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E se fosse verdade :: Marc Levy

17 . outubro . 2013

Quando eu soube da publicação deste livro – com a primeira edição lançada em 1999 – fiquei curiosa demais porque já tinha assistido ao filme e tinha me apaixonado. Afinal de contas, quem não gosta de um belo conto de magia nos tempos modernos com uma quantidade razoável de humor, aflição e esperança? Marc Levy nos trouxe uma história cheinha de reflexões, humor discreto e mensagens nas entrelinhas. Particularmente eu amei esse livro! Confira um pouco mais sobre essa história que vai além da razão humana.

E se fosse verdade (Et si c’était vrai)
Autor: Marc Levy
Páginas: 232
Editora: Suma de Letras

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

E se Fosse Verdade… é uma história repleta de romantismo e bom humor, ingredientes que cativaram Steven Spielberg, fazendo-o adquirir, por US$ 2 milhões, os direitos do livro para o cinema. Marc Levy viu seu romance de estreia se tornar um grande sucesso de bilheteria.
A história se passa em São Francisco, em julho de 1996. A jovem e bela Lauren, estudante de medicina, sofre um acidente de carro, entra em coma e vai parar no mesmo hospital onde trabalha. Apesar de seu estado, Lauren consegue, espiritualmente, voltar para o seu antigo apartamento. Lá, encontra Arthur, o arquiteto que é o novo morador do imóvel e a descobre no armário do banheiro ao ir tomar banho. Ele é a única pessoa que consegue vê-la, ouvi-la e senti-la.
Inicialmente se recusando a acreditar na história de Lauren, Arthur só fica convencido de toda a verdade quando vai até o hospital e a encontra desacordada. A partir daí, ele vai fazer o impossível para ajudá-la a voltar ao seu estado natural.

Créditos: Skoob

“E como deve saber, todos os sonhos têm seu preço!”

Verão de 1996

Em São Francisco, Lauren Kline leva sua vida como residente de medicina no Hospital San Francisco Memorial. E todos os dias daquele verão seriam iguais se não fosse pelo acidente de carro às 6h45 da manhã. Pela gravidade da situação, a emergência do hospital considerou a vítima como “morta”, mas se não fosse pela insistência do doutor Philip Stern – colega de trabalho de Lauren – a mulher não teria sobrevivido. Porém, ficar em coma não é o melhor resultado do mundo.

Inverno de 1996

Arthur acaba de se mudar da Califórnia para São Francisco a fim de aliviar as memórias do seu passado. No apartamento alugado há dez dias atrás, Arthur jamais imaginou que conheceria uma mulher tão diferente, surreal. Enquanto ouvia Peggy Lee e tomava banho na sua banheira relaxante, Arthur ouve um barulho estranho, de estalar os dedos acompanhando a música. Prestando atenção, parecia que o estalar dos dedos vinha do armário. Intrigado, ele saiu da água e andou sem fazer barulho até lá, para ouvir melhor. Arthur se concentrou, tomou fôlego e abriu bruscamente as duas portas. Arregalou os olhos e deu um passo atrás. Entre os dois cabides e de olhos fechados, uma mulher, aparentemente embalada pelo ritmo da música, estalava o polegar e o indicador, cantarolando.

“- O que eu vou contar não é fácil de ouvir, pois é meio inverossímil, mas se puder escutar minha história, se puder confiar em mim, talvez acabe acreditando e seria muito importante, pois, mesmo sem saber, é a única pessoa no mundo com quem posso dividir esse segredo.”

Seja por destino ou coincidência, Arthur mora no apartamento de Lauren e apenas este consegue vê-la, ouvi-la e até senti-la. O fantasma de Lauren está perturbando a vida de Arthur, talvez tornando-o um louco, afinal de contas, se você desse de cara, à meia-noite, com um sujeito escondido no armário do banheiro, meio agitado, tentando explicar que é uma espécie de fantasma, em coma, o que acharia e qual seria a sua reação imediata?
Lauren só tem Arthur para para ajudá-la e, nesses seis meses em coma, ninguém conseguia vê-la. E precisa realmente da ajuda do arquiteto porque sua mãe está prestes a assinar os documentos permitindo a eutanásia. Ou seja, se Arthur não interferir no processo alegando que Lauren está viva e – seu espírito está perambulando por São Francisco – talvez haja uma saída.

Certo, acho que todo mundo já assistiu o filme com o mesmo nome (E se fosse verdade) protagonizado por Reese Whiterspoon e Mark Ruffalo, certo? E, partindo do assunto principal, ambos não são tão diferentes entre si, apenas os detalhes (que no livro são riquíssimos) se diferem um do outro.
A narrativa em terceira pessoa aproxima o leitor da vida de todos os personagens. Neste caso, você ter uma ideia completa dos acontecimentos na vida de Arthur, Lauren e até do sócio de Arthur, Paul, deixa a leitura mais fluida porque o autor é bem detalhista.
Eu sempre pensei que Marc Levy era um “grandalhão- muito-sério” e que seus livros eram bem monótonos. Ainda bem que ele me mostrou o contrário, com momentos e falas bem irônicas a ponto de me fazer gargalhar. Ao conversar com a personagem, Arthur é visto como um maluco aos olhos de outras pessoas porque, aparentemente, ele está falando… sozinho. Ri demais com as confusões e trapalhadas que ele passa por causa desse detalhe. O seu sócio, Paul, chega a acreditar que Arthur está em depressão por estresse ou totalmente louco. Paul é um personagem muito engraçado, com pequenas participações, mas que deixa a leitura mais engraçada.
Os personagens vão encarar muitas aventuras, desenterrar o passado e clarear o presente tão turvo na vida deles. Arthur e Lauren irão, juntos, descobrir que o tempo cura todas as feridas.

“- Pode ser invisível para os outros, não para mim.”

Uma característica que achei interessante é o uso de algumas palavras que eu usava muito quando menor. Alguém já falou “energúmeno”? Eu falava demais e, durante a leitura, achei divertido e estranho ao mesmo tempo encontrá-la na tradução. A partir de agora a palavra voltou para o meu vocabulário! *-*
Ainda sobre vocabulário, o autor me pegou de surpresa com algumas palavras que eu nunca tinha lido e/ou ouvido. Isso me motivou a ir em frente, pegar o dicionário (mentira, foi no Google mesmo) e descobrir um pouco mais sobre cada uma delas.
Além das cenas cômicas, o autor nos impacta com momentos de reflexão mas sem ser chacota. Um ótimo livro para anotar quotes e torná-los seus preferidos. Uma passagem, em especial, me tocou muito e até compartilhei no post Quote da Semana.

“Você vai passar por muitos medos. Lute contra eles, sem substituí-los por hesitações que se prolongam. Pense, decida e aja! Não tenha dúvidas, a incapacidade de assumir as próprias escolhas cria muitas dificuldades na vida.

Faça o mundo se mover, é o seu mundo!”

“Sua vida está à sua frente, você é o único a poder dispor dela. Seja digno de tudo aquilo que amei.”

Marc Levy soube pesar os elementos da história e nos oferecer um romance ora leve e sensível ora complexo e impactante. Leitura recomendada! Se você já leu o livro ou pretende lê-lo, compartilhe sua opinião conosco aqui nos comentários!
Beijos di moça!

Marc Levy


Marc Levy é o autor de língua francesa mais lido em todo o mundo: os seus livros contam já com cerca de 20 milhões de exemplares vendidos em mais de 41 idiomas. Nasceu em Boulogne Bilancourt, em 1961. Aos 18 anos, juntou-se à Cruz Vermelha Francesa, instituição com a qual colaborou durante seis anos. Mais tarde, veio a dedicar-se ao design de interiores, fundando outra firma em Paris. Aos 37 anos, Marc Levy escreveu o seu primeiro romance. E Se Fosse Verdade… começou por ser uma história destinada ao homem que o seu filho viria a ser. Encorajado pela irmã, enviou o manuscrito a uma editora, que aceitou publicá-lo. O sucesso fez-se sentir imediatamente e, desde então, os seus romances são presença constante nas listas de best-sellers. Marc Levy tem-se dedicado inteiramente à escrita e dois dos seus romances foram já adaptados com grande sucesso ao cinema.

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• Temos 12 comentários nesta postagem" •

Lucy, disse: - 17-10-2013 (15:27)

Oi, Jeh! Faz mto tempo que eu quero ler esse livro, justamente por causa do filme! Eu fiquei sabendo das diferenças e li algumas resenhas negativas… Mas gostei da sua e me incentivou a adquirir o livro! rsrs Vou dar uma chance a ele.
Bjos bjos!


Paula Fonseca, disse: - 17-10-2013 (15:38)

Jeeeh, eu já vi o filme e estou louca para ler o livro. Ainda mais agora depois dessa resenha maravilhosa e super positiva me deixou com mais vontade ainda de ler. aiai *-* Beijos.


Lauro Moura, disse: - 17-10-2013 (16:20)

Oiie Jeh, passei a conhecer seu blog tem pouco tempo, mas já estou adorando. Muito Divo *–*. Não sabia que o lindo filme E se fosse verdade, era a adaptação deste livro maravilhoso, ameii sua resenha e o livro já esta na minha lista de desejados *—*


camila lacerda, disse: - 17-10-2013 (17:27)

Jeh, nunca tinha visto esse livro! E amei demais a história *-*
Um dia tomara que eu possa comprá-lo ;D


Vivi Blood, disse: - 17-10-2013 (18:02)

Na minha estante tenho somente um livro do autor e ainda não o li. Vi o filme sim, amei demais e depois de sua resenha com certeza vou ler o livro. Adoro esse tipo de romance, aliás, qualquer tipo de romance me fisga. Beijão!


Barbara Sá, disse: - 17-10-2013 (18:26)

Estou louca por esse livro.
Quando foi lançado não o associei ao filme, mas agora fiquei mais curiosa ainda, já que adoro o filme (acho que vou assistir novamente)!
Jeh, você tem o dom da resenha. Adoro quando você as escreve, me deixa sempre com vontade de ler o livro citado.
As fotos estão lindas, um dia eu aprendo!

Beijocas,
http://www.segredosentreamigas.com.br


David Andrade, disse: - 18-10-2013 (06:05)

Sempre achei esse livro muito fofo :3 Quero ler! Jeh, adoro suas imagens. São tão criativas. Adorei essas luzinhas :D


Nessa, disse: - 18-10-2013 (08:45)

Oi Jeh!

Eu já assisti ao filme, mas ainda não li o livro. Tenho uma certa curiosidade.
Adoreii as fotos.

Beijos*


Quequel, disse: - 18-10-2013 (14:53)

Eeeeeeeeeeeee !!
Eu amo essa historia no cinema ou no livro!
Estou lendo um desse mesmo autor nesse momento e já li tb: Tudo aquilo que nao foi dito!

Bjins


Inara (@lerdormircomer), disse: - 18-10-2013 (19:17)

O.o E eu que já passei várias vezes por esse livro e nunca tinha associado ao filme? Agora lendo a sua resenha… A história é tão linda! Lembro de ter amado e me emocionado muito com o filme!

Com certeza, quero ler! E os quotes que você colocou são lindos também, Jeh! Adoreei!

Beijos,
Inara


Lilly DiCine, disse: - 20-10-2013 (15:42)

Oi, Jeh!!!

Esperei até hoje para comentar porque você lançou a resenha no dia que eu comprei o livro… *-* Então, eu também me apaixonei completamente. Achei a capa linda e a história… *-* sem palavras… linda demais! Você ri e se emociona o tempo inteiro. A leitura é gostosa e rápida. Eu também achava que o Levy tinha uma cara sisuda…rs
Amei a sua resenha! Também marquei meu livro todo…rs

Beeeeeeeeeeeeeeijo

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Aah Lilly imagina, o importante é que você veio aqui deixar sua opinião, muito obrigada viu! \o/
Eu amei o livro, mais do que o filme e você?? Tenho outros livros do Marc pra ler e espero gostar tanto (ou mais) quanto!
Beijos!




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