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As Joias de Manhattan :: Carmen Reid

21 . janeiro . 2013

Eu me impressiono com a capacidade que alguns escritores tem em me surpreender no decorrer da leitura. Quando menos esperamos, um acontecimento, uma fala ou um personagem pode nos cativar e tornar a leitura, antes desanimadora, em adrenalina e sorrisos.
Um livro pode mudar o jogo quando menos esperamos…

As Joias de Manhattan (The Jewels Of Manhattan)
Autora: Carmen Reid
Páginas: 350
Editora: Bertrand

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:

Como todos os planos malucos, este foi planejado em um guardanapo de papel. 1. Roubar joias fabulosas 2. Vender as joias por milhões 3. Viver feliz para sempre Era um plano brilhante e parecia tão simples… depois de ter tomado vários coquetéis. Não era tão simples assim… se nunca roubou nada antes e se namora um policial. As três irmãs Jewel, Amber, Sapphire e Em, foram para Nova Iorque em busca da vida perfeita. Mas precisam roubar seu sonho? Ou vão conseguir resistir à tentação? Um conto romântico, maravilhoso e cintilante para quem já sonhou em ter uma vida mais brilhante

Crédito: Skoob

“O que quero saber é: quanto dinheiro você acha que uma garota precisa?”

Três irmãs com personalidade totalmente diferente mas um desejo em comum: realizar seus sonhos em Manhattan. Todo mundo vai para Nova York por uma razão. Para encontrar o sucesso, para encontrar o amor, para encontrar uma vida mais excitante do que a oferecida pela cidade natal.
Amber Jewel, uma menina-mulher de 24 anos que saiu de Bluff Dale, Parker County, Texas em busca de uma vida melhor. Dividindo um apêzinho com as duas irmãs, Amber trabalha no banco Dedalous há sete meses para ajudar sua mãe com o orçamento e a hipoteca da fazenda (no Texas). O que a moça não esperava era a rasteira que Nova York lhe daria.

Amber e sua irmã, Sapphire Jewel, encantadas com a vitrine da Bijoux Rox, entram na loja de joias hipnotizadas com a decoração natalina. Ah, quantas peças brilhantes e preciosas…. Essa vida de glamour deve ser fantástica mas com o salário que ganham não dá nem para sonhar com essa vida. Quase nove horas da noite, a loja está perto de fechar quando dois motoqueiros invadem a loja e roubam as joias. Oh meu Deus, que horror! Em menos de um ano as experiências das garotas não têm sido tão promissoras como achavam mas um assalto é traumatizante! Já não basta o relacionamento fracassado que Sapphire enfrentou, agora isso. Três milhões de dólares foram levados em joias e o que resta é o medo desta cidade grande.

Agora, Amber e Sapphire são duas testemunhas-chave para o detetive Jack Desmoine, 30 anos, branco, alto e musculoso (Amber não deixou de reparar, ui). Será tão fácil roubar uma loja de joias como os motoqueiros demonstraram? Oh não, Amber não pode pensar nisso. Sua irmã sofreu grandes traumas e o assalto é demais para elas.

Enquanto isso, Sapphire volta ao seu trabalho da maneira que pode. Na casa de leilões Aubrey Wilson & Sons a garota trabalha há mais de cinco meses no escritório de Catagolação Um. Ah, quantas joias passam por aquele escritório, quanta preciosidade em uma única peça. Além de valerem milhões de dólares. Incrível. Junto com Fergus, ambos fazem um trabalho incrível e estão aptos a trabalharem no próximo leilão na Wilson & Sons: as joias reais da duquesa de Windsor. Nossa, quanto não devem valer aquele colar, aquele broche? É uma responsabilidade muito grande para Sapphire e Fergus.

Porém, uma intimação no serviço de Amber pode mudar sua vida e colocar tudo em jogo. Ser chamada para o escritório do diretor de Recursos Humanos só pode significar uma coisa: demissão.
Ninguém vai para Nova York para ser despedida; gastar meses preenchendo formulários de vagas, buscando oportunidades, sendo reprovada em entrevistas, ficando preocupada com o aluguel e torrando o restante da poupança. Ninguém.
Será o fim das meninas em Nova York? O futuro as espera de volta no Texas?

“A vida parece ser muito mais fácil quando você tem muito dinheiro.”

Não, calma, é preciso manter a calma. Amber só precisa continuar firme, enviar currículos e procurar um outro emprego. E tudo vai dar certo. Vai dar certo.
Mas Emerald Jewel está de saco cheio! Com 21 anos, a garota sonha em “Ficar Famosa” e ser uma legítima MQNT: Mulheres que Não Trabalham. Sua atuação na peça teatral foi péssima, afinal de contas, jovens de várias escolas teatrais têm roubado seu momento de brilhar. Chega! Entre um coquetel e outro com Amber, Em cria um plano mirabolante e muito louco: roubar as joias da duquesa de Windsor! Não é louco, é fantástico! Sapphire tem todas as informações e acessos necessários às joias; Amber é planejadora e sabe mexer com contas de bancos e Em… bem, Em é irresponsável e imprudente! O trio perfeito! Só precisam encontrar o colecionador de joias que pagaria o preço das peças e bem vinda a vida de riquezas e sem trabalho!
Para isso, Em terá que se livrar de Fergus – o namoradinho de Sapphire -, e Jack, o detetive apaixonado pela sua irmã Amber. Em está pronta para entrar em cena e, muito mais do que isso, pronta para viver o seu próprio show.

“As únicas coisas que são impossíveis são aquelas que você nunca tentou.”

O plano foi arquitetado, nem Amber poderá impedi-la. Seu nome é Emerald e sua cena é agora… pera aí, alguma coisa deu errado… Na hora H, perto de roubar as joias, alguém as rouba primeiro! Os alarmes foram disparados, Em precisa sair correndo do prédio Wilson & Sons antes que alguém a pegue disfarçada de faxineira e… oh não, as joias foram parar na cesta de lixo em suas mãos! E agora? Quem vai acreditar em Em? Ninguém! É preciso fugir, do prédio, do páis, do continente…

Será que as irmãs Jewel terão, finalmente, uma vida de milhões? Mesmo de forma errada, às vezes é o jeito que conseguimos nossos sonhos. O que vale a pena: quatro milhões de dólares na conta ou uma vida digna e a mente em paz? Uma história romântica, maravilhosa e cintilante para quem já sonhou em ter uma vida de glamour.

A partir de uma invenção da própria filha, em que três irmãs roubavam joias em Nova York, a escritora Carmen Reid desenvolveu e aperfeiçoou a ideia, lançando As Joias de Manhattan. Uma versão mais adulta da que provavelmente sua filha inventou, mas que vale a pena desfrutar. Com o intuito de fazer o leitor sonhar, acreditar e se divertir, o livro traz uma dose bem gostosa de loucura e insensatez.

Impossível não rir com a personagem Em – Emerald -, a irresponsável com ideias mirabolantes e que podem dar certo. As conversas e filosofias que saem da boca de Em só podem resultar em diversão. Se você quiser levá-la a serio, fica por sua conta e risco, ok? ;)

Já Sapphire, a irmã romântica, que sonha com seu príncipe encantado, uma vida de pratos Italian Spode e talheres Old English Fiddle, nos faz sonhar mais alto também, afinal de contas, o romance é bem vindo em qualquer lugar e qualquer época, não é mesmo?

Amber é a irmã mais velha, aquela que cuida – das irmãs e da própria mãe. Responsável até demais, será que tem tempo para pensar em si mesma e no que realmente deseja?

De um modo geral, gostei da história e da ideia desenvolvida por Carmen Reid. Claro, confesso que a narrativa em terceira pessoa deixou a desejar, já que em chick lits e YA’s eu prefira narrativa em primeira pessoa. Outro aspecto que senti falta foi um personagem masculino encantador, do jeito que só encontramos nos chick lits. Jack Desmoine é um detetive engraçadinho, mas de um jeito bobo. Talvez ele precise ser esculpido mais vezes pela autora. Não sei.
Também não posso deixar de lado a torcida que eu fiz para Em conseguir a vida dos sonhos, com as joias “nos bolsos” e comprando seus casacos de pele, anéis de diamante e sapatos Chanel. E, lá no fundo, ficamos tentadas a pensar se seria possível realizar um roubo desses… Hahaha. Desespero?

Compartilhe conosco: o que seria uma vida perfeita para você?
Recomendado para quem deseja uma dose de descontração, diversão leve e uma vida repleta de sonhos!
Um beijo e até o próximo post! ;*

Carmen Reid

Carmen Reid é escritora, jornalista e… mãe de duas crianças. Já publicou diversos romances, além de escrever colunas semanais em dois jornais escoceses e contos para revistas.
Adora cozinha e, principalmente, escrever sobre a complicada vida da mulher moderna. Sua maior satisfação é fazer os leitores darem boas gargalhadas.
Carmen se mudou com o marido de Londres para Glasgow, na Escócia, logo após o nascimento do primeiro filho. “As Joias de Manhattan” é seu terceiro livro publicado no Brasil.


Site da autora | Site da Bertrand
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Quote Da Semana (Clarissa Corrêa)

21 . janeiro . 2013

Adoro começar a semana com um quote super animado, que me inspire e me dê forças para acordar todos os dias com um sorriso no rosto – ou pelo menos tentar, o que já é um bom começo! Espero que os quotes de livros, de músicas, filmes, etc. também te motivem, expressem sentimentos ou fale por você! Como é bom se encontrar em um quote, né?

Meme criado pela Tamara do blog true-luv.com

Eu tenho milhares de erros. Mas quer saber? Um (uns?) dos meus melhores acertos foi sempre acreditar. Sim, acreditar. Na vida, nos meus sonhos, em mim, em dias bonitos, em finais felizes, em contos de fadas, em anjos, em tudo que faz o meu coração acalmar. Quem diz que tudo que eu acredito não existe pra mim é burro. Um completo burro, ignorante e que não sabe nada da vida.
— Clarissa Corrêa

Quero pensar assim, nem que seja aos poucos, mas a mudança precisa começar em mim e por mim! E você: tem algum quote para compartilhar conosco? Comente!

Beijos e uma semana maravilhosa para você!

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A Música Que Mudou Minha Vida :: Robin Benway

15 . janeiro . 2013

Apesar de O lado bom da vida ter sido a primeira resenha no Meine Liege, este livro é o primeiro lido de 2013! Nem preciso dizer que fiz uma ótima escolha, dentre os quatrocentos e tantos livros que tenho aqui. Entre ler e reler, optei por uma história leve, muito divertida e que me rendeu cinco estrelinhas!

A Música Que Mudou Minha Vida (Audrey, Wait!)
Autora: Robin Benway
Páginas: 364
Editora: Galera Record

* Livro enviado pela editora como cortesia.
Sinopse:

A vida de Audrey Cuttler não tem sido a mesma desde que aquela música chegou ao topo das paradas. Ela só queria ir a shows, andar com seus amigos e, talvez, arrumar um encontro com o gatinho do trabalho, mas agora Audrey é… famosa! Não famosa do tipo coisas-grátis-e-crachás-para-o-camarim. Famosa do tipo paparazzi-escondido-nos-arbustos, o pior-momento-da-sua-vida-estampada-por-toda-a-primeira-página. Tudo por causa da música que o ex – namoradofez sobre o rompimento dos dois – o hit do momento, quer dizer, um desastre! Audrey não quer ser a garota dos refletores, mas uma vez que o mundo decide que ela é uma estrela, será que a sua vida algum dia vai ser normal de novo? Prepare – se para descobrir, porque está na hora da Audrey contar o seu lado da história.

Crédito: Skoob

“Se quiserem realmente saber algo sobre mim, têm que saber isso: eu gosto da minha música alta. Quero dizer, muito alta. Não estou falando do tipo de alta em que os seus pais batem na porta do seu quarto e pedem para você abaixar. Por favor. Isso é coisa de amador. Quando digo alta, quero dizer alta, quero dizer alta você-não-consegue-ouvir-seus-pais-batendo-e-os-vizinhos-estão-botando-uma-placa-de-VENDE-SE-na -frente-de-casa-e-se-mudando-para-outro-quarteirão-porque-não-conseguem-mais-aguentar-o-barulho-constante. Tem que aumentar o volume até o peito tremer e a bateria entrar por entre as costelas e entortar o cérebro, e tudo o que você pode fazer é dançar ou girar em círculos ou gritar junto porque sabe que, não importa o que a música faça você sentir, é perfeito.
Se não é esse tipo de pessoa, então não acho que seremos grandes amigos.”

Apresento-lhes Audrey Cuttler, 16 anos, musicaholic (essa palavra existe?) – viciada em compilação de CD’s – e amante de colagens de suas bandas favoritas (você precisa conhecer o quarto de Aud!). Vivendo no anonimato, a vida de Audrey poderia ser como a de qualquer uma. Qualquer uma. Mas uma música, de uma banda local, a transforma na adolescente mais famosa de Los Angeles. E o que mais eu poderia mencionar sobre isso? A banda é, nada mais e nada menos, de seu ex-namorado Evan Denisson.

Cara, a questão é o seguinte: quando você tem mais de cinco razões para terminar com um garoto, você vai lá e termina, por favor. Audrey está no segundo ano na Jackson High, namora Evan há onze meses e descobre que sua lista tem mais de cinco razões para terminar com o garoto (fuma maconha demais; está sempre “ensaiando” ou “fazendo um som”; ele é descansado de tudo. TUDO.; etc). Tá certo que terminar com um garoto não é de uma hora pra outra, do tipo “Ei, vamos animar as coisas!”, então realmente é preciso de um tempão para tomar uma decisão dessas. E é claro que tem que ser feita no território do garoto – fica mais fácil zarpar do local sem qualquer vestígio ridículo de choramingos. Mas Audrey resolve terminar seu namoro justamente no dia em que a banda tocaria na Jukebox e um cara de uma gravadora apareceria pra avaliar o som dos caras. Ah, fala sério! Audrey, espere! Sem ao menos olhar para trás, Audrey só deixa com o garoto a certeza de que iria ao show mais tarde (esse lance que as meninas têm de farei-um-último-favor-em-nome-de-tudo-o-que-vivemos).
É, Audrey, sua vida está prestes a mudar!

Na Jukebox, a galera do colégio de sempre. Os Do-Gooders estão no palco, apresentando a velha-playlist-de-quatro-meses-de-sempre. Nada muito raro. A não ser quando o vocalista, Evan, anuncia a nova música da banda. #congele.
A música se chama – pft, nada menos de se esperar – “Audrey, espere!” – e fala sobre uma garota que não teve dó e machucou o coração do garoto. Sabe o que é pior do que ouvir uma música com o seu nome, sobre o pé na bunda que você deu no namorado? É a música ser contagiante!

Já deu pra sacar que, tanto a carreira do Do-Gooders e a vida da própria Audrey irão virar de cabeça para baixo. Alguns curtem ficar de ponta cabeça e a banda simplesmente some de Los Angeles, tentando alcançar um lugar digno no mundo das celebridades musicais.
Audrey, ao contrário, terá que lidar com a fama, os paparazzi, as fofocas em fóruns de sites, a boa (e má) publiciade de qualquer jeito. Mas, por sorte, ela pode contar com sua amiga super engraçada Victoria , nerd de Harry Potter, namorada de Jonah – o namorado-amigo bacana – que adora uma boa música e sabe curtir a desgraça alheia com estilo!

Engraçado que, quanto mais você tenta manter sua identidade, mais ela muda. Com Audrey não é diferente. Depois de todos no colégio associarem a “Audrey, espere!” à ela, sua vida está pertinho de se tornar alvo da fama também. Continuar trabalhando na loja de sorvetes Scooper Dooper – que, por sinal, fica no lugar que Aud mais odeia: o shopping – ao lado de James, o ruivinho nerd, estranho, que só fala de trabalho…. no trabalho. Continuar estudando na Jackson High e evitar a periguete Sharon Eggleston e sua gangue de batom e salto alto não vai maquiar o fato de que Audrey, bem, é a AUDREY! OMG!

Agora, ser alvo de matérias distorcidas em revistas, jornais e fotos do seu anuário escolar podem não ser tão ruim assim. Afinal de conta, me diz, quem é que não gostaria de ter acesso VIP àquele show maneiro, daquela banda que você adora, só porque você é a “Audrey, espere!”? Ou ganhar produtos de beleza de graça? Ah, fala sério! Até Audrey tem que entrar nessa onda, Victoria vive dizendo isso à ela! Que se danem os comentários dos fãs, vida de celebridade é boa demais. E dar uns amassos em Simon, vocalista da banda Lolitas, é a melhor coisa que poderia ter acontecido.

Só que todo amasso tem seu preço. O vídeo dos pombinhos se pegando no fundo do prédio é solto no Youtube e em diversos sites – cara, como é que as coisas ficam visíveis tão rápidas? o.O – e agora a privacidade de Aud está por um fio. Isso sim é chato, cara. Ter que ficar na secretaria do colégio todos os dias para não causar alvoroço na sala de aula; tirar fotos e dar autógrafos no Scooper Dooper enquanto o coitado do James, todo desajeitado, tenta lidar com as meninas-tietes; o e-mail e o número do telefone trocados várias vezes por invasões inconvenientes. Aff, ninguém suporta! Ok, Victoria ainda consegue se divertir com toda a situação, mas não sei como.

Parece que James é o único garoto que consegue ficar perto de Audrey sem mencionar A Música, perguntar qualquer aleatoriedade sobre a menina – como, por exemplo, quem deu o fora em quem – e gosta de Audrey como ela é. Own, nasce aí uma bela amizade (caham). Em James, Aud encontrará um cara que não é tão nerd assim – na verdade é um gatinho – e que também ama compilações e colagens (cinco pontos extras para James, plin!).

E agora, o que será da vida de Audrey quando A Música alcança as mais ouvidas da Billboard e um convite para uma entrevista na MTV, em Nova York, ao lado do Do-Gooders (e ao lado do Do-Gooders eu quero dizer, do EX-NAMORADO) a espera?? Será que Audrey é capaz de retomar a sua antiga vida, anônima e feliz? Ou a vida de estrela é, realmente, a melhor escolha? Ao lado dos seus amigos, das suas bandas preferidas, os comentários irônicos do pai e de um bom cafuné da Bendomolena (gente, esse é o nome da gata da Audrey, pra vocês medirem o nível de criatividade dela, hahaha) para ajudá-la a tomar a decisão certa.

“É engraçado como cama, travesseiros e cobertas podem mudar a conversa. As palavras ficam silenciosas e você quer dizer mais e falar menos. É como se pudesse construir seu próprio mundinho. População: 2.”

Nossa, eu nem me lembrava de como eu gosto de chick lit, YA, (infanto) juvenil! Já faz um bom tempo que eu não me dedicava à esses gêneros e não me surpreendo de ter me apaixonado por “A música que mudou a minha vida”, da escritora Robin Benway!
Como uma música viciante (não dessas tipo “Ai, se eu te pego” mas dessas como “I set fire to the rain”, sabe?), impossível deixar Audrey “falando sozinha”. A gente quer sempre um capítulo a mais. A história isolada é bacana mas o que recheou e deu aquela sensação de “putz, quero muito mais!” foi a linguagem da Audrey – as gírias, os palavrões, as comparações, a ironia…-, os momentos dramáticos da personagem e as falas de Victoria, também! Duas personagens hilárias e, juntas, não tem quem segure! A gente ri, marca frases, pensa um pouco no contexto, tenta filosofar e, depois da leitura, queremos fazer nosso próprio CD compilado com as músicas que nos contagia! Até o sr. Henry (pai de Aud) me fez rir muito – aquele tipo de personagem que você pensa “ah, eu queria um pai assim”. #confessei.

Ao contrário de muitos personagens masculinos de livros do gênero, nem James e nem Evan me conquistaram. Talvez por James não fazer o meu tipo, em todos os sentidos. Ok, ele é fofo, gosta de música, parece ser inteligente – apesar de, no começo, parecer um geek (no péssimo sentido da palavra) – e entender aquele lance de fama da Aud, não rolou pra mim. Respeitei o namorico, a paixonite… mas para mim, era apenas James, o garoto que trabalha na Scooper Dooper. Evan, o ex-namorado escroto que ferrou a vida de Aud não teve tempo de me conquistar, coitado. Apareceu rapidinho no primeiro capítulo e só foi ressurgir nos últimos. Aí não rola, né? As conclusões que pude tirar do personagem foram através das confissões de Aud – o que não sei se posso realmente confiar, vai saber…

Narrativa em primeira pessoa, (tá aí uma característica que tem tudo a ver e deveria ser quase uma via de regra para livros desse gênero. Percebi que, quando o livro vem em terceira pessoa, eu travo.), baseado no cotidiano de adolescentes e cenários para adolescentes, o livro tem tudo para conquistar essa faixa etária e um pouco mais além (tipo, uma garota de 25 anos). Sabe aquele livro que fazer a resenha se torna prazeroso e você não tem nenhuma dificuldade em falar sobre ele? Então, só de escrever para vocês, já fico com sorrisos no rosto! Com certeza, Robin Benway me conquistou com sua técnica de “falar a nossa língua”. Quero mais, posso? *-*

“- Às vezes você vai ter que tomar decisões das quais nem todo mundo vai gostar. Mas se acha que é a coisa certa a fazer, você tem que fazer. Mesmo que seu namorado não goste. Mesmo que Victoria não goste. Diabos, mesmo que papai e eu não gostemos. Tem que começar a confiar em si mesma.”

Livro super recomendado para distrair a cabeça, rir muito, descobrir novas músicas/bandas e se jogar na liberdade de ser o simples ser humano que você é, com as próprias escolhas e caminhos, sem ninguém enfiando o dedão cheio de meleca de nariz na sua vida! Com o direito de ir e vir sem um flash te cegando o todo o tempo! Aproveite esses momentos! ;)

Robin Benway

Como Audrey, Robin Benway ouve música alta demais, tem uma melhor amiga sensacional e já foi a mais shows do que qualquer ser humano deveria ir. Diferente de Audrey e Anna Julia, ela nunca namorou nenhum astro de rock ou teve uma música escrita sobre si. Atualmente vive na Califórnia.


Site da autora | Site da Galera
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Quote Da Semana (Matthew Quick)

07 . janeiro . 2013

Voltando às atividades e colunas do blog, mais um Quote da Semana! A categoria entrou há pouco tempo, mas alguém já sentiu falta? *-* Espero que sim! Adoro quotes de livros e, na maioria das vezes, são eles que despertam meu interesse em lê-los!
Após uma leitura fantástica com O lado bom da vida, decidi começar a semana com um quote super lindo e que mexeu muito comigo! Espero que inspirem vocês de forma positiva! ;)

Meme criado pela Tamara do blog true-luv.com

“Caro Deus, sei que seria necessário um milagre para Nikki aparecer amanhã no lugar em que ficamos noivos, mas, para minha sorte, Você e eu acreditamos em milagres.
Mas mesmo assim fico feliz que tenha se dado o trabalho de enviar Jesus para nos ensinar tudo sobre milagres, porque a possibilidade dos milagres acontecerem é o que faz um monte de pessoas seguir em frente aqui embaixo
Na verdade, quero agradecer-Lhe por ter bagunçado minha vida, porque eu nunca teria me empenhado em melhorar meu caráter se não tivesse sido enviado para o lugar ruim, nunca teria conhecido Cliff nem Tiffany, e eu sei que esta jornada tem uma razão de ser.
Eu O amo, Deus.”
– O lado bom da vida (Matthew Quick)

E vocês, têm algum quote super inspirador para começarmos a semana com o pé direito? Compartilhe conosco através dos comentários e ótima semana!

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