas, sem descanso. Mas algumas situações mais fortes me pegaram de surpresa em vários Natais da minha vida. Juntando tais acontecimentos com as musiquinhas melancólicas que tocam, parece que tudo tem um peso mais melancólico.

Por exemplo, em algum momento da minha infância me contaram, às vesperas de Natal, que meu pai não era meu pai biológico. Consigo sentir o choque desnecessário até hoje. Digo, por que acabar com a minha ideia de família sem necessidade alguma? Depressão natalina número 1.

Não me lembro a ordem mas chegou um momento que meus pais se separaram e meus avós paternos faleceram, um ano seguido do outro. Não foi perto do Natal mas mencionei isso porque comemorávamos o Natal na casa deles. Era como se eles fossem a base das reuniões, dos amigos secretos, da comida típica e, às vezes, da falsidade à meia noite. Depressão natalina 2.

Mais uns anos se passaram e meu namorado – que hoje é pai do Lucca – foi embora da cidade sem se despedir com o objetivo de tratar seus demônios pessoais. Duas vezes. Foram os piores Natais da minha vida. Depressões natalinas 3 e 4.

Não posso me esquecer de que meu avô materno também faleceu pertinho do Natal, desolando a vida da minha mãe e criando um caos na família dela. Logo, na minha vida também. Depressão natalina 5.

Desde então eu gerei em meu coração a ideia de que o Natal não deveria ser comemorado porque seria como um culto a todos esses acontecimentos, do tipo “Ei, hoje faz tantos anos que aconteceu isso, isso e isso”. Aqui em casa já não tínhamos motivo para montar árvores e comprar piscas (nunca tivemos mas eu sempre quis fazer parte dessas famílias que se reúnem para montar árvores de Natal com um sorriso no rosto). Também não fazíamos ceias de Natal e a comida partilhada é a mesma de um final de semana, salvo uma fruta ou um prato típicos. Não esperamos o relógio soar meia noite para nos abraçarmos e desejar Feliz Natal uns aos outros (às vinte e duas horas da véspera eu já estou na cama dormindo ou chorando).
Por mais que eu tente, sempre coloquei em meu coração que o Natal jamais seria uma data realmente comemorativa para mim.

Mas aí, para a minha surpresa, Deus me deu um presente preciosíssimo: o Lucca. E me parece que agora comemorar o Natal faz sentido, não por mim mas por outra pessoa, entendem? Meu bebê ainda não nasceu mas já comemora o seu primeiro Natal dentro da minha barriga. Como eu poderia negar a uma criança que nem nasceu o direito de ter um Natal otimista? É muito egoísmo da minha parte me deitar na cama às dez da noite e chorar feito criança ao relembrar de tantas coisas ruins ao som de musiquinhas depressivas. Se antes eu não tinha ânimo nenhum para ver o Natal como um brinde à Jesus, agora tenho muito a lhe agradecer.

Este ano montei a minha mini-árvore (versão rosa) com piscas de bolinha e a enfeitei pensando no momento em que o Lucca estará ali do meu lado, me ajudando e rindo de tantos enfeites fofos. Esse ano sou agradecida pelos presentes que recebemos com tanto carinho. Fiz planos e sonhei com um próximo Natal em que uma criancinha linda estará à espera do Papai Noel e seus presentes naquela sacolona vermelha. Jonathan vai ter que se empenhar para ganhar uns quilinhos a mais, rs.
E talvez seja errado depositar minhas esperanças em uma criança mas é o jeito que eu vejo e aceito o Natal daqui para a frente.

Por isso, quero dizer a você que já passou por tantas tristezas no Natal, sempre há alguma coisa ou alguém que pode transformar a sua vida, por completo. Às vezes quando menos se espera, e torço para que você abrace essa oportunidade; não deixe o sentimento de vazio natalino tomar conta de você.
Para você que nunca se sentiu confortável ou esperançoso com essa data e que acha tolice montar árvores, dar presentes ou participar de ceias: ninguém vai te fazer mudar de opinião se isso te deixa confortável. Mas se você também queria enxergar e participar de um Natal como ele aparenta ser (harmonioso, apetitoso e cheio de luzes) tente fazer a mudança você mesmo. Afinal de contas, já temos 364 dias à mercê de tantas coisas ruins, por que permitir que o Natal seja mais um se podemos tentar algo inusitado?

Assim, termino este post com um sorriso no coração e com a esperança de que o Natal seja lindo para todos nós. Que cada um possa aproveitá-lo merecidamente e que haja significado no seu dia. Aproveite para fazer aquilo que o ano inteiro não te permitiu e esqueça, pelo menos por um dia, todo o mal que já assolou a sua alma e o seu coração.

É com muito carinho e com uma dacinha de rena-fofa que me despeço de vocês!
Beijos di moça com floquinhos de neve!

categoria2 category image

O Presente do Meu Grande Amor

24 . dezembro . 2014

Não tem momento mais oportuno para lançar uma resenha com doze contos de Natal do que na véspera da data festiva (ou na própria data, como queiram).
O lançamento da Intrínseca me pegou de surpresa já que não estou acostumada a ler contos e não sou fã do Natal mas foi uma surpresa surpreendente (existe isso?). Em doze contos, organizados pela Stephanie Perkins, podemos rir, chorar, sonhar e cair na real.
Confiram um pouquinho sobre esse conjunto de contos natalinos!

O Presente do Meu Grande Amor (My True Love Gave to Me: Twelve Holiday Stories)
Organizado por: Stephanie Perkins
Ano: 2014
Páginas: 350
Editora: Intrínseca

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve, presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite, vai se apaixonar pelo livro. Nestas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa se você comemora o Natal, o Ano Novo, o Chanucá ou o solstício de inverno. Casais de formam, famílias se reencontram, seres mágicos surgem e desejos impossíveis se realizam. O pessimismo não tem lugar neste livro, afinal o Natal é época de esperança.

Créditos: Skoob

O conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos, de fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo.
Diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. Mais curto que a novela ou o romance, o conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax. Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto. O conto é conciso.

Fonte: Wikipédia

“- Nem todo mundo sabe como conseguir aquilo que deseja.”

Meias-noites (Rainbow Rowell)

Mags e Noel se conhecem desde os 15 anos, na festa de ano novo no porão da casa de Alicia. Noel é um garoto magricela, pálido e alérgico a nozes e se tornou a pessoa favorita de Mags. Mas em 2014 alguma coisa mudou, um sentimento novo rompeu. Nos três anos de amizade entre eles, Mags havia passado muito tempo fingindo que não precisava de nada mais além do que Noel já lhe oferecia. Ela dizia a si mesma que havia uma diferença entre querer uma coisa e precisar… Será que realmente basta?
Conto narrado em terceira pessoa, Rainbow Rowell nos direciona para o amadurecimento da amizade entre os personagens. A história é fofa-romântica mas não me senti tão atraída pelos personagens como imaginei que aconteceria.

A dama e a raposa (Kelly Link)

Miranda é uma garota de 11 anos que passa os Natais na casa dos Honeywell. Afilhada de Elspeth – que é mãe de Daniel – a garota já se acostumou com a sala sempre repleta de adultos conversando sobre todos os assuntos nas noites de Natal. No final da festa, Miranda nota um homem no jardim parado na frente da janela, olhando para dentro da casa. Seria o Papai Noel? Daniel, do seu jeito excepcional, afirma que não sem mesmo conferir. Com o passar dos anos, Miranda se atenta sempre à janela à espera do homem misterioso. Quando finalmente o conhece, compreende que existe muito mais que regras para que ele possa aparecer apenas no Natal e quando neva. Antes garota e agora mulher, Miranda está decidida a desvendar e conhecer esse homem que tanto mexeu com seu mundo.
Narrativa em terceira pessoa, Kelly nos apresenta um mundo dividido entre realidade e magia. Confesso que não entendi muito bem sobre a magia que rodeava o tal homem mas é um conto com cenas levemente sedutoras.

Anjos na neve (Matt de La Peña)

Shy Espinoza mora em Nova York para usufruir da bolsa integral da Universidade de Nova York. Aparentemente parece que ele se deu bem na grande cidade mas a verdade é que Shy não vê a hora de morar perto de casa novamente. Nas vésperas de Natal, Shy está no apartamento novinho em folha de seu chefe, Mike, e sua esposa, Janice, para cuidar da gatinha Olive enquanto viajam. Acontece que Mike havia se esquecido de passar no caixa eletrônico antes de sair e perguntou se poderia lhe pagar quando eles voltassem da Flórida. Sem problemas, mentiu. Agora, sozinho no apartamento e na própria Nova York – a neve de 30cm proibindo a saída dos moradores às ruas – a fome e a solidão parecem arrasadoras.
É quando a vizinha do andar de cima (Haley) bate à porta com problemas no encanamento do chuveiro. Sem saber ao certo se vale a pena ou não se passar por entendedor de encanamentos, Shy resolve ir até o apartamento da vizinha. E a partir daí nasce um relacionamento de revelações e suas vidas fora de Nova York.
O conto é narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Shy, e adorei a linguagem utilizada por Matt. Os personagens são bem desenvolvidos e me comovi com a sinceridade da Haley. Não me lembro de ter lido alguma obra de Matt mas, agora, fiquei bem interessada em conhecer outros títulos do autor.

“Mas será que ela não merece alguma coisa a essa altura? Um pouco de sorte?”

Encontre-me na estrela do Norte (Jenny Han)

Natalie – ou Natty, como os duendes do Polo Norte a chamam – é uma humana que foi encontrada pelo Papai Noel há quinze natais atrás, na Coreia do Sul. Agora, vivendo ao redor de duendes, Natty precisa encontrar um parceiro na noite de Primeiro de Dezembro, para o Baile da Neve. Nesse tempo, Natty pensa se é oportuno convidar o primeiro humano que conheceu, Lars, já que Flynn – seu amigo duende lindo – já tem companhia.
Neste conto, narrado em primeira pessoa, podemos entrar em mundo totalmente mágico onde duendes e o próprio Noel são seres tangíveis e bem cativantes. Gostei deste conto por ter me tirado do mundo real e me feito imaginar como seria viver no Polo Norte com outros seres lendários.

É um milagre de Yule, Charlie Brown (Stephanie Perkins)

Marigold adorava o terreno cheio de árvores de Natal. Para começar, era mais iluminado (e talvez até mais quente) do que o apartamento onde morava, em Ashville. A visita da garota naquele terreno não era para comprar uma árvore de Natal porque suas economias estavam contadas; nem para apreciar o Garoto das Árvores de Natal (bem, um pouquinho). Estava ali porque precisava de uma coisa dele. Algo de que ela precisava e só ele podia oferecer. Ela precisava da voz dele.
Porém, para conquistar esse desejo, Marygold está preparada para puxar assunto com esse Garoto e, quem sabe, ele possa dar a ela o que tanto precisa. Mas nesse período de conversa, eles terão um encontro transformador.
Gostei do conto apresentado por Stephanie, narrado em terceira pessoa. Os personagens são mais crescidos (19 anos) e desenrolam conversas bem espontâneas. North Drummond é um personagem encantador.

Papai Noel por um dia (David Levitham)

É difícil não se sentir um pouquinho gordo quando seu namorado pede que você seja o Papai Noel. Para nosso personagem (que não nos revela seu nome), ter que se passar por Papai Noel na noite de Natal para satisfazer o desejo do namorado, Connor, é um terror. Talvez a prova viva de que exista amor. É o primeiro Natal como um casal, apesar de não o passarem exatamente juntos. Porque ele terá que se vestir de Papai Noel e encantar a noite de Riley e, quem sabe, Lana – irmãs de Connor.
Neste conto é impossível não rir das situações e pensamentos do personagem principal, já que ele se mete em muitas situações engraçads graças à irmã pentelha de Connor, Lena. David Levitham nos apresenta de forma divertida as enrascadas do personagem-sem-nome. Não tinha lido nada de David ainda mas achei bem fácil e fluente a narrativa do mesmo.

“- Não é engraçado com em um dia você espera ansioso por uma coisa, como a neve, e, no dia seguinte, torce para que ela vá embora?”

Krampuslauf (Holly Black)

Acredito que este é o conto mais porra-louca e mais macabro de todos do livro. Narrado em primeira pessoa, Hanna é uma garota que não admite que o Krampuslauf seja do jeito que é: um evento beneficente que oferece chocolate quente de graça. Transformaram a coisa toda em algo completamente contra o verdadeiro espírito de Krampusnacht, que deveria servir para deixar as pessoas apavoradas, para correr com tochas e chicotes e gritar na cara de crianças em prantos para que elas fossem boazinhas.
Krampus é uma criatura horrenda da mitologia nórdica que acompanha São Nicolau durante a época do Natal, segundo lendas de várias regiões do mundo.
Hanna tem duas grandes amigas, Wren e Penny (de Penélope) que sai com um carinha chamado Roth. Roth é um cara riquinho que merece ser punido por apresentar a todos publicamente sua namoradinha Silke. Penny, que se lamenta pela situação vivida, terá a vingança manipulada pelas amigas. Uma suposta festa de ano novo no trailer da avó-morta de Hanna será planejada para que Roth seja desmascarado e Silke conheça a verdadeira face do maledeto. A grande surpresa é um garoto fantasiado de Krampus que mudará todo o rumo da história.
Neste conto (em primeira pessoa) também temos um toque de magia, revelado quase no final, que me pegou de surpresa. Aqui já não me senti tão à vontade, talvez por tantas referências macabras da personagem. Mas quem curte personagens doidos prontos para curtir a vida, está aqui uma boa dica.

Que diabo você fez, Sophie Roth? (Gayle Forman)

Sophie nos apresenta pelo menos doze momentos “Que diabo você fez, Sophie Roth?” desde que entrou para a faculdade e está prestes a viver mais um. As provas finais haviam terminado dois dias antes mas como os voos de volta a Nova York custariam metade do preço na semana seguinte, ela precisaria ficar por lá matando o tempo. E então conhece Russel e, para sua surpresa, passa um tempo incrível com o único garoto que a entende.
Esse conto é bem leve e gostoso de ler mas não chegou a me conquistar por completo. Ainda assim foi gostoso passar um tempo com eles.

Baldes de cerveja e menino Jesus (Myra McEntire)

Pela primeira vez na vida, Vaughn está encrencado de verdade. Depois de colocar fogo no celeiro ao lado de uma igreja metodista, o pastor da mesma lhe oferece uma escolha: se ele concordasse em abrir mão do seu feriado de Natal para ajudar a igreja a remontar a peça teatral, o incidente seria eliminado dos seus registros. Durante essas quarenta horas de trabalho comunitário, Vaughn irá além de uma simples encenação ao se apaixonar pela filha do pastor.
O conto é apresentado em primeira pessoa e foi bem rápido e agradável mas não me dominou como eu imaginei que aconteceria pelo título (parece divertido, né?).

“O objetivo de uma árvore de Natal é parecer com todas as outras árvores de Natal, mas ainda ter um pouco de você nela.”

Bem-vindo a Christmas, Califórnia (Kirsten White)

Este, sem sombra de dúvida, foi meu conto preferido. Muito bem escrito, com personagens cativantes e cheio de magia em um mundo catastrófico.
Maria mora em uma região censitária. Em Christmas (na Califórnia) não há o que se esperar e nem o que dar em troca, por isso ela não vê a hora de sair dali. Sua mãe e seu padastro trabalham na mina enquanto ela oferece sua mão-de-obra no Christmas Cafe. O salário é destinado para as despesas, os clientes são entediantes e nem ao menos oferecem uma gorjeta.
Mas quando Ben ocupa o cargo de cozinheiro da cafeteria, a magia invade o ambiente e transforma qualquer coração em sonho e esperança.
O conto é simplesmente lindo, cheio de significados e carregado de família. Adoro quando a família é foco principal. As situações tristes e perturbadoras de alguns personagens me deixaram com o coração na mão mas a transformação que Ben consegue causar no cenário é bem emocionante. Foi neste conto que finalmente me joguei em lágrimas.

Estrela de Belém (Aly Carter)

No aeroporto de Chicago, O’Hare, cinco dias antes do Natal, Hulda está implorando para a balconista deixá-la embarcar no voo para Nova York. O problema é que sua passagem não é para lá mas, se precisasse mesmo, poderia comprar outra passagem para o voo da manhã.
Analisando a situação de longe, Liddy resolve trocar de passagem com Hulda, uma total estranha com destino para qualquer lugar. Ao fazer a troca, Liddy desembarca em Oklahoma, em lugar algum, do jeito que pretendia. Mas ao conhecer a família de Ethan, o namorado de Hulda, todo o mundo criado por Liddy desaba para criar outro cheio de amor e afeto.
Adorei esse conto também, já que envolve família e é carregado de sentimentalismo. Ethan é um adolescente adorável e bem-humorado. Gostei também da revelação de identidade da Liddy.

A garota que despertou o Sonhador (Laini Taylor)

Este foi um dos contos mais confusos e ao mesmo tempo com a fantasia mais atraente, finalizando os contos do livro. Na Ilha das Penas, é tradição os homens deixarem presentinhos para suas amadas em cada um dos vinte e quatro dias do Advento. Mas para Neve não há muita comoção ou esperança, já que não se enxerga como alguém atraente para um pretendente. Levadas para lá doze anos antes, Neve é órfã da peste que assolou a Colônia Fracassada, comprada para trabalhar duro na fábrica. Uma vida precária que exige apresenta uma saída: casar-se com alguém de bem.
Infelizmente existe um pretendente: o reverendo Spears, um homem insuportável com seus sermões horrendos. Sem saber o que fazer, Neve conjura Wisha para lhe proteger das garras do reverendo.
É muito interesante a magia que surge ao redor do Sonhador e de tudo o que acontece quando este acorda a pedido de Neve. O amor que nasce entre um deus e uma humana é possível e cheio de força. O único conto que foge do conceito de Natal que compartilhamos.

“Mas as pessoas não precisam lembrar como era ser feliz e seguro no passado. Elas precisam ter esperança de que podem chegar lá outra vez, no futuro.”

Uma análise geral dos contos me permite dizer que o livro é bem receptivo e atende bem às características de conto (descritas acima). Leitura recomendada nos dias que antecedem o Natal, os contos adquirem mais força e significado quando lidos no clima natalino. Não importa sua religião ou crença porque os contos apresentam diversos conceitos de Natal: judaico, pagão, cristão. Eu, que não sou fã de Natal, fiquei encantada, emocionada e sonhadora ao ler cada conto e o mundo ao qual eles me levaram. Queria ser inserida em cada um deles e vivenciar o Natal apresentado por cada autor.
Todos os contos envolvem afeto e carisma nos relacionamentos, sejam os amorosos, familiares ou próprios. O amor é tema sólido e nos possibilita sonhar com a magia e as mudanças que só o Natal pode ceder.

Gostei muito da experiência que tive durante os doze contos natalinos e recomendo a todos que precisam e desejam fugir um pouco da realidade de doze formas diferentes e fascinantes.
Quem já leu, compartilhe aqui nos comentários qual conto te conquistou plenamente?
Beijos di moça!

Stephanie Perkins

Stephanie Perkins sempre trabalhou com livros – primeiro como vendedora, depois como bibliotecária e agora como romancista. Adora café moca, contos de fadas, música alta, caminhadas na vizinhança, chá de jasmim e tirar sonecas à tarde. E beijar. Stephanie e seu marido moram nas montanhas do norte da Califórnia.


Site da autora Site da Intrínseca
categoria17 category image

One Lovely Blog Award

22 . dezembro . 2014

O Di Moça ama responder memes e tags, me sinto tão importante ao ser lembrada por outros blogueiros que me sinto nas nuvens. Por isso, quero agradecer a todos que um dia convidaram o Di Moça a participar de qualquer meme/tag e peço desculpas caso eu não tenha feito alguma delas.

No post de hoje respondo a TAG One Lovely Blog a convite da Juh Claro, da Angel e da Nique – blogueiras que eu admiro muito.
Já me sinto nas nuvens!
A brincadeira consiste em responder 11 perguntinhas e indicar 11 blogs para participar dessa fofurice! Então vamos lá!

Por que decidiu criar um blog e quando começou?

Sou blogueira desde os meus 12 anos (adoro mencionar isso) e peguei muitas fases boas e diferentes do mundo blogueiro. No começo eu fiz um blog apenas para compartilhar meu dia a dia com outras pessoas que tivessem afinidades comigo. Com as mudanças no mundo blogueiro fui me adaptando à elas e hoje o blog Di Moça continua como uma terapia contra a depressão e síndrome do pânico e onde eu posso compartilhar um pouco das coisas legais do meu mundo.

Quais os benefícios que o blog te traz?

Nossa, muitos! Eu comecei a levar a sério esse mundo blogueiro quando foi diagnosticada a síndrome do pânico, em 2009. Desde então optei por usar o blog como uma fuga de escape, uma terapia para que eu conseguisse me sentir viva e parte do mundo (mesmo que o virtual). Foi então que despertei o amor pela leitura, pelos vídeos e pelas coisas boas que aconteciam comigo apesar de tudo. O blog me aproximou de muitas pessoas incríveis e, com certeza, as amizades que carrego no coração me fazem ir em frente.

Qual é o post mais acessado?

Nem acreditei quando verifiquei que o post mais acessado é justamente o que não foi feito por mim. O bolo de leite ninho foi feito pelo Jonathan Freitas e, pelo visto, fez o maior sucesso.
Muito sacana vocês, hein leitores! -.-‘

Você usa redes sociais?

Prometi a mim mesma que pararia de me inscrever em redes sociais, acho que estou conseguindo. Mas uso sim, as que estou mais conectada são Facebook, Youtube e Instagram. De vez em quando checo o Twitter.

Como o blog tem evoluído?

É interessante e motivador perceber como os posts e a interação que eu tenho com os leitores me ajudam a evoluir de alguma forma e, consequentemente, o blog. Apesar de ter ficado afastada por alguns meses devido a gestação, agora que voltei estou me sentindo mais pronta para abordar meu mundo de forma divertida e sem pressão. Os leitores têm me ajudado muito a continuar com as ideias e manter o foco de blogar com amor!

Já viveu algum fato importante por causa do blog?

Já tive algumas oportunidades de entrevistas em jornais e revistas da minha cidade mas o fato que sempre fica na memória é a Bienal do Livro. A primeira vez que fui, em 2011 no Rio de Janeiro, tornou real a interação que eu tenho com muitos blogueiros, leitores e autores. Estive no paraíso e repeti a dose em 2013, também no Rio, revendo e conhecendo mais pessoas bacanas. Tudo isso só me deixa mais contente e realizada com o blog.

De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?

É muito gostoso quando eu escrevo e compartilho alguma coisa aqui no blog e os leitores retribuem com comentários significativos e opiniões sinceras. Isso me dá ânimo porque sei que não estou escrevendo à toa e, melhor que isso, muitas pessoas se identificam com o que escrevo aqui. Fico mais animada e empolgada com ideias novas e sempre aberta a sugestões.

O que você tem aprendido a nível pessoal e profissional esse ano?

A nível pessoal foi um choque no começo mas depois me acostumei (até demais) com a ideia de ser mãe. Tive que dar um tempo aqui no blog, respirar fundo e pensar em como seria a nova Jessica, essa com um filho no colo chamando-a de mamãe. Durante esses meses percebi que recebi um dos maiores presentes que um ser humano pode receber e só tenho que abraçar e amar essa dádiva maravilhosa. Estou super ansiosa para começar uma nova vida pessoal.
No âmbito profissional fiquei mais decepcionada com a minha realidade mas acredito que até nisso eu aprendi que há tempo para toda e qualquer mudança que seja para melhor. Se você não está feliz no campo profissional, nada te impede de mudar o caminho e começar outras tentativas. A gente só tem essa vida para tentar então por quê perder tempo com o que nos incomoda?

Qual sua frase favorita?

São muitas e fica até difícil escolher apenas uma, mas vamos lá. “Essa esperança é para nós como âncora da alma..” (Hebreus 6:19)

Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo dos blogs?

Hum, se conselho fosse bom eu não dava mas vendia. Brincadeirinha. O mundo blogueiro mudou muito desde que entrei nele e parece que as pessoas só querem se inserir para ganhar popularidade, cortesias e sucesso. Pode até ser que você consiga de um dia para o outro (verifique se nasceu com o bumbum virado para a Lua) mas as chances são bem pequenas. As chances são de que você reme, reme e no final se afogar. Porque blogar precisa primeiro de tudo do seu coração: de amar aquilo que se faz, de querer investir muitas horas fazendo uma publicação e interagindo com seus leitores. De se transmitir através de palavras por inteiro, sem falsidades. O resto, meus amigos, se torna consequência do seu ótimo trabalho.

O que os blogs que você vai indicar têm em comum?

São blogs que eu visito sempre, que preciso espiar pelo menos uma vez ao dia e deixar minha marca registrada!

Espero que tenham gostado! Agradeço as meninas que me indicaram ao meme!
Beijos di moça!

categoria1 category image

iPhoneography (Dezembro)

20 . dezembro . 2014

Olha quem está de volta no projeto iPhoneography! Yeah! Eu amo esse projeto fotográfico porque, além de o tema ser livre, as fotos são tiradas pelo meu iPhone (o que me dá muito mais liberdade, né?). Fiquei um tempão longe do projetinho mas agora estou de volta e espero que pra ficar de vez!
Vamos conferir algumas fotos de Dezembro?

1. Lucca e eu fizemos uma visitinha ao papai e resolvemos tirar uma foto para vermos o tamanho da melanciazinha. Nossa, como está passando rápido, né? Daqui a pouco o Lucca está entre nós! ♥

2. Foi com grande surpresa e amor que ganhei da minha mamis esse chaveiro todo afeto da Kipling. Essa é a Vera e o seu baby mas tem a minha cara, né? *-*

3. Cabelo curto é uma maravilha, ainda mais quando podemos mudar o visual de vários jeitos até ele crescer de vez! Decidi fazer uma franjinha e atrás ficou mais curtinho. Fiz até um post contando sobre minha decisão e inspirações, veja aqui óh.

4. Nhóin, vocês já conheciam o Toni? Nosso mais novo bebezinho, totalizando sete lhasas aqui em casa. Eita que somos loucos, né? Mais ou menos. Mas quando vimos essa coisinha “dididilinda” não teve jeito, é muito amor! ♥

5. Foto mais recente do Lucca na barriga da mamãe! São oito meses e um século, meu Deus, como esse finalzinho está me matando! Porém estou tentando segurar a peruca para não perder as estribeiras. É difícil mas eu vou conseguir!

6. Aqui em casa começamos a decoração de Natal mais cedo. Reconheço que não era fã de Natal porque muitas coisas ruins sempre aconteceram pertinho desta data festiva. Entretanto, com a vinda de um bebê na minha vida como é que eu vou continuar vendo as coisas ruins desta data? Não dá, né? Então bola pra frente e vamos encher o coraçãozinho de esperança, reflexão, paz e harmonia!

Conheça os outros blogs (lindos) participantes:

Uhm que delicinha compartilhar esse post de imagens que representam um tiquinho como foi e está sendo meu Dezembro! Desejo que o de vocês seja tão bom quanto o meu!
Compartilhe aqui nos comentários como está o seu Dezembro e quais suas expectativas para esse finalzinho de ano!
Beijos di moça!

@blogdimoca no Instagram!

:: Di Moça :: Colecionando sonhos! - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2015 - Design por Jeh Asato