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À espreita de mim mesma

22 . junho . 2015

Acordo às 7 horas da manhã, o Pantanal à minha espera. As paisagens verdes me rodeiam, araras piam e dançam no ar, sempre com o seu ninho para voltar. Com o seu par à espera. O casal de namorados que vai à escola juntos, os professores que correm para estacionar o carro e começar o dia. Todos correm. Esperam. Expectativas em relação à manhã, ao dia, à semana.
Sempre esperando emoções, realizações, sonhos que possam virar realidade de alguma forma. Uma tentativa de viver livre de tais limitações é limitar-se a ser, a jogar-se à vida. Decepcionar-se faz parte do impulso imaginativo de viver.
Enfim tomo coragem para encarar a manhã. O sol bate na janela e o vento uiva ao meu ouvido. Me sinto impulsionada a dormir mais, os ruídos me remontam a filmes de terror. Vontade de ficar embaixo das cobertas. Sem acabar. Um processo eterno de rememoração de quem eu posso ser.
Levantei da cama, olhei para o espelho. Cabelo emaranhado, olheiras. Me senti pesada, não queria. Fui tomar banho, e me rendi ao vento. Parecia que estava em uma cachoeira, uma enxurrada de emoções e alívios. Uma entoada de sentimentos de felicidade. Me vesti, fui dar bom dia à vida.
Tomei um café, isqueiro, banco de mármore Tudo estava no seu lugar. Mas eu ainda não conseguia me posicionar de forma confortável. Estranha dentro de mim mesma. Sem me encaixar no entorno, me coloquei diante da sacada. Olhei os animais brincando, percorrendo as margens do rio. Percebi onde realmente estava.
As águas da maré me levaram para um outro lugar mais bonito, mais perto de mim mesma e das minhas inquietações. Sorri. As araras juntas me inspiraram a andar. Caminhei e muito. Céu rosado, acalmando minha mente para seguir. O dia começou e eu estava pronta para agir, amar, me doar ao mundo e a mim mesma.



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