categoria2 category image

Almanova (#1) :: Jodi Meadows

17 . dezembro . 2014

Quando recebi o catálogo da editora Valentina fiquei impressionada com tantos títulos bacanas e com a variedade de gêneros que quase não soube escolher o primeiro livro para resenhar no Di Moça.
Depois de ler várias resenhas e recomendações, optei por Almanova, primeiro livro da trilogia Incarnate de Judi Meadows. Trago para vocês um pouquinho sobre a distopia e o que achei da leitura, confiram abaixo!

Almanova #1 (Incarnate #1)
Autora: Jodi Meadows
Ano: 2014
Páginas: 286
Editora: Valentina

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Almanova Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhões de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu… e ninguém sabe por quê. SEM-ALMA A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre… HEART Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto — de Ana os deixarão viver essa paixão em paz? Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos?

Créditos: Skoob

A cada geração, as almas renascem em corpos novos e desconhecidos. Como um ciclo de reciclagem. Em Range as pessoas contavam histórias sobre o que haviam feito nas três vidas passadas. Nas dez vidas passadas. Nas vinte vidas passadas. Batalhas contra dragões e a invenção da primeira pistola a laser, por exemplo.
Ana não renasceu.
Aos cinco anos ela percebeu como isso a tornava diferente. Todos os outros se recordavam de uma centena de vidas antes desta. Ela, ao contrário, é uma sem-alma, como sua mãe Li costumava lembrá-la a todo instante. Esta não deveria ser a sua vida mas de alguém que todos conheciam havia cinco mil anos.

“- Você sempre terá a opção de decidir por si mesma quem você é e o que se tornará.”

Ana deveria ter ido embora antes do seu quindec (décimo quinto aniversário) que, para as pessoas normais, assinalava a maturidade física. Agora, aos 18 anos, ela decide partir em busca de uma resposta. Sem dúvida, ela não era um erro, um grande oops. Perguntas como de onde veio e por que nasceu tomando o lugar de outra pessoa precisam ser respondidas.
Para obter as respostas que procura, Ana fará uma viagem até Heart, pedirá ao Conselho para passar um tempo na grande biblioteca. Deveria haver uma razão para que, após cinco mil anos de reencarnação das mesmas almas, ela tivesse nascido.

“O passado é doloroso demais quando você se lembra de como as vidas terminam.”

Todavia, durante sua jornada, Ana conhece Sam (Dossam), um garoto de 18 anos mas com a alma reencarnada há várias gerações. Tal relacionamento, que surgiu em situações de risco durante a viagem, irá ajudá-la a compreender melhor o mundo das almas reencarnadas. Além de ser um guia para chegar até a cidade, Sam irá desvendar mitos e conceitos sobre a vida que Ana não possui. Muitas aventuras os esperam até a chegada em Heart e, juntos, estarão propícios a criar um laço de afeto que Ana desconhecia.

“- Acho que você vai descobrir que as coisas simples costumam ser as mais desafiadoras. Tudo aparece nelas. Tudo tem importância.”

Em Heart, Ana tem a oportunidade de conhecer o Conselho e constata que ser uma almanova (ou sem-alma) pode ser audacioso em uma sociedade com milhões de almas reencarnadas. Quero dizer, cada uma delas faz a sua parte para garantir o aperfeiçoamento da sociedade. Cada uma tem dons ou habilidades necessários, como facilidade com os números ou com as palavras, imaginação para inventar coisas, capacidade para liderar ou simplesmente o desejo de cuidar do gado e plantar para que ninguém passasse fome. Ana não conquistara nada e estava na hora de aprender as habilidades que os outros já dominavam havia milhares de anos.
Quem estaria disposto a assumir essa função?

“- Não vou perder meu tempo ficando zangada com coisas que não posso controlar. Se tenho apenas uma vida, tenho que aproveitar ao máximo.”

O Conselho decide, por fim, que Sam ficará como professor de Ana. Relatórios com o progresso dela serão recebidos e analisados pelo Conselho todos os meses. E, desde que ela obedeça a um toque de recolher e se sujeite a aulas e testes, ela poderá ficar e pesquisar o que for preciso para descobrir seu objetivo no mundo.
Era (quase) tudo o que Ana almejava com essa viagem, mas de certa forma era tudo assustador agora que estava ali. As pessoas de Heart conheciam uns aos outros, e podiam mais ou menos predizer o que todos fariam em determinadas situações. Mas ela era algo novo. Desconhecido. Ficara escondida durante dezoito anos, e eles não tinham tido tempo de pensar nela, mas agora voltara cheia de ideias e opiniões próprias. O que faria?
Com um determinado tempo em suas mãos, Ana terá que desenvolver habilidades, conceitos e tentar se encaixar em um mundo que nunca pertenceu. Tal realidade tão desconhecida irá lhe proporcionar aventuras com seres exóticos como sílfides, dragões, centauros, grifos e Janan (um grande ser que criou todos eles e lhes deu a alma e vida eterna). Será que Ana terá sucesso em sua expedição?

“- Se eu soubesse que não havia muito tempo de sobra, faria as coisas com mais rapidez. Ver mais lugares, terminar todos os meus projetos. Não ia perder tempo sonhando acordado ou começando coisas novas.”

De início achei que estava embarcando em uma aventura chata e maçante. Apesar de eu ter lido a sinopse antes de começar a leitura, os primeiros capítulos de Almanova me deixaram entediada e um pouco muito confusa, afinal de contas, distopias tendem a ter muitas revelações logo no começo sem grandes explicações – sendo estas disponíveis ao longo dos capítulos.
Mas logo após as cinquenta primeiras páginas me encontrei em um mundo muito curioso em que uma personagem se destaca de todas as outras pessoas por ser exatamente como nós. Digo, ela é uma almanova, uma pessoa que nunca reencarnou e que nasceu por algum motivo desconhecido. Tal situação a leva a sair de casa em busca de respostas, afinal de contas, não deve ser o cenário mais agradável ser diferente (de forma curiosa) dos outros personagens.

Ao mesmo tempo que achei interessante a mistura de seres mitológicos (centauros, dragões, sílfides) em uma época bem tecnológica (com veículos aéros e armas a laser) fiquei um pouco confusa para me identificar em que período exatamente estaríamos ambientados. Talvez por eu pensar demais ou ser muito detalhista, isso me deixava incomodada mas nada que atrapalhasse o fluir da leitura.

Ana é uma personagem totalmente perdida quanto às suas atitudes e pensamentos. Claro, vivendo com Li por dezoito anos, sempre rebaixando a menina em posição de sem-alma, é compreensível o fato de ela ser muito negativa, dramática e lamentar suas experiências nos primeiros capítulos. Somente quando ela conhece Sam e este passa a mostrar um outro perfil de uma almanova que ela começa a moldar sua identidade.

A narrativa em primeira pessoa funcionou muito bem nesta distopia. Os relatos de Ana nos mantém privados de conhecer o cenário completo, só permitindo que tudo fosse revelado ao decorrer de suas próprias experiências. Às vezes, quando um livro nos joga toda a verdade de uma vez só, fica mais cansativo e enfadonho virar as páginas.

Ainda que eu não acredite em reencarnação e vidas passadas, achei interessante a ideia de Jodi Meadows em transformar tal conceito em algo comum e aceitável. A gente consegue se inserir nas mesmas experiências e descobertas de Ana (uma almanova) e pensar como seria viver em uma situação como a dela.

Como primeiro livro da trilogia Incarnate percebi que a autora nos oferece muitas explicações e poucas aventuras intensas (dessas que seguram o nosso fôlego e só nos permite respirar melhor quando os personagens terminam aquele momento crucial). Acredito, porém, que o segundo volume da série nos oferecerá muitas batalhas e acontecimentos triviais que deixarão a leitura mais vibrante. Por isso quero muito que a Valentina lance o Almanegra!

Quem já leu o primeiro livro desta trilogia? Que tal compartilhar com a gente sua opinião? Ela é super bem vinda e com certeza motivará outros leitores a tirarem suas próprias opiniões!
Agradeço a editora por me proporcionar um bom momento com Ana e os personagens principais, bem como a oportunidade de explorar um outro mundo!
Beijos di moça!

Jodi Meadows

Jodi Meadows se mostra uma alquimista quando mescla fantasia e paixão eterna com muito suspense nessa fantástica história sobre a eternidade. Vive e trabalha na Virginia, EUA, com o marido, um gato e uma quantidade alarmante de ferrets. Viciada confessa em livros, sempre quis ser escritora, pelo menos desde que desistiu de ser astronauta. Visite www.jodimeadows.com e conheça mais sobre o fantástico sucesso dessa jovem e promissora autora.


Site da autora | Site Valentina


• Hey! Deixe um comentário aqui •

• Temos 4 comentários nesta postagem" •

Angélica, disse: - 18-12-2014 (00:17)

Ai, Jeh, essa é você fazendo minha lista de livros aumentarem, estou doida para terminar a monografia e faculdade logo para mergulhar nas leituras. rsrs
Amei a resenha, não conhecia esse livro e fiquei com vontade de ler, sem contar que essa capa é linda, muito linda! Arrasou nas fotos!! <3
Beijos

http://www.rabiscando.org

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Aaah como é bom saber disso, é uma delícia quando instigamos a vontade de ler um livro resenhado, hihihih!
Espero que goste da leitura e não esqueça de compartilhar o que achou!
<3




Beatriz Cavalcante, disse: - 18-12-2014 (22:38)

Oi Jeh!

Eu nunca li nada da Valentina mas estou doida para ler algum livro. Tipo proibido, que está todo mundo falando bem e eu to com uma super vontade de ler.

Sobre almanova: nunca tive muita vontade de ler e não sabia que era uma distopia. Apesar de eu ter gostado muito de jogos vorazes e de querer ler outros livros do gênero, acho que não ia gostar tanto de almanova. Essa coisa de alma e de reencarnação pra mim é tão complexo que talvez eu ficasse um pouco perdida. :P

Mas achei legal saber do que se tratava, já que eu nunca tinha visto nenhuma resenha. :3

Beijos!

Jeh Asato Jeh Asato, respondeu:

Oi Bia!
Pois é, Proibido tem uma capa bem instigante mas parece erótico, será? Não sou fã desse tipo de leitura apesar de ainda não ter lido algum.
Eu achei que almanova era distopia mas foi dito que é uma fantasia. Achei meio confuso esse detalhe porque os outros blogs resenharam como distopia. Enfim, eu quero ler Almanegra pra matar a curiosidade, rs. Eu não acredito em reencarnação, vidas passadas, etc mas deu pra curtir a história!

Beijão!




@blogdimoca no Instagram!

Di Moça :: Colecionando sonhos e palavras! - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2015 - Ilustração por Juliana Rabelo