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Quote da Semana

17 . março . 2014

“Minha teoria é simples. Meu sentir é exagerado. Me jogo, me lasco, me entrego, me esfolo inteira. Melhor do que viver pela metade. Amar pela metade. Acreditar pela metade. Pra tombo há remédio, há refazer. Pra sonho desperdiçado, não.”

— Yohana Sanfer.

Força para continuar, força para continuar! #mantra
Beijos di moça!

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Instagram da Semana (Mulheres)

11 . março . 2014

Em homenagem às mulheres, o Instagram da Semana é dedicado a todas as mulheres da vida dos nossos leitores (que participaram da brincadeira, claro).
Quero agradecer as fotos que vocês marcaram com tanto carinho, tenho certeza de que as mulheres nas fotos ficaram nas nuvens! *-*

Tema: Mulheres

Ui, quanta mulher bonita! Devo confessar que só tem gente bonita e criativa no Instagram do blog!
Falando em blog, vocês sabiam que dia 20/03 é comemorado o Dia do blogueiro? Pois é, fico super feliz por saber que resolveram tirar um dia exclusivo para homenagear esse hobby/profissão que eu amo tanto!
Para aproveitar o clima, que tal homenagear seu blogueiro(a) favorito(a)? Poste uma foto com ele(a) ou suas fotos (caso você seja blogueiro/a) fazendo o que há de melhor: blogando! Use a sua criatividade!
Nunca usei tanto a mesma palavra em uma frase só o.O

Como participar:

• Ter um perfil no Instagram;
• A sua conta não pode ser privada porque, caso contrário, eu não conseguirei visualizar suas fotos;
• Postar uma foto de acordo com o tema proposto;
• Acrescentar a hashtag #blogueirodimoca na legenda da foto;
Não é obrigatório seguir o perfil do blog, mas seja bem vindo se você desejar fazê-lo;
• Você pode postar quantas fotos quiser mas serão escolhidas as mais criativas;
• As fotos com este tema serão postadas na próxima segunda-feira.

A partir da semana que vem, os participantes do Instagram da Semana (mês de Fevereiro) estarão concorrendo uma caneca em formato de lente fotográfica bem criativa! #dedoscruzados!
Beijos di moça!

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Quote da Semana: Mulheres Maravilhas!

10 . março . 2014

Continuando a semana especial em homenagem às mulheres, os quotes de hoje são reflexões para todos, inclusive os homens, sobre as mulheres de suas vidas. Porque, meu querido, as mulheres não morrem.

“Mulheres vão em frente e voltam, mulheres prosseguem e retornam, dois passos pra frente e um passo pra trás, cautela e coragem. As virtudes e os pecados sempre dentro da bolsa, inseparáveis, nada se perde. Eis a visão pessoal, passional e parcial deste diretor puro-sangue, que é exagerado, mas instigante: os homens passam e as mulheres não morrem.”
– Martha Medeiros

“na maioria das vezes
as mulheres são muito
quentes elas me lembram
torrada com a manteiga
derretida
nela.”
— Charles Bukowski

“Uma mulher que diz o que pensa, oque sente eoque pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.
Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.”
– Martha Medeiros

“Eu nunca conheci uma mulher que não fosse forte.”
– Diane von Furstenberg

“The beauty of a woman is not in the clothes she wears, the figure that she carries, or the way she combs her hair. The beauty of a woman is seen in her eyes, because that is the doorway to her heart, the place where love resides. True beauty in a woman is reflected in her soul. It’s the caring that she lovingly gives, the passion that she shows & the beauty of a woman only grows with passing years.”
— Audrey Hepburn

Todos os dias é o dia de uma mulher: uma mãe, uma filha, uma amiga, a namorada e a esposa. Nós somos complicadas, enjoadas, perfeccionistas e até controladoras. Porém fortes, batalhadoras e sensíveis.
Deus, obrigada pelo privilégio de ser mulher!
Beijos di moça!

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A garota que você deixou para trás :: Jojo Moyes

09 . março . 2014

Quando eu recebi o exemplar do livro da Jojo Moyes, recém publicado no Brasil pela Intrínseca, eu não esperava nada menos que o melhor. Afinal de contas, quem já leu A Última Carta de Amor e Como Eu Era Antes de Você sabe exatamente à intensidade da expectativa por uma história romântica, dramática e impressionante a qual me refiro.
Confiram, de forma sucinta mas com muito impacto a história de A Garota que Você Deixou para Trás.

A garota que você deixou para trás (The Girl You Left Behind)
Autora: Jojo Moyes
Ano: 2014
Páginas: 384
Editora: Intrínseca

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:

Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Créditos: Skoob

“- Às vezes… a gente demora um pouco a captar a verdadeira essência de uma pessoa.”

St. Péronne não é a mesma cidadezinha que Sophie Lèfevre cresceu e viveu antes da morte de seus pais. Em Outubro de 1916, ar estava frio com a chegada do inverno e estivera entre as primeiras cidades a cair nas mãos dos alemães, no outono de 1914. A rotina das irmãs Bessette mudara drasticamente desde que seus pais faleceram e tinham seus maridos no front, mantendo o hotel Le Coq Rouge aceso com alguns vizinhos, cidadãos franceses em busca de aconchego no pouco que ainda possuíam (e não foram tomados como posse dos alemães). Não eram as únicas a assumir trabalhos masculinos: as lojas, as fazendas vizinhas e a escola eram quase totalmente dirigidas por mulheres; auxiliadas por velhos e meninos.
Os alemães estão em maior número na pequena St. Péronne, oprimindo os barquinhos de esperança em um mar de incertezas, privações e medo. As autoridades alemãs julgavam uma dieta de rações cada vez menores de carne e farinha, e pão feito com um farelo de trigo tão pobre que não o usariam nem para alimentar os poucos animais.
A chegada do Her Kommandant, pela primeira vez ao Le Coq Rouge, se deu ao fato de boatos chegaram aos ouvidos do próprio de que a família Bessette escondia animais clandestinos. Her Kommandant era um homem mais magro, barba escanhoada, impassível, diferente do Herr Becker, antigo comandante que perscrutava e perseguia os moradores franceses. Mesmo no escuro, Sophie enxergava a inteligência, não ignorância bruta, no rosto rosto do Kommandant, e ficou com medo. Medo quando percebeu que, Her Kommandant ergueu a lâmpada, e uma tênue luz dourada iluminou precariamente o quadro: um retrato que Édouard Lefèvre pintara quando se casaram. Lá estava ela, a própria Sophie, naquele primeiro ano, com o cabelo cheio e lustroso em volta dos ombros, a pele clara e viçosa, e um olhar seguro de quem é amada.
Os animais clandestinos deixaram de ser a maior preocupação.

“Um dia desses, ele vai entrar em casa, e você vai jogar os braços em volta dele, e o cheiro a sensação do abraço dele a envolvendo pela cintura serão tão familiares para você quanto o seu próprio corpo.”

Por ordem do Herr Kommandant, os oficiais alemães se instalaram no hotel Le Coq Rouge, aproveitando jantares fartos e deliciosos enquanto as irmãs Sophie e Hélène sobreviviam com o cheiro e a imaginação forte sobre alimentos. Ter que assar frangos, encher a cozinha com os aromas de alho e tomate, de torta de maçã, parecia uma forma de tortura. Mas a tortura foi chegando aos pouquinhos, como sempre costumam vir: os poucos vizinhos franceses as considerando colaboracionistas de alemães, as notícias trágicas das cidades vizinhas totalmente devastadas e a notícia de que Lefèvre estava entre os cinco homens que foram levados para um campo de prisioneiros em Ardennes mês passado.

“Saiba, minha querida, que marco cada dia, agradecendo a Deus pelo fato de cada um significar que seguramente devo estar vinte e quatro horas mais perto de voltar para você.”

Olivia Halston – conhecida durante o livro todo como Liv – é uma mulher que vive melhor seguindo uma rotina. Todos os dias úteis, ela acorda às sete e meia da manhã, veste sua roupa esportiva, pega o iPod e, sem parar para pensar, desce, com a visão ainda turva, pelo elevador barulhento, e sai para correr por meia hora à beira do rio Tâmisa. Londres já não é a mesma cidade convidativa que fora quando David Halston a preenchia com sua exuberância, inteligência e inovação. Aos trinta anos, Liv é uma mulher cansada e solitária. Na verdade, a única coisa que a deixa consolada neste mundo é o quadro que David comprou para ela em sua lua-de-mel, em Barcelona. A garota que você deixou para trás, na verdade, é o objeto favorito de Liv no mundo inteiro. Hoje – Outubro de 2006 – faz quatro anos que seu marido morreu. Ele morreu. Muita gente não conseguia nem mencionar a palavra quando ele morreu, e agora ficam lhe dizendo que devia seguir em frente. Não tem ideia de como seguir em frente. Está devendo a Deus e todo mundo. E foi a um bar gay hoje porque não podia encarar a solidão em casa.
Contando tudo isso ao primeiro estranho que conhece no bar gay, até que não parece tão ruim assim.

“Passaram-se anos até ela conseguir ver a felicidade dos outros sem lamentar a perda da sua.”

Paul McCafferty trabalha para uma organização chamada Programa de Restituição de Propriedade, criada para devolver obras de arte àqueles que sofreram perdas em decorrência de saques ou da venda forçada de objetos pessoais em tempos de guerra. A certa altura, em meados dos anos 1990, a recuperação de obras de arte roubadas virara um grande negócio. E, agora, a empresa TARP devolveu mais de duzentas e quarenta obras de arte a proprietários, ou descendentes de proprietários, que haviam julgado talvez nunca mais tornar a vê-las. Com a missão em mãos de retomar o quadro A garota que você deixou para trás, saqueada na Primeira Guerra Mundial, Paul não acredita no azar e na maldita hora em que conheceu e se apaixonou por Liv Halston, a proprietária atual do quadro.

“(…) a questão crucial da fé é que ela precisa ser testada.”

Okay, basicamente – mas de forma bem mais complexa do que eu imaginava expor – a história gira em torno de uma viúva que está aprendendo a dar os primeiros passos após a perda do seu marido, solitária em uma casa feita de vidro pelo inovador arquiteto David Halston, e proprietária do quadro A garota que você deixou para trás, pintado por Edóuard Lefèvre. O mesmo quadro que tivemos conhecimento na Primeira Parte do livro, em St. Péronne, 1916, em posse de Sophie Lefèvre.

“Às vezes a vida é uma série de obstáculos, uma questão de colocar um pé na frente do outro. Às vezes, de repente ela se dá conta, é simplesmente uma questão de fé cega.”

Jojo Moyes construiu um enredo plenamente envolvente nos primeiros capítulos que compõem a Parte Um do livro. Ambientado na França e narrado em primeira pessoa por Sophie Lefèvre (sobrenome de solteira, Bessette), é impossível não conceber Sophie em nossa mente como uma pessoa real, viva, intensa e que não faz parte apenas de uma história ficcional criada por uma autora excelente. Do começo ao fim, Sophie me arrancou da morbidez que meu coração se encontrava em busca de uma esperança e fé irrefutável que só é possível encontrar naqueles que estão prestes a perder alguém que se ama.
Quando adentrei a Parte Dois do livro, narrado em terceira pessoa pela própria Jojo, senti que estava mergulhando em águas diferentes, quase desanimadoras com o desenrolar lento do processo jurídico do quadro. O romance quase não é palpável e intenso como na Parte Um mas eu sabia que, a qualquer momento, Jojo iria me surpreender. Eu simplesmente sabia.

“(…) acho que um dia vai aparecer uma série de quadros de origem desconhecida, lindos e estranhos, de cores inesperadas e ricas. Representarão uma mulher ruiva à sombra de uma palmeira, ou talvez olhando para um sol amarelo, o rosto um pouquinho mais velho, aquele cabelo com uns toques grisalhos, mas o sorriso aberto e os olhos cheios de amor.”

A história foi desenrolando-se, agora com uma mistura visível de trechos narrados por Sophie e o presente conturbado vivido por Liv, e nada de eu me sentir atraída por tais personagens. Queria voltar ao começo do livro e reler por veze sem fim a narrativa de Sophie e as palavras que ela escolheu para contar sua história desafiadora. Mas, no finalzinho do último minuto do segundo tempo, Jojo virou o jogo.

Enquanto a procura pelos fatos reais sobre a origem do quadro, a jornada do mesmo até cair nas mãos de Liv começaram a me deixar maluca de curiosidade. Pequenos trechos de diários e momentos vividos pelos personagens franceses foram se destacando nesta segunda parte e meu coração não conseguia se aquietar, até que chegou aquele momento significativo que Jojo mudou a minha vida e, eu sabia, a história estava completa. Perfeita.

A garota que você deixou para trás não é um livro que permite ser agradável a todos, considere isso um fato. Se, por acaso, você se pegar distraído(a) ou desanimado(a) durante a leitura, por favor, continue e chegue até o fim. Não pare. Você é leitor e fã de Jojo Moyes e sabe exatamente a capacidade que a autora tem de te levar às estrelas com lágrimas nos olhos com o amor sempre dramático, sofrido mas intenso dos personagens. Quando me dei conta, estava atrás de lenços para secar os olhos, ao mesmo tempo triste e satisfeita com a vida de Sophie e Liv – duas mulheres vivendo em épocas distintas mas tremendamente semelhantes.

Se, por acaso, você ainda não leu os livros anteriores de Jojo Moyes, deixe-me comparar este livro com “A última carta de amor”: personagens mais experientes, com uma bagagem de vida muito forte, dramática e cheia de pesares. Agora que li os três livros lançados no Brasil, eu prefiro recomendar “Como eu era antes de você” para os leitores primeira viagem com Jojo Moyes. O livro é tão maravilhosamente intenso quanto os outros mas os personagens são mais jovens e a narrativa é menos rebuscada.

Na minha opinião, Jojo Moyes continua sendo uma das melhores escritoras de romance dramático (posso chamar assim?) que eu li até hoje. E eu fico tremendamente feliz com a surpresa que ela me fez ao chegar nas últimas páginas com um sorriso no rosto e a marca das lágrimas sobre a minha face.

Se você ainda não leu os livros da autora, fique à vontade para conhecer os outros títulos da autora lançados pela Intrínseca e resenhados aqui no Di Moça! E, não importa qual seja a sua conduta como leitor, torço para que “A garota que você deixou para trás” lhe traga o conforto e a convicção de que a fé e a esperança são os maiores triunfos na vida de qualquer ser humano, em qualquer situação.
Beijos di moça!

Jojo Moyes

Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres, no Reino Unido. Estudou jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Sheltering Rain, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro.


Site da autora | Blog da Intrínseca
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