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A caminhada para o além de mim

17 . agosto . 2015

Caminhando nas montanhas, me sinto conectada ao cosmos. Uma energia dos seres ancestrais que me guia ao novo. Sento no primeiro degrau da subida, sinto uma dor no peito. Mas esta dor não é fisiológica. Minha existência clama por viver. Me chama para o topo da colina. Levanto a cabeça para beber água. Sinto a energia voltar aos meus pés, uma leve tontura ao olhar para cima. Um sol forte, mas acolhedor. Uma sensação de pertencimento tão grande que me envolvia em amor.
Um menino passa ao meu lado, sorrindo, me pergunta:
– Quer ajuda, moça?
Comovida pela bondade do garoto, respondi:
– Obrigada, mas acho que consigo subir.
– Se quiser posso ir com você até em cima. É sempre mais divertido fazer coisas difíceis com alguém do lado, não é, tia?
Hesitei. Um rio de pensamentos me acometeu. Um rio, com afluente agitado, me movendo à frente, sabendo a direção final.
– Com certeza. Ainda mais com quem a gente gosta, né? Qual é seu nome?
– Pois é e eu acho que já gosto de você. Ah, meu nome é Bruno. Vamos?
Levantando rápido, respondi:
– Claro. Meu nome é Marcela. Vamos encarar essa montanha juntos?
O sorriso que ele abriu para mim nesse momento não pode ser descrito nem por quadros de Dali ou poemas de Pessoa. Só sei que aqueles passos acima me deram a impressão de que caminhava para o céu.

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Caminhando nas montanhas, me sinto conectada ao cosmos. Uma energia dos seres ancestrais que me guia ao novo. Sento no primeiro degrau da subida, sinto uma dor no peito. Mas esta dor não é fisiológica. Minha existência clama por viver. Me chama para o topo da colina. Levanto a cabeça para beber água. Sinto a energia voltar aos meus pés, uma leve tontura ao olhar para cima. Um sol forte, mas acolhedor. Uma sensação de pertencimento tão grande que me envolvia em amor.
Um menino passa ao meu lado, sorrindo, me pergunta:
– Quer ajuda, moça?
Comovida pela bondade do garoto, respondi:
– Obrigada, mas acho que consigo subir.
– Se quiser posso ir com você até em cima. É sempre mais divertido fazer coisas difíceis com alguém do lado, não é, tia?
Hesitei. Um rio de pensamentos me acometeu. Um rio, com afluente agitado, me movendo à frente, sabendo a direção final.
– Com certeza. Ainda mais com quem a gente gosta, né? Qual é seu nome?
– Pois é e eu acho que já gosto de você. Ah, meu nome é Bruno. Vamos?
Levantando rápido, respondi:
– Claro. Meu nome é Marcela. Vamos encarar essa montanha juntos?
O sorriso que ele abriu para mim nesse momento não pode ser descrito nem por quadros de Dali ou poemas de Pessoa. Só sei que aqueles passos acima me deram a impressão de que caminhava para o céu.

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O que o meu blog tem que o seu não tem?

14 . agosto . 2015

O tema da blogagem coletiva deste mês foi lançado pelo ROTAROOTS para desafiar qualquer blogueiro. Porque, pensando bem, o que o meu blog tem que outros não têm? A blogosfera se tornou viral, seja por hobbie, profissão pu terapia (oi!) e encontrar um blog que seja autêntico do header ao footer é uma missão quase impossível. A verdade é que neste mundo nada se cria, tudo se “reiventa” ao seu modo e identidade.
Então a pergunta é o que meu blog tem que o seu não tem?

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O tema da blogagem coletiva deste mês foi lançado pelo ROTAROOTS para desafiar qualquer blogueiro. Porque, pensando bem, o que o meu blog tem que outros não têm? A blogosfera se tornou viral, seja por hobbie, profissão pu terapia (oi!) e encontrar um blog que seja autêntico do header ao footer é uma missão quase impossível. A verdade é que neste mundo nada se cria, tudo se “reiventa” ao seu modo e identidade.
Então a pergunta é o que meu blog tem que o seu não tem?

É complicado falar sobre isso sem parecer que estou me vangloriando mas a verdade é que não estou. Pelo contrário, quero dar valor no meu trabalho aqui no Di Moça e reconhecer que, através dele, conquistei muitos sonhos.
Sou blogueira desde meus 12/13 anos e desde então um blog tem puxado o outro. O Di Moça é, no final das contas, a soma de todos eles. Não dá pra deixar pra trás o que eu fui em cada blog; eles me ensinaram a progredir tanto na vida pessoal quanto na profissional. Então eu posso dizer que a primeira coisa que o meu blog tem e o seu não tem é o conjunto de memórias colhidas durante 14 anos. Não apenas colhendo mas idealizando cada uma. É muito gratificante ver o quanto o Di Moça alcançou, graças a todos esses anos de aprendizado.

E nesses quatorze anos eu aprendi a fazer meus próprios layouts com a ajuda de tutoriais disponíveis na Internet e minha persistência. Sendo assim, o meu blog tem layouts personalizados por mim mesma e, mesmo sabendo que não sou profissional, adoro os resultados que crio. Por isso gosto tanto de trocar as imagens do cabeçalho do Di Moça; acaba sendo uma maneira de explorar minha criatividade e manter a vontade de aprender mais e mais.
Falando em layouts, encontrei alguns que estão guardados no HD externo e me deu uma saudade daqueles tempos. A blogosfera era tão, mas tão diferente (divertida, autêntica e cheia da essência do blogueiro) que eu demorei para pegar as manias e tendências.

Quando nós publicamos um conteúdo – seja da natureza que for – esperamos comentários construtivos, de significado (crítica, elogio, sugestão, experiência compartilhada, etc.) e não um mero “adorei, segue de volta?” E, graças a Deus, o Di Moça tem os melhores comentários que uma blogueira poderia desejar. Não gosto de elogiar muito porque daqui a pouco chove de comentários mesquinhos mas se tem um fato que eu amo no meu blog é agregar valores, leitores formadores de opinião e comentários que revelam que o cidadão leu o post. Quer coisa melhor que isso? Claro que já passei os perrengues dos comentários-propaganda e ainda lido com isso em outras redes sociais (o que me tira do sério facinho, facinho). Mas com o tempo a gente vai aprendendo a contornar esses comentários com jeito e o tempo vai filtrando os leitores do blog.

E por mais que a blogosfera sofra -todos os dias -grandes mudanças, o Di Moça sempre teve e tem sinceridade. Em nenhum momento na minha “carreira” de blogueira omiti ou menti para os leitores para agradar ou divulgar alguma coisa. Acredito que, acima de tudo, preciso ser sincera com aqueles que buscam no meu blog um pouquinho de mim. Não dá para ser sacana a ponto de enganar meu leitor, não dá.

Sei muito bem que cada blog tem algo que o outro não tem e é exatamente isso que nos torna atraentes para uns e despercebidos para outros. As pessoas buscam outras com as mesmas afinidades, onde possam se encontrar de alguma forma em outra pessoa. E o blog é uma das melhores maneiras de acharmos, com muita facilidade, pedacinhos de nós mesmos espalhados no mundo.
Agradeço a você que leu este post até aqui e que vai deixar um comentário super legal logo abaixo. Obrigada você que acompanha o Di Moça e suas diversas variações remotas, sempre seguindo e torcendo por ele. Este post é para você.
Beijos di moça!

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Amendoim Doce

13 . agosto . 2015

Quando eu era mais nova adorava comprar o copinho de amendoim doce, aos sábados, após uma janta maravilhosa na Feira Central. Eu sempre optava por amendoim doce ou cocada, ai que delícia! Mas eu sempre achei que pra fazer o amendoim doce era só coisa de mestre de cozinha. Muitos ingredientes e técnicas cabulosas.
Recentemente, atrás de receitas de sobremeses altamente rica em açúcar, encontrei a do amendoim doce e pensei “poxa, quem arrisca não petisca! Vou tentar fazer!” Quando vi que os ingredientes eram simples, me animei mais ainda. E não é que o resultado foi mais que espetacular? Confere aqui!

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Quando eu era mais nova adorava comprar o copinho de amendoim doce, aos sábados, após uma janta maravilhosa na Feira Central. Eu sempre optava por amendoim doce ou cocada, ai que delícia! Mas eu sempre achei que pra fazer o amendoim doce era só coisa de mestre de cozinha. Muitos ingredientes e técnicas cabulosas.
Recentemente, atrás de receitas de sobremeses altamente rica em açúcar, encontrei a do amendoim doce e pensei “poxa, quem arrisca não petisca! Vou tentar fazer!” Quando vi que os ingredientes eram simples, me animei mais ainda. E não é que o resultado foi mais que espetacular? Confere aqui!

Receita:


Ingredientes:

500g de amendoim cru
2 xícaras de chá de açúcar
1 xícara de chá de água
1 colher sobremesa de fermento em pó
2 colheres sobremesa de chocolate
1 colher de canela em pó


Modo de preparo:

1. Leve os ingredientes ao fogo em uma panela grande, porque o fermento espuma bastante
2. Mexa com uma colher de pau até desgrudar
3. Esparrame os grãos em uma assadeira e leve ao forno para torrar
4. Experimente até ficar a seu gosto

Créditos: Tudo gostoso

Acho que foi a primeira vez que uma receita feita por mim deu tão certo. Enquanto eu mexia os ingredientes na panela já pensava “estou vendo esse negócio ficar queimado/ruim/duro…” Parece muito pessimismo mas é a realidade mesmo, não adianta eu me enganar.
Vale mencionar que fiquei na dúvida quando chegou a parte de mexer com a colher até desgrudar. Lendo os comentários de outras pessoas na receita do site entendi que eu devia mexer com uma colher de pau até secar o “caldo” que forma ao misturar os ingredientes. Então se você for fazer a receita em casa se atente à isso. Os amendoins sugam o caldo até deixar a panela seca, o que ajuda no desgrude mencionado na receita.
Ao colocar os grãos na assadeira para torrar é importante observar que, se você deixá-los muito tempo para ficar crocante, ficarão duros ao esfriarem. O legal é você deixar no forno por um tempo razoável (de dez a vinte minutos), antes de chegar ao ponto crocante, para quando ficarem sequinhos não endurecerem.

Eles ficam super soltinhos e bem sequinhos, uma delícia! Haja calorias invadindo o meu corpo. Mas a vida é curta e o que me resta é aproveitar! Além de ser viciante – sempre quero mais, mais, mais – o gostinho leve de canela no final deixa o amendoim mais gostoso. #canelalovers
Espero que tenha gostado e, se tentar fazer a receita, deixe sua opinião nos comentários.
Beijos di moça!

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Mãe em tempo integral (3 a 6 meses)

12 . agosto . 2015

Se os primeires meses foram difíceis e exaustivos, os próximos três são gratificantemente exaustivos. Talvez seja só comigo porque se tem uma função que não dá para generalizar, é essa de mãe.
É muito engraçado porque, de repente, o seu bebê cai na real de que nasceu e começa a viver. Me refiro a enxergar cem por cento, te reconhecer pelo rosto e não apenas por voz; as risadas são mais frequentes e muitas novidades surgem dia após dia.

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Se os primeires meses foram difíceis e exaustivos, os próximos três são gratificantemente exaustivos. Talvez seja só comigo porque se tem uma função que não dá para generalizar, é essa de mãe.
É muito engraçado porque, de repente, o seu bebê cai na real de que nasceu e começa a viver. Me refiro a enxergar cem por cento, te reconhecer pelo rosto e não apenas por voz; as risadas são mais frequentes e muitas novidades surgem dia após dia.

Parece que de um dia para o outro o Lucca acordou e pensou “é agora que eu vou causar”. É incrível ele deixar de ser aquele bebê super frágil para se tornar um ser em evolução. Posso dizer com a boca cheia que é agora que a coisa começa a ficar boa!
Pois veja bem, é nessa fase que o Lucca começou a enxergar definitivamente. Que sensação incrível quando ele olha para mim fixamente e sabe que eu sou a mamãe dele, não pelo cheiro, por causa do leite ou pela voz mas pelo rosto. É tão gostoso quando eu me ausento de algum ambiente e, após alguns minutos, ele virar o rostinho à minha procura. Pela primeira vez em toda a minha vida eu me sinto amada (e é tão bom quando o amor é retribuído da forma mais pura que existe).
Ah, sem falar que agora ele já sabe dos truques e manhas para conquistar o que quer. Meu Deus, onde vamos parar com tanta sabedoria e arte? Quando ele quer alguma coisa e percebe que está difícil conseguir, já dá uns gritinhos de raiva. Enquanto tenta engatinhar para chegar perto de algum objeto na cama e entende que é um trabalho árduo se aproximar daquilo, o grito vem com tudo. Às vezes vem aquele chorinho de manha e aí acaba a brincadeira, já pede pra mamãe intervir na situação.

Poxa, quase me esqueci de que ele começou a ficar com a coluna mais durinha nesse tempo. Nossa como é bom e um alívio, só Deus e as mamães sabem! Aquele mega cuidado para não deixar o bebê cair para trás no seu colo fica menos preocupante. Claro que não dá pra confirar cem por cento; a mão tem que permanecer nas costinhas dele mas sem tanto medo. Quando o Lucca chegou nessa fase as tarefas também ficaram menos exaustivas. Para dar banho já não era necessário sustentar todo o peso dele com as mãos; fazer algumas atividades domésticas já foi possível segurando-o de um lado do corpo; e até tentar dormir de bruços sem medo de sufocar.

No comecinho dos seis meses veio uma grande mudança: as papinhas e frutinhas. Ai que emoção, meu bebê virando mocinho. A primeira consulta dos seis meses foi cheia de novas recomendações alimentares e isso me deixou super satisfeita, tanto com o Lucca – que está crescendo hiper bem – e comigo, que aparentemente tenho saído melhor que encomenda. Aos seis meses o meu filho já podia comer papinha de legumes com carne ou frango e frutas amassadas ou raspadas. Como foi delicioso ver a carinha dele ao sentir um gosto diferente na boca, um gosto que não fosse o leite materno. No primeiro dia ele fez uma cara de nojo quando sentiu a papinha de legumes que eu quase soltei um “ahrá, se ferrou, vai ter que comer legumes!” As frutinhas foram mais bem acolhidas por ele. Logo de primeira ele comeu um pouco de pêra e adorou! Depois foi para a banana, mamão, maçã e até o abacate entrou na dança.
A hora da comida é uma festa, até os pezinhos dele entram na bagunça mas é impossível não admirar esse pequeno. Nessas horas eu confirmo a grandiosidade do meu Deus.

O que eu posso dizer das risadas e cócegas? Qualquer brincadeira se torna motivo de gargalhadas, principalmente se vem da mamãe-boba! Com o tempo a gente vai entendendo o que diverte nossos bebês. O Lucca, por exemplo, adora quando eu pego a mãozinha dele e a passo na barriguinha cantando “eu sou um gordinho gostoso, gordinho gostoso” (qualquer dia desses vou mostrar pra você no Snapchat). Até cócegas acima do joelho ele tem, acredita? Adoro morder e ouvir os gritos e risadas que ele dá. Perde o fôlego! ♥

Sim, é verdade que não dá para comparar o crescimento dos bebês e muito menos generalizá-los. Aos três meses as cólicas do Lucca deveriam ter acabado mas elas persistiram e ficaram até os seis meses. Agora, com sete, ele sente de vez em quando um pouco de cólica (em todo o caso é sempre bom ter um remédio de reserva).
A rotina também muda porque as tarefas aumentaram, claro. Com a hora do almoço e da frutinha eu tenho que organizar meu relógio tudo outra vez. Bebê é assim, rotina-rotina-rotina.

Agora sim a coisa vai deslanchar. Já sinto falta dos primeiros meses do meu bebê e muito medo de sentir saudades desses pezinhos que parecem bisnaguinhas-delicinhas. Não há outro jeito além de aproveitar – literalmente – cada segundo concedido por Deus. O tempo voa ao lado dele, todo dia uma nova descoberta e aquele bebezinho frágil está ficando para trás. Daqui a pouco ele está andando, falando, indo para a escolinha, viajando, casando… ai meu coração-de-mãe!

Não há dúvidas que desde o nascimento do Lucca, Deus me deu a chance de ver a vida como ela realmente é: cheia de lutas – algumas vencidas e outras não -, de dores, de momentos. Mas também cheia de vitórias, sorrisos e amor. E são para estes momentos, os melhores, que eu quero olhar.

Beijos di moça!

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