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Um Mundo Brilhante :: T. Greenwood

19 . março . 2012

Este livro já não é novidade para muitos leitores, eu sei. Mas caso você ainda não tenha lido a resenha sobre ele, eu te convido para conhecer mais sobre o livro da autora T. Greenwood, “Um Mundo Brilhante”. Lançado pela editora Novo Conceito, você vai conhecer a vida de Ben Bailey e o mundo ao qual ele não pertence.

Um Mundo Brilhante (This glittering world)
Autora: T. Greenwood
Ano: 2012
Páginas: 336
Editora: Novo Conceito

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:

Ben Bailey é um professor-adjunto e barman (em meio período) na cidade de Flagstaff. Apesar de ser uma cidade pequena, Ben adora o inverno, a neve que preenche a cidade. Uma vida pacata, empregos razoáveis, um casamento seguro com Sara e tudo deveria estar como sempre foi. Mas em uma manhã, Ben encontra na frente de sua casa, envolto em neve, um garoto navajo jogado na calçada de sua casa. O pior é que esse garoto não é estranho, mesmo com os olhos roxos e a cara pálida por causa do frio. Envolvido nesse mistério, Ben já não quer ser apenas o cidadão que encontrou outro morto, mas o cara que descobriu quem foram os culpados por aquele crime. A irmã da vítima, Shadi, é mais um motivo de se conectar mais ainda à essa trama e Ben vai descobrir que o mundo no qual ele pertence pode não ser o que ele sempre imaginou ser.

Esperança. Ele sabe agora que a esperança é uma criança abortada, concebida, mas nunca realizada. É o sonho que terminar enquanto ainda estamos adormecidos. A oração que não recebe resposta. É simplesmente o cordão frágil ao qual um homem desesperado se agarra, mesmo quando ele se desenrola, desenrola e desenrola.”

Ben Bailey… Ah senhor Ben, quanta coisa passei com você durante a leitura de “Um Mundo Brilhante”…. É até difícil explicar um pouco sua história para os leitores e por quê dei três estrelas para ela, mas vamos lá!

Ben é o personagem principal deste livro. Formado em História, mora em Flagstaff (Arizona, EUA) com sua mulher Sara, enfermeira. Apesar de ser professor-adjunto (mal pago, diga-se de passagem), Ben também trabalha como barman no Jack’s por meio período. É people, todo mundo tem que correr atrás do seu. Ben é um homem de 30 anos que já passou por algumas situações tristes na vida. Por exemplo? A morte de sua irmã Dusty, aos 6 anos de idade. Uma tragédia que perdura na vida de Ben. Saudades, lembranças e até culpa. Por isso, a morte é uma companhia que Ben não aceita com agrado. Acho que qualquer um, né? E quando Ben se depara com um corpo estirado na calçada de sua casa, na neve, duro como uma pedra, a vida vai sofrer uma reviravolta, um baque. Não apenas porque ele acaba de encontrar o corpo de um adolescente – que, por sinal, é bem familiar – mas por estar envolvido em um assassinato. Quem poderia ter causado tamanha brutalidade com aquele rapaz? Será que ele estava bêbado antes de o matarem?. Aquele sentimento de “preciso ir mais a fundo nesse caso” começa a furmigar em Ben, até que ele conhece a irmã da vítima, Shadi. Uma garota muito bonita, artista, indígena, que também quer descobrir o que aconteceu com seu irmão – mas lá no fundo já sabe o motivo. Como já dizia a sociedade de Flagstaff: “Cuidado com as fraternidades estudantis”. Envolvido nessa trama, outros pormenores vão desenrolando na vida de Ben: o relacionamento com sua mulher, sua cidade, seu passado, seus sogros, a política e até seu “novo contato”. Será que Ben conhece tão bem esse mundo em que vive ou tudo não passa de um grande desfoque diante de seus olhos?

A autora T. Greenwood apresenta para nós cinco mundos (Mundo Vermelho, Mundo Azul, Mundo Amarelo, Mundo Preto e Branco e Mundo Brilhante) vividos pelo personagem Ben Bailey. Todos eles, sem exeção, irão nos tornar expectadores da vida do personagem. Contado em terceira pessoa (ou seja, o próprio Ben narra os fatos), iremos ter o foco, o ângulo, a luz, etc. de acordo com os olhos de Ben. E apesar de o livro ter o toque policial, investigativo, na minha opinião, o livro é mais introspectivo.

Durante a leitura iremos voltar ao passado de Ben, encontrar seu presente e até ir de encontro ao seu futuro. O primeiro plano da história, que seria a morte do garoto navajo, se torna um plano secundário. Muitas outras ações acabam tomando conta de muitos capítulos do livro. O relaciomanento de Ben com sua mulher, por exemplo. As dúvidas que irão tomando conta da mente de Ben, por causa de sua relação com Shadi – irmã do garoto. O passado de Ben e todos os seus sonhos que não foram conquistados. Enfim, outros fatores vão tomando conta das páginas e, de repente voltamos ao assunto principal: a morte do garoto.

Ao contrário do que parece, três estrelas para o livro é no bom sentido. Apesar de a autora ter ido e voltado nos temas abordados – como uma onda de mar – a “pegada” dela na narrativa foi sedutora. E, mesmo Ben apresentando seu ponto de vista sobre todos esses temas, eu o odiei pela forma que ele expôs tudo isso. Isso é bacana porque a gente não se prende ao personagem. A gente se prende às histórias desenvolvidas. Você vai odiá-lo ou amá-lo, não importa. O bacana é que a gente consegue diferenciar e até optar por um ponto de vista a partir daquele acontecimento – inevitável ou não. O personagem Ben, pra mim, foi egoísta, mesquinho, arrogante, interesseiro e acima de tudo um covarde, o tempo todo. E me fixei na personagem secundária, sua esposa Sara, para delinear minha própria conclusão.

Por ser um livro introspectivo, na minha humilde opinião, a gente tem essa flexibilidade para entender todo o enredo – e seus “enrredinhos” – da forma que quisermos. Mas o que deixou a desejar, de certa forma, foi o ponto principal ter se tornado secundário em vários capítulos do livro. Fora isso, super recomendado! ;)

Em breve, promoção do kit de “Um Mundo Brilhante”

Um beijo com carinho e até o próximo post!

T. Greenwood

T. Greenwood é autora de cinco romances. Três dos seus romances foram escolhas da BookSense76/IndieBound Ensina escrita criativa no Programa UCSD Extensão/ Ela e seu marido, Patrick, vivem em San Diego, Califórnia, com suas duas filhas. Ela também é um aspirante a fotógrafa.

Site da autora | Site da Novo Conceito


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• Temos 25 comentários nesta postagem" •

Bruna Mateus da Silva, disse: - 19-03-2012 (16:54)

Umas das próximas leituras Jé, mas já vi que ele tem umas falhinhas, mas vamos ver o que vou achar!!!

ótima resenha!!

Beeeijoss

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Bruna Mateus da Silva,

É flor, eu gostei do livro mas agora eu digo que não é uma prioridade sabe? Pelo menos pra mim… rs

Beijos!




Quequel, disse: - 19-03-2012 (18:23)

Amiga …
A historia parece interessante, e um pouco cansativa, mas mesmo assim fiquei curiosa com a historia!

Ah .. mereço sim, um kit né?!! rs
Bjinsssssss

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Quequel,

É flor, na verdade achei que a autora ficou indo e vindo em alguns assuntos do livro e no final ela quis fechar o zíper com tudo, sabe? Mas é uma história interessante, compensa ler mas não digo que é uma leitura priorizada….

Beijos!




cris dornelas, disse: - 19-03-2012 (18:29)

Eu gostei e não gostei desse livro. Achei bom, envolvente, e enquanto lia ficava querendo saber o que aconteceria a seguir, mas não gostei do final. Eu esperava que o coitado tivesse um final mais…. feliz, tadinho! Parece que ele passa o livro todo vivendo uma vida chata e querendo sair dela a todo custo e bem no final PLIM! Coitado…. É m bom livro mas não daqueles que você fica se remoendo depois que acaba de ler =/ eu sinceramente esperava um tiquinho mais, só um pouquinho a mais.

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@cris dornelas,

Ficou dividida né flor? Eu também fiquei, mas no final considerei um livro bom. Acho que a trama policial, que eu achei que seria o foco do livro, deixou a desejar. Eu já gostei do final em relação à vida de Ben e Sara, sabe? Coitado nada, Ben é um egoísta isso sim. O que planta, se colhe. Claro que Sara não tinha nada a ver com aquilo, ela que pagou o pato mas é a vida né? Estamos sempre “pagando” as consequências de erros alheios!
:x

A autora tem outros livros que parecem bem interessantes, veja lá na página dela quando puder! ;)

Beijos!




Danni, disse: - 19-03-2012 (18:46)

Eu não gostei muito do final do livro, Jeh =/ Foi decepcionante pra mim. Mas a autora escreve muuito bem *-* Adorei sua resenha!

Beijos :*

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Danni,

Oi Danni! Ah sério? Eu já gostei do final do livro… acho que a trama policial a autora deixou a desejar, mas a parte do relacionamento do casal eu gostei mais, tanto é que me foquei na esposa do Ben, Sara.
*-*

Beijos! ;*




Amanda Faustino, disse: - 19-03-2012 (19:34)

Nem estou mais tão animada com esse livro… Antes não estava tão animada, muito menos agora. Eu li muitas resenhas negativas e isso me deixou desanimada. Mas espero gostar do livro.
Esse Ben deve fazer cada coisa…

Beijos,
Mandi – Book and Cupcake.

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Amanda Faustino,

Hehehe, muitas resenhas “negativas”?? Não digo que o livro é ruim mas acho que a autora não priorizou um tema específico sabe? A gente tem um drama que se abre em outros dramas, todos voltados ao ponto de vista do protagonista… Mas é legal sim, não é uma leitura que eu priorizo mas dá pra dar uma chance!

Beijos!




Fábrica dos Convites, disse: - 20-03-2012 (05:57)

Eu gostei muito deste livro, tudo bem que os protagonistas não são do tipo de conquistam corações.
Bjs, Rose.

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Fábrica dos Convites,

Pois é! Eu acabei me focando na esposa do protagonista, Sara. Os conceitos de Ben sobre a vida me irritavam!

Beijos! ;*




Jonathan Henrique, disse: - 20-03-2012 (12:59)

Ah, Jeh! Que saudades de comentar aqui!!! Tô até com vergonha… hihihi! Aconteceu tanta coisa desde a última vez que deixei um comentário aqui… Mas eu continuei visitando o Meine Liege, viu?
Eu já tive a oportunidade de ler Um Mundo Brilhante e posso dizer que valeu a pena o tempo que passei “saboreando-o”. Mesmo sendo um livro introspectivo, achei que a autora deixou algumas falhas na história…
A relação de Bem com a falecida irmã me pareceu desnecessária, pois pra mim não cumpriu seu papel. E o enredo policial também deixou a desejar.
No geral, é uma leitura agradável, que nos faz refletir. Também dei 3 estrelas!

Beijos!
@Jonathan__HGF

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Jonathan Henrique,

Oi Jonathan!!! Heehe sumiu hein??? Poxa, não tem problema, sei que às vezes a gente fica tão atarefado que não dá tempo de fazer muita coisa. Mas fico feliz que se lembre do Meine Liege viu, muito obrigada!!

Olha que bacana, uma opinião diferente sobre o livro! *-*
Eu já demorei um pouquinho mais pra terminar o livro mas foi bom, em um modo geral..

Acho que a autora colocou a morte de Dusty no livro para, mais na frente, Ben lidar com a morte de novo, do seu filho e ter aquele choque pra tomar atitudes, porque até então ele era um tremendo idiota, né? Rs…

Beijos!




Ana Ferreira, disse: - 20-03-2012 (18:47)

Depois de tantas resenhas que li desse livro, não estou mais tão empolgada para conhecer sua história. O que mais vi foi blogueiro dizer que o Ben é detestável e egoísta e, querendo ou não, quando não gostamos do protagonista, a história não vai pra frente…

Feliz dia do blogueiro!
Beijo,
Ana – Na Parede do Quarto

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Ana Ferreira,

Pois é flor, ele é bem egoísta, por isso que eu me foquei mais para o lado da sua mulher, Sara. Mas ainda assim vale a pena ler, talvez não seja uma prioridade, mas o livro coloca várias questões a serem pensadas…!

Beijos!




Fernanda Rocha, disse: - 20-03-2012 (22:28)

Este livro me conquistou pela capa, mas to percebendo que a opinião dele não ser tãoo bom é quase geral. Veremos o que eu vou achar quando ler, antes dele pretendo ler outro.

Bjinhos

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Fernanda Rocha

Oi flor!
Então, o livro também tinha me conquistado pela capa e na minha cabeça era algo mais sobrenatural do que drama, sabe? Mas é bom…

Beijos!




Jayane, disse: - 20-03-2012 (23:25)

Caramba ganhei esse kit numa promoção,mas eu tenho que pagar para mandar o livro e tipo to sem dinheiro nenhum e para manda achei o preço muito salgado,não sei se to mais interessada no livro assim, sinceramente acho que vou desistir do premio já li algumas resenhas e não vale tão apena assim o livro.

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Jayane,

Hheehehe oi flor!! Ai que bacana! Como assim você tem que pagar pra mandar o livro? O que você ganhou?? Eita!
Olha, o livro é bom mas não é aquela coisa maravilhosa como EU imaginei… Esperava uma história mais pro sobrenatural do que o drama!

Beijos!




Jayane, disse: - 23-03-2012 (22:55)

Jeh Asato,

eu ganhei o kit de desse livro e tipo também não entendi direito esse negocio de pagar,por isso acho que vou desistir do premio,se fosse pelo menos barato para mandar tudo bem,mas achei bem carinho o preço da praticamente comprar outro livro.

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@Jayane,

Realmente muito estranho flor! Não entrou em contato para saber mais sobre isso? Vai que você não precisa pagar pelo kit… poxa, que ruim né?? Aqui no blog vai ter promoção com outros dois blogs e um dos kits vai ser Um mundo brilhante, se quiser participar… ;)

Beijos!




May, disse: - 25-03-2012 (13:52)

Jeh, o livro é narrado em 3ª pessoa sim, mas justamente por isso, não é ele que narra. O narrador é conhecido como onisciente, ele não está presente na história, mas tem total conhecimento dos fatos e dos sentimentos dos personagens.

Terminei esse livro ontem/hoje de madrugada, e semana que vem sai resenha lá no blog, aqui vai a minha humilde opinião:

A autora fez uma crítica muito forte – e bem feita – à sociedade nesse livro. Não se pode amar Ben Beiley, mas confesso que não consegui me apegar à Sara. Para ela, tudo se resolvia com a ajuda dos pais, e essa dependência e falta de amor às vezes que ela tinha em Ben me irritava. Por outro lado, Ben era muito covarde e chegou ao final do livro sem conseguir – na minha opinião – tomar uma atitude certa sequer, sendo vencido por seu sogro, com atitudes que foram colocadas acima de seus princípios, e princípios esses que Ben julgava serem inabaláveis.

A corrupção é o tema mais forte no livro, e ele nos mostra como nos vendemos por tão pouco. Como tomamos atitudes ridículas e impensadas quando há dinheiro no meio, e como temos o poder de mudar nossas vidas, e não mudamos por covardia, por medo do que virá a seguir. Um livro muito reflexivo, e por isso muita gente não gostou. Eu gostei, apesar de tudo que há de negativo no livro. E acho, realmente, que foi isso que me fez gostar tanto desse livro, o fato de me fazer pensar muito nas atitudes do Ser Humano. Mas essa é só a minha opinião.

Beijinhos,
May ;*

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

@May,

Oi flor! Pois é, mesmo assim eu não achei que a autora conseguiu prender a atenção do livro na questao da corrupção na sociedade com a morte de Ricky. Acho que ela usou isso como pano de fundo, tanto é que só no final que surge Martin Bello, quebrando a “dúvida” do assassinato. Deixou a desejar. O livro foi mais reflexivo mesmo, mas pra mim não foi na questão da sociedade mas na vida do personagem e seus relacionamentos: como trabalhador, marido, amante, professor, pessoa…

Beijos!




May, disse: - 25-03-2012 (13:54)

Ah, e eu acabei me focando mais em Shadi. E como Ben conseguiu – não por mal – ser tão egoísta, trazendo tanta tragédia em sua vida.


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