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The 100 – Os Escolhidos :: Kass Morgan

31 . dezembro . 2014

Eu não poderia passar a última quarta-feira de 2014 sem uma resenha para marcar esse fim, não é mesmo? E para concluir o ano tive a oportunidade de me aventurar em The 100 – Os escolhidos de Kass Morgan, livro que me surpreendeu e compartilho logo abaixo. Vem comigo!

The 100 – Os Escolhidos (The 100 – Book 1)
Autora: Kass Morgan
Ano: 2014
Páginas: 288
Editora: Galera Record

* Livro enviado pela editora como cortesia.

Sinopse:

Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles… ou uma missão suicida.

Créditos: Skoob

Há três séculos atrás uma guerra nucelar e biológica ameaçou destruir a Terra, tornando o espaço a única opção para aqueles suficientemente afortunados para sobreviver os primeiros estágios do Cataclismo. Vivendo em uma enorme nave espacial, a Colônia, uma missão perigosa e importante está prestes a ser desenvolvida. O centro de detenções está sendo esvaziado hoje. Uma centena de criminosos sortudos vai ter a chance de fazer história. 100 deles vão para a Terra. Se tiverem sucesso, suas infrações serão perdoadas e serão capazes de começar novas vidas na Terra.

Clarke Griffin tinha sido Confinada por traição, mas a verdade era muito pior do que qualquer um poderia imaginar. Mesmo se, por algum milagre, ela fosse perdoada em seu rejulgamento, não haveria um verdadeiro indulto. De acordo com a lei da Colônia, adultos eram executados imediatamente após a condenação e menores eram confinados até completarem 18 anos, quando recebiam uma última chance de se defenderem. Clarke estava prestes a completar 18 anos e é uma das escolhidas a fazer uma visita à Terra.

Assim que Wells, filho do Chanceler Jaha, tinha descoberto que Clarke estaria entre os cem enviados à Terra, ele tivera que fazer algo para se juntar a eles. E, como o filho do Chanceler, apenas a mais pública das infrações o levaria ao confinamento. Para o Chanceler, nada poderia justificar atear fogo na Árvore do Éden, a muda que tinha sido trazida a Phoenix logo antes do Êxodo. No entanto, para Wells, aquilo não tinha sido uma escolha

Para Bellamy deixar que sua irmãzinha Octavia partisse nessa expedição sozinha era o mesmo que abandonar suas promessas e permitir que O fosse à execução. Agora ela estava recebendo uma segunda chance na vida e ele fazia questão de que ela aproveitasse. Ele iria à Terra com sua irmã e fará qualquer coisa para ser membro dessa expedição, nem que para isso precise ameaçar o Chanceler.

Glass Sorenson, ao contrário de seus colegas de Confinamento, precisa aproveitar o rebuliço causado por Bellamy e escapar dessa expedição para encontrar seu grande amor, Luke, e explicar de uma vez por todas o motivo de seu Confinamento.

Assim que os cem condenados são enviados à Terra muitas aventuras e desventuras estarão esperando por eles. Destinados à provar de que o ambiente é receptivo para começarem a recolonização, Clarke, Wells e Bellamy enfrentarão o desconhecido planeta Terra e terão que sobreviver com o que lhes foram proposto. Apesar da liberdade, será seguro estar entre 100 condenados à execução? Os cem podiam ser os primeiros humanos a chegar no planeta em três séculos, mas eles não estavam sozinhos. Alguns nunca tinham ido embora.
Não muito diferente, Glass terá que enfrentar seu passado, seu presente e até mesmo seu futuro na Colônia e os motivos que levaram o Conselho a despachar os condenados à Terra.

Preciso dizer que eu gostei muito da proposta de Kass Morgan em Os Escolhidos, primeiro livro da série. Para quem não curte enredos que se desenrolam no espaço (essa sou eu), fiquei maravilhada com o desenvolvimento e estrutura do mesmo. Narrado em terceira pessoa, cada capítulo é focado em um personagem principal (Clarke, Wells, Bellamy e Glass) de forma que, em um determinado momento, as histórias se cruzam espontaneamente. Outra característica que Kass usou foi voltar no tempo e discorrer sobre o passado de cada personagem, nos deixando a par dos acontecimentos anteriores ao presente. Esse recurso presente-passado foi muito bem sinalizado e nos permite conhecer a vida dos personagens antes de serem confinados para execução.

Nos primeiros capítulos do livro acreditei que todos os outros seriam focados na sobrevivência dos personagens na Terra mas, graças à Glass que fica na Colônia, a mistura de Terra e espaço tornou a leitura mais fluente.
Os meus capítulos preferidos, com certeza, foram os da Glass (apesar de, no começo, ela aparentar ser frágil demais) e de Bellamy (que achei ser mulher mas é um homem), mais audacioso e irônico.

Enquanto a leitura se desdobrava eu ficava mais alerta e impressionada com as conexões feitas por Kass, nos dando um gostinho de “quero o próximo livro para hoje!”. O final foi bem intencionado, nos deixando curiosos para a continuação das histórias, tanto na Terra quanto no próprio espaço.

Fico muito satisfeita com minha última leitura e resenha de 2014 e tenho o prazer de lhes recomendar a leitura para todos que gostam de uma história bem desenvolvida com personagens e cenários envolventes com gostinho de “preciso do próximo livro!”

Alguém aí já leu Os Escolhidos? Vale lembrar que há uma série homônima baseada no livro e fiquei super interessada em assistir. Pelo trailer é perceptível mudanças nas informações mas dá para encontrar semelhanças.

Espero que tenham gostado e deixem nos comentários o que vocês acharam do livro ou da série, ou se vocês ficaram interessados nos mesmos!
Beijos di moça!

Stephanie Perkins

Kass Morgan é uma escritota de fição Young Adult e autora da série The 100, livro que inspirou a série homônima. Morgan nasceu em Nova York e mora no Brooklyn. Estudou literatura no Brown e Oxford e uma fã de fição científica e romances vitorianos.


Twitter da autora | Site da Galera Record
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A imersão

29 . dezembro . 2014

Ao olhar para os lados vejo sombras que me acordam. Tais vislumbres de lembranças que me fazem pensar em como estou aqui e como vou lidar com tudo isso. Ando, ando e paro na praia. Aquela visão peruana me faz me sentir livre. Livre de todas as amarras sociais e obrigatórias. Que me privam de pensar com liberdade, com amor. Real à vida e a mim. Penso que talvez mais pra frente consiga ver algo mais concreto para se dedicar. Algo mais profundo para amar. Coloco minha canga na praia e admiro os pássaros voando, livres. Livres. As admiro, suas asas lhe possibilitam estar além do céu, do ar. Deixo o sol entrar em mim como quem recarrega as energias no coração do mundo. Coração que me habita e me alimenta. A sensação de queimar a pele me deixa mais viva.
Começo a andar em direção à água, me vejo menor ou maior? As águas possuem meus pés e perco controle deles. É como se não pudesse mais me guiar, a maré trata de me levar para onde devo ir. O sal rasga minha pele, mostra meu interior, exposto ao sol e aos ruídos das ondas. Os pássaros se agitam e é como se tudo não tivesse mais em seu ritmo natural. Porém mais calmo, mais em sintonia. Parece que desenhavamos danças no ar, jogos de vento, rodopios constantes. Sintonia com a natureza. Momentos epifanicos que me fazem maior, sempre maior. Me inundo de mim mesma e já não me acho mais. Água e eu somos um só, natureza, céu e mar, coração e ódio. Somos uma junção de luz e amor, uma paz que me levaria além, para outro mundo, para dentro de mim.

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Revivendo 2014

26 . dezembro . 2014

É extremamente curioso como um ano (365 dias, beibe) podem definir e projetar o seu futuro de forma assustadoramente excitante.
Pois antes do mês de Maio eu tinha certeza de que 2014 seria mais um ano repulsivo e sem expectativas (eu me sentia assim dos pés à cabeça).
Um papel com um baita positivo em negrito mudou toda a minha vida e a partir daí meus dias foram quase todos focados na transformação da minha vida. Ai meu Deus, eu seria mãe em nove meses, como sobreviver a isso? Mas acreditem, eu estou sobrevivendo! E apesar de estar grávida ter sido a revelação mais importante do meu ano outros acontecimentos também marcaram o meu ano e modelaram, de alguma forma, o meu futuro. Acontecimentos bons e ruins, claro, mas hoje quero reviver alguns acontecimentos maravilhosos que mexeram comigo e me revelaram a mulher forte e capaz que sou! Em 2013 também fiz uma retrospectiva (leia aqui) e hoje vejo o quanto caminhei para chegar até aqui.
Listei abaixo alguns fatos que me marcaram mas não estão em ordem cronológica (já é muito eu lembrá-los vividamente, mas lembrar da ordem é exigir demais de mim, rs).

♥ Mais tatuagens

Como sempre me disseram e eu custei a acreditar: depois que você faz sua primeira tatuagem é impossível não querer mais!
Esse ano tive a oportunidade de rabiscar mais três tatuagens no corpitcho e não vejo a hora de fazer mais! O Adham é bem conhecido e prestigiado em Campo Grande, então resolvi conferir na pele o trabalho dele. De forma atenciosa, simpática e gentil ele me tirou todas as dúvidas e até conversamos a respeito da mínha síndrome do pânico (se poderia interferir de algum modo durante o processo).
No dia tudo correu super bem, conversamos sobre diversos assuntos e o Adham é um ótimo profissional. Espero fazer os próximos desenhos com ele e compartilhar com vocês aqui. Aliás, tem post aqui sobre todo o processo e as artes feitas no corpo.

♥ Viagem para Gramado

Meu Deus, só de escrever a palavra Gramado já sinto um apertinho no coração por querer voltar mais vezes! Foram quatro dias de férias que me fizeram me apaixonar pela cidade. Até quis morar para aqueles lados e, quem sabe quando o Lucca estiver maiorzinho, eu realmente não me mude? Uma cidade encantadoramente turística do jeitinho que eu admiro.
Fui com minha mamãe e aproveitamos um pacote pela agência de turismo Vento Sul. Conhecemos vários pontos turísticos como as lojas de Chocolates (que existem aos montes), DreamLand (Museu de Cera e Harley Davidson), Mundo À Vapor, Mini Mundo, Maria Fumaça, Cidade Nova Petrópolis e Snowland (esse arrasou, finalmente pude sentir como era neve).
Há meses atrás fiz um vídeo “diário de viagem” mas não publiquei porque fiquei com vergonha da qualidade e edição do vídeo. Mas pensando bem acho que devo mandar essa vergonha à merda, o que acham? Então compartilho o vídeo com vocês e espero que gostem!

♥ Um ano de Guilherme

Há um ano e onze meses atrás a notícia de que meu irmão seria papai e eu seria titia nos pegou totalmente de surpresa. Não sei por quê mas me ver novamente como tia (já tenho dois sobrinhos de um outro irmão mais velho) me emocionou e me deixou atônita. Será que meu jeito depressivo intereferia algo ou esse bebê estava prestes a mudar minha vida? Dito e feito, crianças são bençãos que vêem ao mundo para alegrar nossos corações e é isso que o Guigui tem feito até hoje. Lamento por não passar mais tempo com ele e ser a tia divertida e brincalhona que eu gostaria de ser mas acredito que, com a chegada do Lucca, nossos laços se estreitarão! Até noite do pijama vai rolar aqui e ai da mamãe do Gui não deixar!
Em Janeiro o Guigui completou um aninho de vida e comemoramos com muita alegria e diversão! Esse dia não pôde passar desapercebido do blog e fiz um post com várias fotinhos dele, vejam aqui! É incrível como nesse tempo ele cresceu tanto. OMG, os dias estão voando e nem ao menos deixam um aviso para a gente se preparar, né? O nosso bebê está quase para completar dois aninhos e é tão esperto, educado e fofo que oro à Deus para que ele seja sempre abençoado!

♥ Evento “Romances de Época Arqueiro” em Campo Grande (MS)

Esse ano tive o prazer em ser convidada pela editora Arqueiro para mediar o evento Romances de Época aqui em Campo Grande (MS). Apesar de eu amar leitura ainda não conhecia os títulos lançados nesse gênero embarquei nessa experiência com unhas e dentes! O evento foi realizado na livraria Le Parole e, infelizmente, choveu muito no dia, atrapalhando os participantes e leitores a prestigiarem o evento. Mesmo assim os que foram me deixaram hiper contente e conversamos muito sobre livros. A editora também enviou alguns mimos para os leitores e no final deu tudo certo. Espero ter outras oportunidades de mediar eventos em Campo Grande!

♥ Um ano Di Moça

No dia 10 de Abril de 2014 comemoramos um ano de blog Di Moça e nem acreditei que passou tão rápido! Não tivemos a maior comemoração de todas e não pude oferecer os melhores sorteios para os leitores mas o carinho que recebi foi revigorante e positivo, o que me deu ânimo para continuar o trabalho aqui no blog!
Se você não conhece a história do Di Moça, é só entrar neste post e aproveitar a leitura!
Também aproveitamos a coluna “Instagram da Semana” para que os leitores compartilhassem através de fotos e imagens o afeto pelo blog. O resultado foi lindo, veja aqui.

♥ Do mundo virtual para a minha realidade

Já estava me acostumando com a ideia de que conheceria os leitores, blogueiros e amigos virtuais apenas em datas e eventos específicos, como a Bienal do Livro. Mas este ano tive o prazer em receber duas lindas aqui em Campo Grande.
A Laudiane é minha amiga fotógrafa super profissional e maravilinda que conheci por causa do blog. Depois de um não longo tempo ela veio fazer um trabalho fotográfico na minha cidade e é claro que eu fui conhecê-la. Ou melhor, ela veio até mim, rs. Quase saiu um ensaio meu mas a vergonha foi maior e quem sabe na próxima, né Lau? Uma mulher incrível que me surpreendeu por ser muito mais do que realmente mostra na Internet! Uma vencedora, guerreira, amiga, mãe e fotógrafa!

A Angélica do blog Rabiscando veio para MS por passagem por causa do Paraguai (ótimo lugar para fazer compras, genteee!). Foi tudo bem rápido e eu só soube da parada dela aqui no mesmo dia, quando ela me ligou enquanto eu saía do trabalho. Nos encontramos no Shopping Campo Grande e tive a oportunidade de conhecer o seu marido também. De quebra levei o Jonathan, pai do Lucca, para socializar e foi um momento incrível! Conversamos sobre aleatoriedades mas os rapazes que dominaram os assuntos na mesa.
Adorei saber que a Angel é carinhosa e afetuosa exatamente como é nos seus vídeos. Impossível se decepcionar com tamanha gentileza e bondade.

♥ Madrinha de casamento

Jamais imaginei, em toda a minha vida, que algum dia poderia ser chamada de madrinha de casamento. Mas este ano tive o privilégio de ser madrinha de uma das melhores pessoas que eu já tive o prazer de conhecer e de chamar de amiga: Vanessa!
Nos conhecemos na faculdade mas só fomos estreitar laços no terceiro ano. Éramos em sete meninas que eu adorava chamar de Jessy & as Gatinhas! Quando terminamos o curso quase morri porque a maioria mora em outra cidade e isso significava (aparentemente) que nosso contato seria menor. Graças a Deus me enganei e, sim, é difícil manter contato como antes mas o carinho que temos uma pela outra é forte o bastante para nos unir em um casamento!
A comemoração foi incrível, em Tangará da Serra (MT) no Salto das Nuvens, com direito a tudo o que você imaginar! Eu confesso que quando vi a noiva caminhando em direção ao noivo fiquei com vontade de casar também. Mas aí na parte da comida eu me esqueci disso e me empaturrei! *-*
O Lucca fez a festa enquanto eu comia e o deliciava com os melhores pratos e sobremesas, uhrul!
OBS: Gente, eu consegui ficar bonita pra valer pelo menos uma vez na vida!

♥ Novos bebezinhos na família

Não bastavam cinco lhasas mas tivemos que adotar mais dois bebezinhos. Somos os loucos dos lhasas e acho que todos os vizinhos ficam loucos com tantos latidos, mas o amor é assim mesmo e, bah, conformem-se. Primeiro adotamos a Mia para ser amiguinha do Lucca (nhóin, vai ser tão lindo vê-lo puxando o rabo dela pra cima e pra baixo) e mais recente o Toni que é puro amor e dengo. Sério, é impossível brigar com ele porque toda vez que ele faz arte, se joga no chão e pede carinho. Agora são sete bebezinhos e, como diz minha mãe, onde cabem sete cabem dezessete! *-*

♥ Um ano no mercado de trabalho

Estive cinco anos afastada do mundo por causa da síndrome do pânico e somente ano passado (Agosto, para ser precisa) consegui me inserir no mercado de trabalho. Achei que esse dia jamais chegaria mas graças ao tratamento psiquiátrico (oi, dr. Adriano!), a paciência-linda da minha família e a fé em Deus esse dia chegou! Sou professora de inglês em uma escola de idiomas (na qual já estudava antes então foi mais fácil entrar como funcionária) e esse ano completei um ano lá! Fiquei super feliz com essa conquista e torço para alcançar muitos outros. Nesse tempo conheci pessoas incríveis e outras nem tanto mas o importante foi estreitar laços fora do ambiente de trabalho.

♥ Nova fase do blog Di Moça

Depois que descobri sobre a gravidez entrei em estado de choque, eu acho. O que sei é que precisava de um tempo só no meu mundo real porque era ele quem iria mudar. Enquanto isso o blog Di Moça ficou em hiatus até eu decidir o que fazer e como lidar com essa nova fase (ou seja, fiquei off por um longo tempo). Mas como o blog sempre foi minha terapia, comecei a sentir falta das postagens e de vocês (nhóin) e essa ausência começou a me correr. Decidi então que o blog precisava de uma nova carinha para representar essa minha nova perspectiva de vida.
Com o trabalho lindo da Juliana Rabelo, Suelen Lima e Cor Seletiva chegamos neste resultado que você acompanha agora! Tudo foi feito com muito amor e você pode conhecer mais sobre as mudanças neste post.

♥ Caixa Postal do blog

Ain, nem acredito que finalmente o Di Moça tem uma Caixa Postal exclusivinha para ele! Demorei muito tempo para criar uma porque, aqui na minha cidade, tinha algumas restrições que me impediam de criar uma. Mas depois de ter sido instigada pela Jess Vieira fui atrás de mais informações sobre esse serviço nos Correios. neste post conto um pouco para vocês como foi todo o processo e como você pode criar a sua!

♥ Parcerias com editoras

Ah não tem como esquecer de agradecer pelas parcerias que o blog manteve mesmo desatualizado. Claro que perdi algumas mas também conquistei outra (oi, Valentina!) e para minha surpresa todas que continuaram com o blog foram atenciosos, pacientes e solícitos ao saberem da gravidez. É verdade que daqui para frente é tudo incerto mas estou com os dedinhos cruzados (meus e do Lucca) para continuar parceira delas. Algumas estão com o Di Moça desde o começo e sou muito grata pela confiança. Um brinde à nossa parceria! \o/

Tenho ou não tenho motivos de sobra para agradecer este 2014 que veio agitar minha vida por completo? Claro que sim! E tenho certeza de que 2015 será muito melhor, afinal de contas, já no comecinho do ano terei meu Lucca nos braços e uma nova etapa se iniciará.
E vocês, conseguem listar os acontecimentos mais gratificantes no ano de vocês? Então compartilhe aqui com a gente para, juntos, ficarmos felizes com tantas bençãos sobre nós!
Um beijo di moça e até ano que vem!

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Uma chance para o Natal

25 . dezembro . 2014

Eu não tinha certeza se seria uma boa ideia fazer um post no dia do Natal, apesar de parecer inapropriado e falta de atenção com vocês se eu não fizesse. Vejam bem, não é que eu seja uma Christmas hater ou rebelde-sem-causa mas tenho alguns motivos para ver o Natal sob uma ótica mais deprimente.

Não que os desastres tenham acontecido apenas nesta data. Que nada, problemas e tristezas surgem nos dias úteis, 24 horas, sem descanso. Mas algumas situações mais fortes me pegaram de surpresa em vários Natais da minha vida. Juntando tais acontecimentos com as musiquinhas melancólicas que tocam, parece que tudo tem um peso mais melancólico.

Por exemplo, em algum momento da minha infância me contaram, às vesperas de Natal, que meu pai não era meu pai biológico. Consigo sentir o choque desnecessário até hoje. Digo, por que acabar com a minha ideia de família sem necessidade alguma? Depressão natalina número 1.

Não me lembro a ordem mas chegou um momento que meus pais se separaram e meus avós paternos faleceram, um ano seguido do outro. Não foi perto do Natal mas mencionei isso porque comemorávamos o Natal na casa deles. Era como se eles fossem a base das reuniões, dos amigos secretos, da comida típica e, às vezes, da falsidade à meia noite. Depressão natalina 2.

Mais uns anos se passaram e meu namorado – que hoje é pai do Lucca – foi embora da cidade sem se despedir com o objetivo de tratar seus demônios pessoais. Duas vezes. Foram os piores Natais da minha vida. Depressões natalinas 3 e 4.

Não posso me esquecer de que meu avô materno também faleceu pertinho do Natal, desolando a vida da minha mãe e criando um caos na família dela. Logo, na minha vida também. Depressão natalina 5.

Desde então eu gerei em meu coração a ideia de que o Natal não deveria ser comemorado porque seria como um culto a todos esses acontecimentos, do tipo “Ei, hoje faz tantos anos que aconteceu isso, isso e isso”. Aqui em casa já não tínhamos motivo para montar árvores e comprar piscas (nunca tivemos mas eu sempre quis fazer parte dessas famílias que se reúnem para montar árvores de Natal com um sorriso no rosto). Também não fazíamos ceias de Natal e a comida partilhada é a mesma de um final de semana, salvo uma fruta ou um prato típicos. Não esperamos o relógio soar meia noite para nos abraçarmos e desejar Feliz Natal uns aos outros (às vinte e duas horas da véspera eu já estou na cama dormindo ou chorando).
Por mais que eu tente, sempre coloquei em meu coração que o Natal jamais seria uma data realmente comemorativa para mim.

Mas aí, para a minha surpresa, Deus me deu um presente preciosíssimo: o Lucca. E me parece que agora comemorar o Natal faz sentido, não por mim mas por outra pessoa, entendem? Meu bebê ainda não nasceu mas já comemora o seu primeiro Natal dentro da minha barriga. Como eu poderia negar a uma criança que nem nasceu o direito de ter um Natal otimista? É muito egoísmo da minha parte me deitar na cama às dez da noite e chorar feito criança ao relembrar de tantas coisas ruins ao som de musiquinhas depressivas. Se antes eu não tinha ânimo nenhum para ver o Natal como um brinde à Jesus, agora tenho muito a lhe agradecer.

Este ano montei a minha mini-árvore (versão rosa) com piscas de bolinha e a enfeitei pensando no momento em que o Lucca estará ali do meu lado, me ajudando e rindo de tantos enfeites fofos. Esse ano sou agradecida pelos presentes que recebemos com tanto carinho. Fiz planos e sonhei com um próximo Natal em que uma criancinha linda estará à espera do Papai Noel e seus presentes naquela sacolona vermelha. Jonathan vai ter que se empenhar para ganhar uns quilinhos a mais, rs.
E talvez seja errado depositar minhas esperanças em uma criança mas é o jeito que eu vejo e aceito o Natal daqui para a frente.

Por isso, quero dizer a você que já passou por tantas tristezas no Natal, sempre há alguma coisa ou alguém que pode transformar a sua vida, por completo. Às vezes quando menos se espera, e torço para que você abrace essa oportunidade; não deixe o sentimento de vazio natalino tomar conta de você.
Para você que nunca se sentiu confortável ou esperançoso com essa data e que acha tolice montar árvores, dar presentes ou participar de ceias: ninguém vai te fazer mudar de opinião se isso te deixa confortável. Mas se você também queria enxergar e participar de um Natal como ele aparenta ser (harmonioso, apetitoso e cheio de luzes) tente fazer a mudança você mesmo. Afinal de contas, já temos 364 dias à mercê de tantas coisas ruins, por que permitir que o Natal seja mais um se podemos tentar algo inusitado?

Assim, termino este post com um sorriso no coração e com a esperança de que o Natal seja lindo para todos nós. Que cada um possa aproveitá-lo merecidamente e que haja significado no seu dia. Aproveite para fazer aquilo que o ano inteiro não te permitiu e esqueça, pelo menos por um dia, todo o mal que já assolou a sua alma e o seu coração.

É com muito carinho e com uma dacinha de rena-fofa que me despeço de vocês!
Beijos di moça com floquinhos de neve!

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